segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Luís Felipe Marotti é o novo diretor geral do Roxy Dinner Show

 


Luís Felipe Marotti é o novo diretor geral do Roxy Dinner Show. Ele chegou ao empreendimento em fevereiro de 2024, como diretor de Operações, oito meses antes da abertura oficial da casa, em 17 de outubro, quando a casa abriu em grande estilo. Desde então, arregaçou as mangas para colocar de pé uma operação que reúne entretenimento, gastronomia, turismo e hospitalidade e que, perto de completar dois anos, vem mostrando capacidade de se reinventar continuamente.

  • O novo cargo chega como um saldo positivo dessa trajetória e coloca Marotti no comando geral de uma casa que já conquistou dois importantes reconhecimentos internacionais.
Não é pra menos - O Roxy foi eleito pela revista TIME entre os destinos mais extraordinários do mundo e recebeu o Travelers’ Choice 2026 do TripAdvisor, distinções que acompanham a consolidação do empreendimento como uma experiência que ultrapassa o formato tradicional de jantar com espetáculo. Desde a abertura, a casa vem renovando seu produto, ampliando horários, formatos e públicos sem perder a identidade que a transformou em um novo endereço de experiência no Rio.

De quarta a domingo, o Roxy Dinner Show se tornou o eixo da programação, com gastronomia e o espetáculo Aquele Abraço, que também ganhou novas cenas e repertórios ao longo desse período. Uma das atualizações levou o público para uma viagem por Minas Gerais, com o bloco “De trilhos e poesia”, inspirado em cidades históricas como Ouro Preto e Tiradentes. A casa também experimentou outros formatos de ocupação e público.
Em 2026, o Roxy abriu espaço para a matinê de “Fala Sério, Mãe”, espetáculo baseado na obra de Thalita Rebouças, ampliando a utilização do endereço para o período diurno e aproximando o empreendimento de famílias e de um novo público. A temporada chegou ao fim depois de 34 apresentações, com cerca de 20 mil espectadores.

Agora, o movimento segue em outra frente: desde 15 de agosto, o Roxy também abre as portas para o almoço musical aos sábados e domingos, das 12h às 16h. O novo formato tem menu assinado pela chef Kátia Barbosa e conta com apresentações musicais, em um repertório que passeia por MPB, bossa nova e grandes clássicos internacionais.
“Nossa intenção é ocupar todo o nosso espaço, ao longo do dia e ampliar as possibilidades de consumo de um empreendimento que nasceu com vocação para funcionar como experiência completa.” Conta Marotti
 
A diversificação do Roxy dialoga diretamente com a trajetória profissional de Marotti. Graduado em Turismo, ele soma quase duas décadas de atuação em hotelaria e entretenimento, com experiência em gestão operacional, alimentos e bebidas, finanças, abertura de unidades e reestruturação de negócios.

Sua carreira começou na Accor, em 2008, onde permaneceu por mais de onze anos. Nesse período, atuou por oito anos como subgerente, com responsabilidades em front office, alimentos e bebidas, controles financeiros e orçamento, até assumir a gerência geral.

Também liderou a abertura de dois empreendimentos, acompanhando etapas que iam do licenciamento junto aos órgãos competentes ao início da operação. Ainda na Accor, Marotti assumiu o desafio de planejar a reabertura pós-pandemia do complexo Mercure & Ibis Barra da Tijuca. A proposta foi integrar operacionalmente as duas unidades para reduzir despesas e manter ambos os produtos em funcionamento. Como gerente de Alimentos & Bebidas do grupo de franquias da rede no Rio de Janeiro, desenvolveu e implantou novos conceitos gastronômicos, supervisionou restaurantes no Rio e conduziu reformas com base em design thinking, sempre acompanhando os indicadores financeiros da operação.

Depois, levou essa experiência para a Hilton, em Porto Alegre, onde atuou como gerente de Alimentos & Bebidas. No Roxy, esse repertório passou a ser aplicado em um negócio híbrido, no qual restaurante, espetáculo, turismo, tecnologia, vendas e hospitalidade precisam funcionar como uma única operação. Desde sua chegada, Marotti participou da estruturação das áreas financeira, contratual, comercial e administrativa, além da construção do modelo comercial multicanal da casa, com frentes B2B e B2C, integrando operadoras, agências, hotelaria e grupos corporativos.

Também esteve envolvido na implantação dos controles financeiros e da política de preços e no posicionamento do Roxy como destino de turismo cultural do Rio de Janeiro, resgatando a história do antigo Cine Roxy, inaugurado em 1938, mas transformando sua vocação em um produto contemporâneo.

O resultado aparece tanto nos números quanto na capacidade de renovação. Desde a abertura, o Roxy, próximo de chegar a 500 apresentações (em 27 de setembro), registrando em torno de 140 mil espectadores, enquanto a programação foi sendo redesenhada para explorar diferentes momentos do dia e diferentes públicos.

Há, nesse percurso, uma conexão direta com a experiência anterior de Marotti. Sua carreira foi construída em operações que precisavam abrir, retomar, reorganizar ou encontrar novos caminhos para crescer. No Roxy, o desafio foi semelhante, mas em um formato que combina múltiplos negócios no mesmo endereço.

A promoção para diretor geral chega justamente quando essa operação entra em uma nova fase. De quarta a domingo, o Roxy mantém o Dinner Show como seu principal produto; ao longo do caminho, incorporou novas cenas ao espetáculo, experimentou a matinê e agora passou a ocupar também os fins de semana com gastronomia e música. A lógica é ampliar a utilização do espaço e criar novas experiências sem descaracterizar o empreendimento.

Como diretor geral e CEO, Marotti passa agora a conduzir de maneira integrada essa operação, que nasceu em outubro de 2024 e, em quase dois anos, passou de um projeto ambicioso a um endereço reconhecido internacionalmente.

É uma trajetória que começou antes mesmo da primeira noite de espetáculo e que agora chega a um novo capítulo: o executivo que ajudou a construir os bastidores da casa desde fevereiro de 2024 assume a direção geral justamente quando o Roxy mostra que, no entretenimento, manter-se relevante também significa saber se reinventar depois de abrir as portas.

Proteção de dados vira teste da adoção de IA nas empresas

 

Uso de inteligência artificial avança nas organizações, enquanto exposição de informações sensíveis pressiona empresas a rever regras de acesso, segurança e governança


A inteligência artificial avançou mais rápido do que as regras criadas para controlá-la dentro das empresas. Em um ano, a parcela de usuários que acessam aplicações de IA semanalmente passou de 34% para 59%, segundo levantamento da Netskope. No mesmo período, o volume médio de prompts mais que triplicou.

Com a tecnologia mais presente na rotina das organizações, a discussão começa a ir além da adoção. O avanço amplia a necessidade de identificar quais dados estão sendo utilizados, quem pode acessá-los e o que acontece com essas informações quando são inseridas em ferramentas de inteligência artificial.

De acordo com André Xavier, CEO da BHS, empresa de tecnologia e segurança da informação com mais de três décadas de atuação, parte do risco está justamente no uso cotidiano dessas ferramentas. “O risco aparece quando o profissional usa uma ferramenta para ganhar produtividade, mas não sabe o que acontece com aquela informação depois que ela é inserida ali”, afirma o executivo.

A falta de governança não é um problema restrito ao Brasil. O relatório Cost of a Data Breach 2025, da IBM e do Ponemon Institute, mostrou que 63% das organizações analisadas que sofreram violações de dados não tinham uma política de governança de IA ou ainda estavam desenvolvendo uma. Entre as empresas que registraram incidentes de segurança relacionados à IA, 97% disseram não contar com controles adequados de acesso à tecnologia.

A preocupação aumenta quando a IA deixa de ser utilizada apenas em ferramentas isoladas e passa a se conectar aos sistemas e às bases de dados das próprias empresas. Nesse estágio, incorporar novas aplicações também exige definir como elas acessam e utilizam informações acumuladas ao longo de anos de operação.

Para Paulo Cacciari, CEO da Deyel no Brasil, plataforma de desenvolvimento low-code com inteligência artificial, a modernização precisa considerar a preservação desses dados. “Muitas organizações utilizam essas tecnologias há décadas e enfrentam o desafio de modernizar seus sistemas sem comprometer informações críticas para o negócio. Nossa proposta é justamente facilitar essa transição”, afirma.

Em setores regulados, essa preocupação ganha peso adicional. Instituições financeiras operam sob exigências específicas de proteção de dados e respondem tanto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) quanto ao Banco Central. Nesses casos, um vazamento não representa apenas um incidente técnico: pode envolver responsabilidades regulatórias, contratuais e reputacionais.

Ainda assim, a pressão por produtividade faz com que a IA avance sobre atividades que dependem do acesso a dados corporativos antes que todas as empresas tenham regras consolidadas para esse uso.

IA avança sobre dados corporativos

O desafio também aparece quando a tecnologia passa a consultar informações compartilhadas entre diferentes áreas da organização. Contratos são um exemplo: concentram condições comerciais, obrigações, dados de fornecedores e registros utilizados por jurídico, compras, suprimentos e operações.

Nesse caso, o controle deixa de envolver apenas o acesso ao documento original. À medida que ferramentas de IA passam a localizar, relacionar e apresentar dados desses arquivos, cresce também a necessidade de organizar como essas informações circulam dentro dos sistemas.

Segundo Cíntia Oliveira, country manager da Webdox no Brasil, empresa especializada em gestão do ciclo de vida de contratos, esse é um dos pontos que ganha importância conforme a tecnologia entra nesses processos. “A inteligência artificial é um componente importante desse processo, mas o principal avanço está na capacidade de integrar essas informações e oferecer rastreabilidade, governança e acesso rápido aos dados ao longo de todo o ciclo contratual”, afirma.

Para Xavier, essa mudança tende a separar iniciativas pontuais de projetos capazes de ganhar escala. “Durante muito tempo, a pergunta foi o que a inteligência artificial conseguia fazer. Agora, as empresas também precisam perguntar com quais dados ela está fazendo isso, onde essas informações estão e quem consegue acessá-las. É essa estrutura que permite transformar a experimentação em operação”, finaliza.


Tecnologia criada para pessoas: quando um neto transformou burocracia em inovação

 

Experiência vivida por Sebastián Stranieri ao acompanhar a avó em uma prova de vida inspirou a criação da VU e antecipou uma transformação que hoje redefine a segurança digital

Grandes empresas de tecnologia costumam nascer da busca por eficiência ou de avanços técnicos. A história da VU começou de outra forma: com uma cena comum, mas profundamente incômoda. Em meados dos anos 2000, o então especialista em cibersegurança Sebastián Stranieri acompanhou sua avó para realizar uma prova de vida em um “poupatempo” argentino. Idosa, ela precisou enfrentar deslocamentos, filas e um processo burocrático demorado apenas para comprovar sua própria existência.
Naquele momento, Stranieri percebeu uma contradição que continua atual. O procedimento havia sido criado para protegê-la, mas ignorava justamente quem mais precisava dessa proteção. "A segurança estava sendo construída às custas da experiência e da dignidade das pessoas. Foi quando comecei a pensar que deveria existir uma maneira de verificar uma identidade remotamente, com segurança e sem obrigar alguém a passar por tudo aquilo", relembra o fundador e CEO da VU.
A inquietação deu origem, em 2007, à VU, empresa especializada em identidade digital e prevenção de fraudes, que nasceu com uma proposta diferente da que predominava no mercado na época: desenvolver tecnologias que aumentassem a segurança sem criar novas barreiras para os usuários.
Um argentino à frente do seu tempo
Quando a empresa foi fundada, a cibersegurança ainda era concentrada na proteção de redes, servidores e infraestrutura. A identidade das pessoas ocupava um papel secundário. A visão da VU, porém, partia de outro princípio: à medida que serviços financeiros, públicos e privados migrassem para o ambiente digital, seria necessário criar mecanismos capazes de comprovar quem estava do outro lado de cada interação sem tornar essa experiência mais complexa.
"No início, muitos acreditavam que quanto mais etapas existissem em um processo, maior seria a segurança. Hoje sabemos que a complexidade excessiva faz exatamente o contrário: leva as pessoas a criarem atalhos, reutilizar senhas, abandonarem jornadas ou compartilharem credenciais", afirma Stranieri.
Para o executivo, segurança e simplicidade não são conceitos opostos. "Quando a tecnologia é inteligente, ela entende o contexto da operação. Uma pessoa conhecida, utilizando seu dispositivo habitual e dentro do seu padrão de comportamento, consegue acessar um serviço de forma praticamente invisível. O sistema só aumenta as validações quando identifica um risco real."
Tecnologia só faz sentido quando desaparece
Ao longo de quase duas décadas, a empresa consolidou uma filosofia que orienta o desenvolvimento de suas soluções: as pessoas não querem usar tecnologia; elas querem resolver problemas. Essa lógica influencia desde pesquisas de usabilidade até o desenvolvimento das plataformas da companhia.
Antes de criar uma solução, equipes multidisciplinares analisam onde os usuários encontram dificuldades, quais etapas geram abandono, onde ocorrem tentativas de fraude e quais processos burocráticos permanecem apenas porque "sempre foram feitos assim".O objetivo é eliminar fricções desnecessárias e manter apenas aquelas compatíveis com o nível de risco de cada operação.
"A tecnologia precisa se adaptar às pessoas, e não obrigar as pessoas a aprender tecnologia. Isso é especialmente importante para idosos, pessoas com deficiência e usuários com menor familiaridade digital", explica Stranieri.
Da prova de vida à identidade contínua
Desde a fundação da VU, a identidade digital passou por uma transformação profunda. O mercado evoluiu de modelos baseados apenas em usuário e senha para ecossistemas que combinam biometria, inteligência comportamental, análise de dispositivos, autenticação contextual e monitoramento contínuo das interações.
Na avaliação de Stranieri, a América Latina teve um papel relevante nessa evolução."A nossa região precisou acelerar sua transformação digital para ampliar o acesso da população aos serviços financeiros e públicos. Isso impulsionou a inovação”, mas para o CEO, também tornou as fraudes muito mais sofisticadas.
Para Stranieri, o desafio atual não é apenas verificar a identidade de uma pessoa durante o cadastro, mas protegê-la continuamente ao longo de toda a sua jornada digital."Uma pessoa pode ser legítima no momento da abertura da conta e ter suas credenciais comprometidas meses depois. A identidade deixou de ser apenas uma credencial para se tornar a principal camada de confiança da economia digital."
História consolidada
O que começou com uma reflexão sobre a dificuldade enfrentada por uma idosa em uma agência bancária transformou-se em uma plataforma de proteção de identidade utilizada por organizações em mais de 30 países. Atualmente, a empresa atende mais de 170 clientes, principalmente instituições financeiras, processa mais de 100 milhões de transações mensais e protege mais de 350 milhões de pessoas.
Para Stranieri, porém, a principal lição desses quase 20 anos permanece a mesma daquela manhã em que acompanhou sua avó ao banco."As pessoas não acordam querendo fazer uma autenticação ou passar por uma biometria. Elas querem acessar sua conta, receber um benefício, contratar um serviço ou cuidar da própria vida. A tecnologia só cumpre seu papel quando deixa de ser um obstáculo e passa a funcionar de forma quase invisível, protegendo as pessoas sem que elas precisem pensar nela", finaliza.

Acne que não vai embora: por que algumas espinhas insistem em voltar?

 

Entender os fatores por trás da acne persistente e evitar erros na rotina de cuidados pode ser o primeiro passo para controlar as lesões e prevenir manchas e cicatrizes

*Lucas Penteado

Uma espinha aparece, melhora e, poucos dias depois, outra surge praticamente no mesmo lugar. Para algumas pessoas, esse ciclo deixa de ser um episódio ocasional e passa a fazer parte da rotina. A chamada acne persistente pode continuar mesmo depois da adolescência e, em determinados casos, permanecer por anos, exigindo uma abordagem que vai além de simplesmente tentar secar cada nova lesão.

Embora seja frequentemente associada à oleosidade da pele, a acne é uma condição multifatorial. Produção excessiva de sebo, obstrução dos poros, inflamação e ação de microrganismos presentes naturalmente na pele estão entre os mecanismos envolvidos. Fatores hormonais também podem ter participação importante em alguns pacientes.

Por isso, quando as espinhas continuam surgindo apesar de uma rotina de skincare aparentemente adequada, o problema pode não estar necessariamente na falta de cuidados, mas na forma como eles estão sendo realizados, ou na necessidade de um tratamento específico para aquele quadro.

1. Entenda que nem toda acne é igual

Cravos, pequenas espinhas inflamadas e lesões profundas e dolorosas podem fazer parte da acne, mas não necessariamente exigem a mesma abordagem.

A intensidade, a localização, a frequência das crises, a presença de cicatrizes e até a idade em que as lesões aparecem ajudam a determinar o tratamento mais adequado. É justamente por isso que reproduzir a rotina de skincare de outra pessoa nem sempre funciona.

Quando as lesões são frequentes, dolorosas, deixam marcas ou não melhoram com os cuidados habituais, a avaliação dermatológica se torna especialmente importante.

2. Cuidado com o excesso de produtos

Na tentativa de eliminar as espinhas rapidamente, é comum adicionar vários produtos à rotina ao mesmo tempo. Ácidos, esfoliantes, sabonetes adstringentes e fórmulas secativas podem parecer uma combinação eficiente, mas exagerar nos ativos pode provocar irritação e comprometer a barreira da pele.

Uma pele irritada não significa necessariamente que o tratamento esteja funcionando. Ardência intensa, descamação excessiva e vermelhidão persistente podem ser sinais de que a rotina precisa ser revista.

Em vez de acumular produtos, uma rotina mais simples e consistente tende a facilitar tanto a adaptação da pele quanto a identificação do que realmente está trazendo resultado.

3. Não abandone a hidratação por causa da oleosidade

Um dos mitos mais comuns envolvendo a acne é acreditar que pele oleosa não precisa de hidratação.

Oleosidade e hidratação, no entanto, são características diferentes. Mesmo uma pele que produz bastante sebo pode apresentar a barreira cutânea sensibilizada, especialmente durante tratamentos que utilizam determinados ativos dermatológicos.

A escolha deve priorizar produtos adequados ao tipo de pele e, quando indicado, fórmulas não comedogênicas. O objetivo não é deixar o rosto completamente seco, mas manter uma rotina equilibrada que ajude no tratamento sem aumentar desnecessariamente a irritação.

4. Resista à vontade de espremer as espinhas

Pode ser difícil ignorar uma espinha inflamada no meio do rosto, principalmente quando ela permanece visível por vários dias. Espremer a lesão, porém, pode aumentar a inflamação e favorecer o aparecimento de manchas e cicatrizes.

Lesões profundas merecem ainda mais atenção. Além de não serem facilmente removidas pela manipulação, podem provocar danos maiores à pele quando pressionadas repetidamente.

Quando a acne deixa marcas com frequência, controlar as novas lesões passa a ser tão importante quanto pensar posteriormente em tratamentos para as cicatrizes.

5. Observe os padrões das crises

Quando a acne insiste em voltar, prestar atenção ao momento em que as crises acontecem pode fornecer informações importantes.

Há pessoas que percebem piora recorrente em determinados períodos do mês, enquanto outras identificam lesões concentradas em regiões específicas ou depois de mudanças na rotina. Cosméticos, produtos capilares, suor, atrito constante e outros fatores também podem interferir em determinados quadros.

Isso não significa que seja necessário encontrar sozinho uma única causa para a acne. Na maioria das vezes, não existe apenas um responsável. Registrar quando as lesões aparecem e como evoluem, entretanto, pode ajudar na avaliação profissional.

6. Dê tempo para o tratamento funcionar

Outro desafio de quem convive com acne persistente é a ansiedade por resultados rápidos. Quando a melhora não aparece em poucos dias, surge a tentação de abandonar um produto e começar outro.

O tratamento da acne, porém, normalmente exige consistência. Dependendo do quadro, dermatologistas podem utilizar diferentes opções terapêuticas, como retinoides tópicos, peróxido de benzoíla, ácido salicílico e ácido azelaico. Em casos específicos, medicamentos orais ou terapias hormonais também podem ser considerados.

A escolha depende da avaliação individual e alguns tratamentos podem provocar um período inicial de adaptação. Por isso, trocar constantemente de produtos ou recorrer à automedicação pode dificultar o acompanhamento da evolução.

*Lucas Penteado é Fundador da Piny, marca brasileira de skincare que combina tecnologia e dermocosméticos para oferecer rotinas de cuidado mais simples, eficientes e direcionadas.

Clínica Vittá promove ação aberta ao público sobre saúde mental no Buriti Shopping durante o Setembro Amarelo

 

Neuropsicóloga Anna Flávia Trindade conversou com frequentadores do shopping sobre emoções, sinais de alerta e a importância da busca por ajuda


A Clínica Vittá realizou, nesta sexta-feira (25), uma ação de conscientização sobre saúde mental aberta ao público, no Terraço do Buriti Shopping, em Goiânia, com a participação da neuropsicóloga Anna Flávia Trindade. A iniciativa integrou as ações do Setembro Amarelo, campanha dedicada à valorização da vida e à promoção do cuidado emocional.


Durante a atividade, Anna Flávia Trindade conversou com frequentadores do shopping sobre a importância de cuidar da saúde mental, reconhecer mudanças emocionais e observar sinais que podem indicar sofrimento psicológico, como ansiedade, angústia e esgotamento.


A especialista destacou a importância da escuta, do diálogo e do acolhimento como caminhos para fortalecer o cuidado emocional e incentivar a busca por ajuda profissional quando necessário.


A programação contou com uma dinâmica de interação com o público, em que os participantes receberam frases relacionadas à saúde mental e foram convidados a compartilhar suas percepções. 


A partir dessas reflexões, Anna Flávia trouxe orientações sobre sentimentos, comportamentos, autoconhecimento e estratégias de cuidado.


Também foram distribuídos materiais informativos e brindes, criando um espaço de conversa e conscientização para as pessoas que circulavam pelo local.


A ação reforça a importância de ampliar o acesso à informação sobre saúde mental e levar o tema para espaços públicos, aproximando a população de orientações que podem contribuir para a prevenção e o cuidado emocional.

Doenças cardiovasculares avançam entre jovens e acendem alerta para prevenção

 

No Dia Mundial do Coração, celebrado em 29 de setembro, cardiologista explica por que idade, boa forma e prática de exercícios não eliminam completamente o risco e aponta sinais que não devem ser ignorados

 

As doenças cardiovasculares, frequentemente associadas ao envelhecimento, também têm atingido adultos jovens. Levantamento baseado em dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) contabilizou 26.845 internações por infarto agudo do miocárdio em brasileiros com menos de 40 anos entre 2020 e 2024. A maior concentração ocorreu na faixa dos 30 aos 39 anos, e o estudo identificou tendência de crescimento das hospitalizações no período. 


No Dia Mundial do Coração, celebrado em 29 de setembro, o cenário chama atenção para fatores de risco que começam a aparecer cada vez mais cedo. Segundo o cardiologista cooperado da Unimed Goiânia, Tarik Arcoverde, hipertensão arterial, alterações do colesterol, obesidade, tabagismo, sedentarismo e alimentação inadequada estão entre os principais problemas observados. O consumo de álcool e outras drogas e o uso de esteroides anabolizantes sem indicação também entram nessa lista.


Mas nem todos os eventos cardiovasculares em pessoas jovens estão relacionados aos fatores de risco tradicionalmente conhecidos. É justamente por isso que casos envolvendo pessoas aparentemente saudáveis e até fisicamente ativas costumam chamar atenção.


“Ser jovem e ter hábitos saudáveis não exclui a possibilidade de um evento cardíaco. Nessa faixa etária, muitas vezes a causa não é a doença das artérias, como ocorre com maior frequência em pessoas mais velhas, mas doenças cardíacas estruturais congênitas ou hereditárias, arritmias primárias e miocardites. Algumas podem permanecer completamente silenciosas até o primeiro evento e, em determinados casos, a própria morte súbita pode ser a primeira manifestação”, explica Arcoverde.


Atividade física exige atenção aos sinais

A prática regular de exercícios permanece como uma das principais aliadas da saúde cardiovascular. Para quem pretende realizar atividades de maior intensidade, no entanto, o médico orienta atenção à condição individual e recomenda avaliação pré-participação esportiva, especialmente para identificar situações que possam representar risco.


A consulta envolve avaliação clínica e, quando necessário, exames complementares definidos pelo profissional. Progressão gradual da intensidade e do volume dos exercícios, escolha de uma atividade compatível com o condicionamento físico e utilização de equipamentos e ambientes adequados também fazem parte dos cuidados.


Alguns sinais durante ou após o exercício merecem atenção. Dor no peito durante o esforço, desmaio, palpitações, falta de ar ou cansaço desproporcional à atividade habitual, tonturas persistentes e queda de rendimento sem explicação não devem ser minimizados.


“Embora eventos cardíacos graves possam acontecer sem aviso prévio, esses sintomas precisam ser valorizados, inclusive entre os mais jovens. Um desmaio durante o exercício, por exemplo, é algo que precisa ser investigado”, reforça o cardiologista.


Histórico familiar também conta

Mesmo entre pessoas com alimentação equilibrada e rotina de exercícios, a história familiar pode revelar riscos que não são modificados pelos hábitos de vida. Morte súbita inexplicada em parente de primeiro grau antes dos 50 anos, infarto precoce, cardiomiopatias e presença de marcapasso ou desfibrilador em familiares jovens estão entre as informações que devem ser relatadas durante uma avaliação médica.


A prevenção, segundo Arcoverde, deve começar ainda na infância e adolescência, com alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso e distância do cigarro, incluindo os dispositivos eletrônicos. Mais do que buscar um exame isolado, porém, ele ressalta a importância da avaliação clínica individualizada.


“Não existe um único exame que vá nos dar todas as respostas. Muitas vezes, uma consulta bem detalhada, associada a um eletrocardiograma e exames laboratoriais, consegue identificar alterações. Em outras situações, exames mais aprofundados podem ser necessários, e essa indicação deve ser feita pelo médico após a avaliação”, explica.


O cardiologista reforça ainda que a mensagem não deve ser de receio em relação à prática esportiva, mas justamente o contrário. “O condicionamento físico e a capacidade aeróbica estão diretamente relacionados à saúde cardiovascular. O exercício é uma ferramenta fundamental de prevenção e não existe idade para começar. O importante é praticá-lo com segurança, respeitando a condição individual e mantendo o acompanhamento de saúde”, conclui.

Camarote Marco Zero inicia pré-venda para o Carnaval 2027

 

Os foliões que desejam viver o Carnaval do Recife com conforto e exclusividade já podem garantir seu ingresso na pré-venda do Camarote Marco Zero, edição 2027, lançada nesta terça-feira (8). Localizado no Palácio do Comércio, no coração do Recife Antigo, o espaço oferece a melhor vista para os shows e as atrações do palco principal.


O prédio histórico, que recentemente passou por uma revitalização da fachada, será novamente cenário de uma das experiências mais exclusivas da folia recifense. Com localização estratégica, o camarote reúne estrutura, serviços e comodidades para quem deseja aproveitar a programação do Marco Zero sem abrir mão do conforto.


Durante a pré-venda, os ingressos estão disponíveis a partir de R$ 490 e incluem open bar premium, atrações internas, a melhor varanda do Carnaval, agora ampliada, segurança privada e acesso exclusivo pela Rua do Bom Jesus.


A expectativa é de que o Camarote Marco Zero esteja entre os espaços mais procurados durante o Carnaval 2027, oferecendo ao público uma experiência diferenciada em um dos principais polos da festa.


Os ingressos da pré-venda do Camarote Marco Zero, edição 2027, estão disponíveis pelo site www.camarotemarcozero.com.br. Mais informações podem ser acompanhadas no Instagram oficial @camarotemarcozero.

Se a tecnologia faz o trabalho repetitivo, o que sobra para as pessoas?

 

Avanço dos agentes digitais muda a divisão de tarefas nas empresas e pode ajudar a reduzir a sobrecarga que afeta a rotina das equipes


A cada dois minutos, um profissional é interrompido no trabalho por uma reunião, um e-mail ou uma mensagem, segundo o Work Trend Index 2025, da Microsoft. Esse excesso de interrupções ajuda a explicar por que a discussão sobre produtividade deixou de girar apenas em torno de fazer mais em menos tempo: com o avanço dos agentes de inteligência artificial, as empresas passam a olhar também para uma questão mais humana, como usar a tecnologia para reduzir a sobrecarga e devolver às equipes tempo para pensar, criar e se relacionar.

É nesse cenário que ganham espaço os chamados funcionários digitais. Em vez de substituir profissionais, esses sistemas assumem parte do trabalho operacional, sobretudo tarefas repetitivas, previsíveis e que consomem horas da jornada, enquanto as pessoas permanecem no centro das decisões, das relações e das atividades que dependem de experiência e julgamento.

A mudança acontece justamente quando o burnout ganha cada vez mais espaço nas discussões corporativas. Para a Organização Mundial da Saúde, a síndrome está ligada ao estresse crônico no ambiente de trabalho que não foi administrado adequadamente, e se manifesta por exaustão, distanciamento em relação ao trabalho e queda na eficácia profissional. A tecnologia, por si só, não resolve esse problema, mas pode ajudar a reduzir uma das principais fontes de desgaste: o volume de tarefas que fragmentam a rotina e deixam pouco espaço para o trabalho de maior valor.

Boa parte da rotina corporativa é feita de pequenas atividades que, isoladamente, parecem simples: atualizar sistemas, organizar informações, classificar solicitações, fazer acompanhamentos, responder demandas recorrentes, preparar relatórios, registrar dados. Sozinhas, elas não impressionam, mas repetidas todos os dias acabam consumindo uma fatia significativa do tempo de trabalho.

É justamente nessa camada que os agentes digitais atuam. A diferença em relação às ferramentas tradicionais de automação está na capacidade de executar uma sequência de ações a partir de regras e objetivos definidos: o sistema identifica uma solicitação, organiza as informações necessárias, realiza uma etapa operacional e encaminha ao profissional apenas o que exige análise ou decisão. Em vez de percorrer sozinho todas as etapas de um processo, o funcionário passa a atuar nos pontos em que sua participação realmente faz diferença.

Para Abraão Osher, CEO da DNAfy, empresa especializada em IA humanizada, essa transformação não deve ser lida como uma corrida para substituir profissionais.

"O objetivo não é colocar uma máquina no lugar de uma pessoa, e sim colocar a tecnologia ao lado dela. Existem tarefas que não precisam da capacidade humana para serem executadas, mas existem decisões, relações e problemas complexos que dependem de pessoas. Quando conseguimos separar essas duas coisas, o profissional deixa de gastar energia com o que é repetitivo e passa a se dedicar ao que realmente exige sua experiência", afirma.

O impacto dessa reorganização aparece justamente nas atividades que não constam da descrição formal do cargo, mas ocupam boa parte do expediente: mensagens, atualizações, cobranças, registros e reuniões que fragmentam a atenção e dificultam a concentração em projetos mais complexos. O problema raramente está em uma tarefa isolada, e sim no acúmulo delas ao longo do dia, algo que o próprio Work Trend Index 2025 confirma ao apontar o crescimento das comunicações fora do horário comercial.

Diante disso, a pergunta relevante deixa de ser "quantas tarefas uma ferramenta consegue executar" e passa a ser "quais delas ainda precisam ser feitas por uma pessoa".

Um vendedor, por exemplo, pode deixar para um agente o acompanhamento de contatos e a atualização de informações, concentrando sua atenção nas conversas que exigem negociação; em uma área administrativa, o sistema pode organizar dados e preparar documentos, liberando o funcionário para analisar os resultados; no atendimento, pode cuidar das demandas mais previsíveis e encaminhar à equipe as situações mais complexas. O ganho, portanto, não está necessariamente em reduzir o número de pessoas, mas em mudar o tipo de trabalho que elas realizam.

A inteligência artificial não substitui o fator humano

A ideia de que agentes digitais podem assumir parte da operação ajuda a separar dois debates que costumam aparecer misturados, automação e substituição de profissionais. São conceitos diferentes: mesmo quando um sistema executa uma tarefa de ponta a ponta, ainda é preciso definir objetivos, estabelecer limites, acompanhar resultados e decidir o que fazer diante de situações fora do padrão. Quanto mais sensível ou complexo o processo, maior tende a ser a importância da supervisão humana.

Relacionamento com clientes, liderança, negociação, criatividade, interpretação de contexto e tomada de decisões estratégicas continuam dependendo de competências que não cabem em uma sequência de comandos.

"Estamos falando de uma mudança na divisão do trabalho, não no fim do trabalho humano. A tecnologia pode executar, mas alguém precisa definir o que deve ser feito, avaliar se aquilo faz sentido e assumir a responsabilidade pelo resultado. O profissional ganha relevância justamente porque passa a dedicar mais tempo às atividades em que sua capacidade de julgamento faz diferença", explica Osher.

Os dados do levantamento reforçam essa transformação: entre os usuários pesquisados pela Microsoft, 66% afirmam que o uso de agentes permite dedicar mais tempo a trabalhos de maior valor. Entre os usuários mais avançados, esse percentual chega a 80%.

Adotar uma nova ferramenta, por si só, não garante uma rotina mais saudável. Se a empresa automatiza uma tarefa mas mantém o mesmo volume de reuniões, cobranças, interrupções e metas, a sobrecarga continua existindo, o que reforça a importância de identificar quais atividades são de fato repetitivas, quais exigem conhecimento humano e em que pontos uma aprovação é indispensável antes de delegar a execução à tecnologia.

"Se usarmos a tecnologia apenas para fazer as pessoas trabalharem mais rápido, estaremos aproveitando uma parte muito pequena do seu potencial. O mais interessante é dar às pessoas mais tempo para pensar, criar, resolver problemas e se relacionar. A tecnologia deve ampliar a capacidade humana, não tornar o profissional dispensável", conclui Osher.

DIU hormonal ganha espaço no tratamento da endometriose

 

Especialista explica que a indicação de uso deve considerar o tipo de endometriose, os sintomas e as características de cada paciente

 

Cerca de uma em cada dez mulheres brasileiras convive com a endometriose, segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE). A doença, caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina, pode provocar dor pélvica, cólicas intensas e desconforto durante as relações sexuais, além de impactar a qualidade de vida.

 

Entre as opções para o controle dos sintomas estão os tratamentos hormonais e, desde 2025, o DIU liberador de levonorgestrel passou a integrar as opções incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com endometriose que apresentam contraindicação ou não adesão aos contraceptivos orais combinados.

 

De acordo com o ginecologista e obstetra da Clínica Ginelife, Dr. Marcos Tcherniakovsky, diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE), os anticoncepcionais hormonais estão entre as alternativas de primeira linha para o tratamento da doença, podendo ser utilizados em diferentes apresentações, como comprimidos, vaginais, injetáveis, implantes e DIUs hormonais. Analgésicos e anti-inflamatórios também podem fazer parte da estratégia para controle da dor. “Não existe uma alternativa única ou a melhor alternativa. A melhor é aquela que se adapta a cada mulher”, explica.

 

Entre os DIUs hormonais que liberam levonorgestrel, há 2 opções com diferentes dosagens. Para pacientes com endometriose, segundo o especialista, o de maior dosagem (52mg) é o mais indicado  por conseguir brecar o ciclo menstrual com maior facilidade e  por ter maior capacidade de reduzir a dor.“Quanto menos a mulher com endometriose menstruar, melhor. Quanto mais menstruar, pior”, afirma.

 

O dispositivo atua principalmente de forma local no útero, promovendo atrofia do endométrio e reduzindo a ação hormonal sobre o tecido endometrial. “O DIU hormonal é uma excelente alternativa para aquela mulher que não quer lembrar todos os dias de tomar a medicação ou que tem dificuldade de adesão. Ele tem uma ação mais local e funciona como método anticoncepcional e hormonal, reduzindo a ação do estrogênio, que está relacionado à progressão da endometriose”, explica Dr. Marcos.

 

Entre os benefícios está a possibilidade de uso prolongado e a redução importante do fluxo menstrual. Segundo o especialista, cerca de 65% das mulheres que utilizam o DIU hormonal deixam de menstruar, o que pode ser positivo no controle da endometriose.

 

A literatura científica também aponta benefícios do DIU de levonorgestrel no controle da dor pélvica e da dor durante a atividade sexual, além de sua utilização na prevenção da recorrência da doença após cirurgia.

 

Apesar dos benefícios, o método não deve ser indicado para todos os quadros. “Para pacientes com endometrioma, que é a endometriose localizada no ovário, não preconizamos o uso dessa medicação como tratamento da lesão, pois em alguns casos a mulher pode ter estimulo no ovario e ovular. A indicação precisa considerar o tipo de endometriose, os sintomas e as características de cada paciente”, esclarece.

 

A adaptação ao dispositivo também deve ser acompanhada com orientação médica. Nos primeiros meses, a mulher pode continuar menstruando ou apresentar alterações no padrão de sangramento, o que não significa necessariamente que o método não esteja funcionando. “É preciso ter tranquilidade para aguardar a adaptação. Uma mulher que coloca o Mirena pode ainda menstruar durante alguns meses. O médico precisa explicar como funciona o mecanismo de ação para que ela entenda o que está acontecendo com o próprio corpo”, orienta.

 

O acompanhamento também é importante para verificar o posicionamento do dispositivo e avaliar a resposta ao tratamento. Segundo o especialista, alterações na anatomia uterina, como alguns miomas, pólipos ou malformações, podem contraindicar o uso e devem ser avaliadas individualmente.

 

A incorporação do DIU de levonorgestrel ao SUS representa mais uma alternativa para mulheres que precisam controlar os sintomas da endometriose. O Ministério da Saúde mantém protocolo específico para diagnóstico, tratamento e acompanhamento da doença, que pode envolver estratégias medicamentosas e, em casos selecionados, cirurgia.

 

“É um método que pode trazer muita tranquilidade para a paciente, principalmente para quem busca uma opção de longa duração e não quer depender da tomada diária de um medicamento. Mas a escolha deve sempre ser individualizada e feita em conjunto com o médico”, conclui Dr. Marcos.


quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Quando a aposta entra no orçamento, a perda vai além do dinheiro jogado

Estudo do Sicredi encontra inadimplência 40% maior entre apostadores, enquanto 82% das famílias brasileiras possuem dívidas

 

A aposta começa com um valor pequeno. Dez reais em uma partida, mais vinte em um jogo online e outra tentativa para recuperar o que foi perdido. O problema surge quando esses gastos passam a disputar recursos com alimentação, aluguel e contas básicas.

 

Um levantamento do Sicredi com 1,3 milhão de associados identificou inadimplência 40% maior entre as pessoas que apostaram online em 2025. O risco aumentava conforme cresciam a frequência e os valores apostados. O dado surge em um momento de forte pressão financeira. Em agosto de 2026, 82% das famílias brasileiras tinham dívidas a vencer, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Entre aquelas com renda de até três salários mínimos, 85,1% estavam endividadas e 38,8% tinham contas atrasadas.

 

Dados do Ministério da Fazenda obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação mostram que 43,8 milhões de brasileiros já haviam apostado em plataformas autorizadas até agosto de 2026, o equivalente a 27% da população adulta. No primeiro semestre, os depósitos somaram R$ 88,5 bilhões, enquanto R$ 68,3 bilhões retornaram aos apostadores em prêmios. As informações não incluem plataformas ilegais.

 

Para Rodrigo Mandaliti, presidente do Instituto de Gestão de Excelência Operacional em Cobrança (IGEOC), o impacto nem sempre aparece como uma dívida diretamente ligada ao jogo. “O prejuízo pode surgir na fatura do cartão, no uso do limite da conta, no atraso de uma prestação ou na contratação de um empréstimo para cobrir despesas básicas. Isso torna o problema menos visível, mas não menos grave”, afirma.

 

A tentativa de recuperar perdas pode aprofundar o comprometimento financeiro. Enquanto o consumidor faz uma nova aposta para reaver o dinheiro anterior, as despesas continuam vencendo. “O risco não está somente no valor perdido, mas na origem do dinheiro. Quando a aposta compromete recursos destinados a contas ou à reserva de emergência, pode gerar atraso, juros e necessidade de crédito”, explica o corretor de seguros especialista em planejamento financeiro João Vitor Mazzarino Pontes.

 

O tema também chegou ao governo federal. Em discurso na Assembleia Geral da ONU, em 22 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu medidas mais rigorosas. As discussões incluem restrições à publicidade e aos jogos de cassino online, além do reforço de mecanismos de proteção aos apostadores.

 

Representantes das empresas autorizadas argumentam que restrições excessivas podem favorecer plataformas ilegais. Desde janeiro de 2025, os operadores autorizados precisam cumprir exigências relacionadas à identificação dos apostadores, publicidade, prevenção à lavagem de dinheiro e jogo responsável.

 

Para quem já comprometeu o orçamento, Pontes orienta interromper as apostas e dimensionar as perdas. “A reorganização começa pelo levantamento do prejuízo, sem contar com uma possível vitória futura. O passo seguinte é priorizar as despesas essenciais e as dívidas com juros mais altos”, afirma.

 

Mandaliti chama a atenção para a rapidez com que a situação pode se agravar. “Para famílias com a renda comprometida, a distância entre uma aposta aparentemente pequena e uma dívida difícil de pagar pode ser de apenas alguns cliques”, conclui.

 

Ação Friends & Family oferece 20% de desconto em toda a boutique e spa da Caudalie

A Friends & Family, campanha especial promovida pela Caudalie, acontece entre os dias 23 e 28 de setembro, com 20% de desconto em toda a boutique, incluindo produtos e tratamentos de spa. Realizada apenas duas vezes ao ano, a ação reforça a proposta da marca de estreitar o relacionamento com seus clientes, celebrando quem faz parte da comunidade Caudalie como amigos e família.

Durante o período da campanha, os clientes poderão aproveitar a condição especial em toda a linha de produtos da marca francesa, além dos protocolos oferecidos no spa. A ação é válida por tempo limitado e está sujeita à disponibilidade de estoque e agenda de atendimentos.

Serviço
Friends & Family Caudalie
Data: 23 a 28 de setembro
Benefício: 20% de desconto em toda a boutique e nos tratamentos de spa
Local: Caudalie SPA Boutique – Piso 3 do Flamboyant Shopping Center, Goiânia

Eixo Centro-Universitário de Goiânia tem programação cultural e esportiva todos os dias da semana

  Rua do Lazer, Praça Universitária, Centro Cultural UFG, Teatro Basileu França e Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga formam um roteiro de c...