terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Academias viram novo território de expansão para conveniência autônoma

 

Com crescimento acelerado e foco em praticidade, Honest Market BR adapta mix de produtos ao mercado fitness e projeta dobrar o número de unidades em 2026

 

A conveniência se consolida como uma das principais tendências de consumo para os próximos anos. No Brasil, o mercado de lojas de conveniência movimentou cerca de US$ 35,4 bilhões em 2025 e mantém trajetória de crescimento, com projeção de atingir US$ 46,3 bilhões até 2034. A expansão é impulsionada, sobretudo, pelo avanço da tecnologia e pela ampliação dos formatos de varejo de proximidade. Os dados são do relatório Brazil Convenience Stores Market, da IMARC Group, consultoria global especializada em estudos setoriais e análise de mercado.

É nesse cenário promissor que a Honest Market BR, rede brasileira de minimercados autônomos, vem ampliando sua atuação em academias, uma vertical que ganha cada vez mais relevância dentro da estratégia de expansão da empresa. O modelo atende a um público que valoriza praticidade, alimentação funcional e consumo imediato, com um mix de produtos adaptado ao ambiente fitness, incluindo snacks proteicos, bebidas funcionais, refeições rápidas, itens saudáveis e opções para o pré e pós-treino.

Em 2025, a Honest inaugurou 17 unidades dentro de academias, e a projeção para 2026 é dobrar esse número, acompanhando o crescimento do setor e a demanda por soluções de conveniência integradas à rotina de bem-estar. O desempenho da vertical também se reflete nos resultados financeiros, e no segundo semestre de 2025, a rede registrou crescimento de 64,5% no faturamento em comparação com o primeiro semestre do mesmo ano. No mesmo período, o número de lojas aumentou 71%, o que mostra o ritmo acelerado de expansão e a consolidação do modelo em diferentes frentes.

Segundo Murilo Specchio, CEO da Honest Market BR, a adaptação do portfólio ao perfil do consumidor é um dos principais diferenciais do modelo. “O ambiente da academia pede um consumo rápido, funcional e alinhado ao estilo de vida de quem está ali. Por isso, trabalhamos com um mix pensado especificamente para esse público, que busca praticidade sem deixar de lado escolhas mais saudáveis”, afirma.

Ainda de acordo com Murilo, a expansão da vertical fitness está diretamente conectada às mudanças no comportamento do consumidor. “A conveniência deixou de ser apenas proximidade geográfica e passou a ser sobre estar presente nos momentos certos do dia a dia. As academias são espaços estratégicos, com fluxo recorrente e consumidores altamente engajados, o que torna esse modelo ainda mais relevante, consolidando o consumo fitness como parte da rotina”, finaliza.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

A reconfiguração das vendas na nova economia de dados

 


NRF, novos protocolos do Google e a virada global que está redefinindo como empresas conquistam clientes

 

Mesmo em um mercado ainda pressionado por juros e crescimento contido do Produto Interno Bruto, o Brasil atravessa uma transformação estrutural na forma de vender produtos e serviços. O que mudou não foi apenas o canal, mas a lógica. Estratégias que durante anos sustentaram crescimento passaram a perder eficiência, enquanto dados, tecnologia e disciplina de execução assumiram papel central nas decisões comerciais. Ampliar alcance nunca foi tão viável. Transformar esse alcance em resultado financeiro, no entanto, tornou-se mais complexo.

 

Projeções do Instituto Brasileiro de Estudos de Varejo (IBEVAR) e da FIA Business School, baseadas em dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE, indicam crescimento do comércio varejista no início de janeiro de 2026. As expectativas apontam para um aumento de 0,06% no varejo restrito e de 0,77% no varejo ampliado em comparação ao mês anterior. A Confederação Nacional da Indústria projeta crescimento próximo de 1,8% para o PIB brasileiro em 2026, com indústria e serviços concentrando a maior parte da tração, o que ajuda a explicar por que eficiência passou a importar mais do que expansão pura de volume.

 

No ambiente online, a mudança de patamar é ainda mais clara. A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico projeta que o e-commerce brasileiro tenha superado a marca de R$ 220 bilhões em 2025, mantendo ritmo de crescimento de dois dígitos pelo terceiro ano consecutivo. O avanço é sustentado pela digitalização acelerada do consumo, pela sofisticação no uso de dados e pela consolidação do Pix como meio de pagamento dominante nas transações online, segundo dados do Banco Central.

 

Entre micro e pequenas empresas, a transformação deixou de ser silenciosa. Informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços mostram que o volume transacionado digitalmente por esse grupo multiplicou-se nos últimos cinco anos, refletindo a incorporação definitiva do comércio eletrônico como parte da estratégia operacional. O digital deixou de ser diferencial e passou a ser condição básica de permanência no mercado.

 

A virada vai além da digitalização. Muitas empresas ampliaram canais, investiram em tecnologia e ganharam escala, mas passaram a conviver com margens menores e decisões menos claras. Crescer deixou de ser sinônimo de operar melhor. Na nova economia, o que faz diferença é a capacidade de transformar dados em escolhas práticas no dia a dia do negócio. Na prática, organizações acumulam relatórios, dashboards e indicadores, mas seguem tomando decisões por hábito ou intuição, o que gera custo, ruído interno e pouca vantagem competitiva real.

 

Essa mudança ficou evidente nos debates da NRF 2025, maior evento global de varejo. O foco deixou de ser persuasão em escala. A discussão passou a girar em torno de engenharia de vendas, com menos improviso e mais previsibilidade. Inteligência artificial aplicada à jornada de compra, unificação de dados e abandono das métricas de vaidade dominaram as conversas. Ao mesmo tempo, as atualizações recentes do protocolo mundial do Google alteraram critérios de relevância, distribuição de conteúdo, desempenho de mídia e custo de aquisição. Estratégias que funcionavam até pouco tempo atrás passaram a perder eficiência.

 

Para aprofundar nessas mudanças o Mercado & Opinião promove, no dia 24 de fevereiro, um jantar em São Paulo. O encontro reúne empresários, investidores e executivos para discutir não apenas como vender mais, mas como vender melhor diante das novas regras do jogo. A proposta é partir dos principais insights globais apresentados na NRF e traduzi-los para a realidade da operação brasileira, analisando impactos concretos na rotina comercial, nos custos de aquisição e na relação com o cliente.

 

“O erro mais comum hoje é tentar resolver um problema estrutural com ajustes pontuais. A nova economia exige método, leitura estratégica e disciplina de execução”, pontua Marcos Koenigkan, fundador do Mercado & Opinião, Já para Paulo Motta, empresário e investidor, dados não substituem decisão, mas expõem com clareza onde a empresa perde eficiência e onde ainda existe espaço real de crescimento. “O mercado deixou de penalizar quem reduz volume e passou a fazê-lo com quem opera sem compreender seus próprios números”, declara.

 




Para empresas mais tradicionais, o desafio envolve redesenhar canais de relacionamento e modelos de gestão em um ambiente no qual o digital impõe novos padrões de custo de aquisição, retenção e previsibilidade de receita. Para lideranças e equipes comerciais, cresce a necessidade de domínio de métricas como taxa de conversão, cancelamentos, ticket médio digital e retorno sobre investimento. Indicadores baseados apenas em esforço cedem espaço a parâmetros efetivos de resultado. Vendas deixaram de ser um ato isolado e passaram a operar como um sistema integrado.

 

No Brasil, essa reorganização não é passageira. Trata-se de uma mudança profunda na dinâmica de consumo e competição. A pergunta já não é se as empresas coletam informações, mas se esses dados estão ajudando a tomar decisões melhores ou apenas confirmando escolhas antigas. O mercado já deixou claro quem conseguiu se adaptar e quem ficou esperando que vender continuasse funcionando como antes.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Nascido em família de caminhoneiros, ele fundou a primeira franquia de importação do mercado e hoje fatura mais de R$36 milhões por ano


 


Criada por Luis Muller, a Asia Source ingressou no franchising semanas antes do lockdown e pretende movimentar mais de R$2,2 bilhões em negociações até 2033

 

Durante muito tempo, o comércio exterior no Brasil pareceu um território burocrático e restrito a grandes empresas. Pequenos e médios empresários, mesmo dependentes de insumos importados, enfrentavam falta de informação, insegurança operacional e ausência de previsibilidade tributária. Foi nesse cenário que surgiu a Asia Source, fundada em janeiro de 2019, com a proposta de estruturar a importação como um projeto técnico e acessível. Parte do Grupo 300 Franchising, maior ecossistema de franquias da América Latina, o empreendimento atua conectando empresas brasileiras a fornecedores globais por meio de análise e gestão especializada.

Criada por Luis Muller, a empresa se consolidou como a primeira franquia de importação do mercado brasileiro e alcançou, em 2025, um faturamento de R$ 36 milhões, com projeção de R$ 52 milhões para 2026. O modelo de negócio, hoje replicado em mais de 150 unidades, nasce diretamente da vivência prática do fundador com logística, transporte e comércio internacional.

Luis nasceu em uma família formada por caminhoneiros, na cidade de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, considerada a maior fronteira rodoviária de movimentação de caminhões do Brasil. Pai, avô e tio atuaram nas estradas, inserindo desde cedo no cotidiano familiar temas como prazos, compromissos e negociação. Essa origem influenciou sua forma de enxergar negócios e relações comerciais, mesmo sem seguir a mesma profissão.

O contato com o comércio exterior ocorreu de maneira progressiva. Atuando em uma região estratégica para o fluxo de cargas, Luis passou a compreender a dinâmica das importações ainda jovem. A mudança para Santa Catarina, em 2009, ampliou esse repertório ao aproximá-lo do ambiente portuário, dos navios e dos contêineres, aprofundando sua leitura sobre cadeias globais de suprimentos. Esse conhecimento ganhou perspectiva estratégica em 2016, durante uma viagem à China, quando teve contato direto com a economia local e com a cultura empresarial do país.

Durante esse período, a mentalidade fortemente orientada para vendas, a versatilidade nas negociações e a disposição constante para inovar e adaptar produtos às necessidades do cliente chamou a atenção do executivo. A busca por soluções práticas, desde tecnologias simples até processos mais complexos, revelou um mercado dinâmico e altamente orientado à execução. “O chinês é extremamente empreendedor, nunca perde negócio e sempre encontra uma forma de se adaptar ao cliente”, afirma Luis.

A experiência evidenciou uma lacuna no mercado brasileiro: a ausência de um modelo estruturado que traduzisse a complexidade do comércio exterior em processos seguros e financeiramente previsíveis. A Asia Source nasceu para ocupar esse espaço, estruturada como uma gestora de projetos de importação e exportação que atua como um ecossistema completo, conectando empresários brasileiros a fornecedores globais, especialmente na Ásia, com foco em redução de custos, segurança operacional e previsibilidade.

O modelo operacional foi organizado em duas etapas complementares. A primeira é a consultoria de importação, voltada à tomada de decisão, que inclui diagnóstico do produto, pesquisa e homologação de fornecedores, análise tributária e um estudo de viabilidade detalhado, capaz de apresentar o custo real do produto nacionalizado. A segunda é a gestão de importação, responsável por toda a execução da operação, desde a habilitação do radar, contratação de fornecedores e fretes até o desembaraço aduaneiro e a entrega da mercadoria ao cliente.

Em março de 2020, poucas semanas antes do início do lockdown, a empresa ingressou no franchising adotando um modelo de microfranquias, estruturado para operar sem ponto físico e sem carga relevante de custos fixos. O formato favoreceu uma expansão acelerada e ofereceu ao franqueado um negócio de rápida maturação financeira, com payback curto e maior previsibilidade de retorno. O contexto da pandemia escancarou a dependência do mercado brasileiro de produtos chineses e impulsionou a busca pela importação direta. “Quem comprava de importadores passou a buscar a importação direta, e nós estávamos preparados para atender essa demanda”, acrescenta o fundador.

Com metas de longo prazo bem definidas, a Asia Source projeta movimentar mais de R$ 2,2 bilhões em negociações até 2033, apoiada em um modelo de microfranquias que elimina estruturas físicas, reduz custos fixos e sustenta um payback acelerado. A atuação se concentra em segmentos com alta recorrência e demanda estrutural, como autopeças, pneus, maquinário industrial, equipamentos para academias, agronegócio e construção civil, além de projetos específicos como a importação de veículos de luxo e a realização de missões empresariais internacionais.

 

Sobre a Asia Source:

 

A Asia Source é o maior ecossistema de comércio exterior do Brasil. Fundada em 2019, a franquia atua com o objetivo de ser um ponto de convergência entre empresas nacionais e o comércio internacional, oferecendo consultoria e gestão de importação. Com sede na China, a rede já conta com 152 unidades, e atua com segmentos variados, que vão de autopeças a itens para indústrias diversas.

 

Investimento inicial: a partir de R$49 mil

Faturamento médio mensal: R$30 mil

Prazo de retorno: 3 a 12 meses

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Camarote Marco Zero entra nos preparativos para o Carnaval do Recife

 


O camarote conta com open bar premium, atrações musicais internas, lounges confortáveis, segurança privada e acesso exclusivo pela Rua do Bom Jesus


Quem circula pelo Marco Zero, principal palco do Carnaval do Recife, já começa a perceber a dimensão da festa que se aproxima. Além da montagem do palco que receberá os maiores shows da folia, outra estrutura chama a atenção de quem passa pelo Recife Antigo: a do Camarote Marco Zero. Em ritmo acelerado, o espaço ganha forma no Palácio do Comércio e antecipa a grandiosidade de uma das experiências mais disputadas do carnaval recifense.

Confirmado para acontecer entre os dias 12 e 17 de fevereiro de 2026, o camarote recebe o público com a proposta de oferecer conforto, exclusividade e uma vista privilegiada para os shows que movimentam o Marco Zero durante o Carnaval. A experiência se firma como uma opção para quem deseja vivenciar a festa com mais comodidade, sem perder a conexão com a folia de rua.

A edição 2026 apresenta uma estrutura pensada para garantir uma experiência completa ao público, reunindo serviços e áreas de convivência distribuídas ao longo do prédio. O camarote conta com open bar premium, atrações musicais internas, lounges confortáveis, segurança privada e acesso exclusivo pela Rua do Bom Jesus. A estrutura inclui ainda bares em todos os andares, apresentações de três bandas por dia no térreo, telão interno com transmissão dos shows do palco principal, rooftop com terraço exclusivo e uma ampla varanda que contorna todo o prédio, oferecendo vista panorâmica da festa.

Além da experiência oferecida ao público, o Camarote Marco Zero também gera impacto direto na economia durante o período carnavalesco. Ao longo dos seis dias de evento, mais de 100 profissionais atuam diretamente nas operações das empresas envolvidas na realização do camarote. Já os empregos indiretos ultrapassam 500 postos de trabalho, envolvendo fornecedores de produção, logística, alimentação, confecção de abadás, equipes de segurança e bandas que se apresentam internamente.

O compromisso social e ambiental integra o projeto. Em parceria com a Prefeitura do Recife, por meio da Emlurb, o Camarote Marco Zero participa de um serviço estruturado de coleta seletiva, acompanhado pelo órgão municipal, que beneficia milhares de catadores cadastrados. A ação contempla dezenas de trabalhadores da Comunidade do Pilar, localizada no entorno do Recife Antigo, fortalecendo a inclusão social e a economia circular.

A experiência gastronômica do Camarote Marco Zero 2026 fica sob a responsabilidade do Moendo na Laje. Comandado pelo chef Rapha Vasconcellos, o espaço leva ao público um cardápio autoral durante todos os dias de festa, reunindo criatividade e identidade à proposta do camarote.

O Camarote Marco Zero 2026 conta com patrocínio master da Esporte da Sorte, que chega este ano com ativações especiais e experiências exclusivas, desenvolvidas em conjunto com a gestão do camarote para receber convidados e clientes de forma sofisticada. A edição também tem patrocínio de marcas como Amstel, Ballantine’s Sunshine, Eco Postos e Seja Beauty Beauty & Hair, além do apoio logístico da Pedragon Chevrolet. 

Os ingressos estão disponíveis no site oficial: www.camarotemarcozero.com.br.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Mais vendas, menos lucro: o custo da desorganização empresarial

 


Sem rotinas claras de gestão, empreendedores trabalham mais, decidem pior e aumentam o risco de fechar antes dos cinco anos

Empresas raramente quebram por falta de trabalho. O que compromete a sustentabilidade dos negócios, especialmente no Brasil, é crescer sem método. À medida que a empresa avança, decisões antes resolvidas na intuição passam a exigir processos, previsibilidade e disciplina. Quando essa transição não acontece, o improviso deixa de ser exceção e vira rotina. E o impacto aparece primeiro, no caixa.

Mesmo em um cenário de forte empreendedorismo, como no Brasil, os desafios de gestão seguem elevados. Dados divulgados em 2025, com base nas análises mais recentes do IBGE e do Sebrae, indicam que cerca de 60% das empresas brasileiras encerram as atividades antes de completar cinco anos. Esse número segue sendo citado em estudos atuais por refletir um padrão estrutural do ambiente de negócios no país, apesar do aumento expressivo na abertura de empresas.

Somente em 2025, o Brasil registrou milhões de novos pequenos negócios formalizados, com destaque para microempresas e MEIs, que representam a ampla maioria das aberturas. O dado reforça um paradoxo recorrente: empreender nunca foi tão acessível, mas sustentar o crescimento segue sendo o principal desafio. O problema, na maioria dos casos, não está na falta de mercado ou de demanda, mas na ausência de método para organizar a operação à medida que o negócio cresce.

Para Paulo Motta, empresário à frente de estruturas de crescimento acelerado como IMVester e The Networkers, rotina não tem relação com rigidez ou controle excessivo. “Rotina é clareza. Quando a empresa depende do improviso, tudo fica mais caro: Decidir demora, conflitos aumentam e o líder passa o dia apagando incêndios. Uma rotina bem desenhada permite escalar sem perder o comando”, afirma.

Na prática, a ausência de rotinas claras costuma se revelar de forma silenciosa. Herculano Souza da Cruz, consultor de negócios e especialista em finanças e operações, acompanha esse padrão em pequenas e médias empresas de diferentes setores. “A desorganização empresarial não resulta em falência imediata; ao contrário, manifesta-se progressivamente por meio da erosão das margens de lucro”, explica.

Práticas como a fusão de finanças pessoais com as corporativas, ausência de definição de pró-labore, aquisição de estoques sem critérios de rotatividade e decisões financeiras reativas são indicativas da carência de processos financeiros estruturados.

Este fenômeno é frequentemente observado: o aumento do faturamento e da carga de trabalho não se traduz em maior rentabilidade. “Sem uma rotina financeira estabelecida, o empreendedor celebra o crescimento das vendas enquanto o lucro diminui. O fluxo de caixa, nesse contexto, revela a realidade financeira da organização”, pontua Herculano.

Para mitigar esses desafios, é importante implementar processos financeiros sistematizados, manter a segregação entre as finanças pessoais e empresariais, estabelecer um pró-labore adequado e adotar decisões fundamentadas em análises financeiras e planejamento estratégico. Essas medidas são essenciais para assegurar a saúde financeira e o crescimento sustentável da empresa.

Para Paulo, o problema começa no topo. Líderes que não organizam a própria agenda e os próprios rituais de decisão acabam transmitindo caos para toda a estrutura. “Agenda caótica gera empresa caótica. A forma como o líder organiza o tempo define prioridades, ritmo e cultura. Isso se espalha rápido”, observa.

Rotina não engessa, ela libera. Libera tempo, energia e capacidade de decisão. Rotinas simples como fechamento financeiro periódico, leitura de indicadores, definição clara de papéis e revisão de processos reduzem retrabalho, evitam riscos e protegem o resultado.

À medida que a empresa cresce, essas rotinas também precisam evoluir. O que funciona em uma estrutura pequena pode virar gargalo em operações maiores. Revisar rituais de decisão, reuniões, fluxos financeiros e responsabilidades deixa de ser ajuste pontual e passa a integrar a estratégia.

Rotina organizacional não é hábito pessoal e sim método de gestão. Um instrumento pouco glamouroso, mas decisivo para sustentar crescimento, proteger o lucro e evitar que empresas fortes em faturamento se tornem frágeis no resultado.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Himaba celebra alta de bebê após cinco meses de internação


Cento e sessenta e um dias. Mais de cinco meses e toda a vida da pequena Jade Moura do Carmo da Silva até a alta hospitalar, no dia 16 de janeiro. A bebê, filha de Jenifer de Moura Santos Silva e Fernando Victor do Carmo da Silva, nasceu no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba) e foi acompanhada de perto pela equipe da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Diagnosticada como prematura extrema, com restrição de crescimento intrauterino, Jade apresentou complicações associadas à prematuridade, como dificuldades respiratórias, infecções, anemia e alterações cardíacas, pulmonares, oftalmológicas e endocrinológicas.

“Ela é nosso pequeno milagre. Tive complicações na gestação das gêmeas e identificaram a necessidade da cesárea para não perdermos as duas crianças e conseguir salvar a vida de, pelo menos, uma delas. A Jade era o bebê menor e achávamos que a perderíamos. Tivemos medo de ela não resistir também, porque passou por diversos procedimentos, cirurgia no coração e tratamos os olhinhos. Sair de alta é uma emoção sem fim”, relata a mãe.

O médico neonatologista e coordenador médico da UTIN do Himaba, Lincoln Bertholi Rohr, celebra a alta da criança e aponta que, durante a internação, a pequena teve necessidade de ventilação mecânica. Dentre os procedimentos de alta complexidade, Jade passou por uma cirurgia cardíaca para correção de canal arterial patente e por tratamento a laser para retinopatia da prematuridade.

"Bebês prematuros são sempre um grande desafio, em razão da condição clínica e das complicações decorrentes da prematuridade. Conseguimos vencer todas as etapas do tratamento, e é uma alegria para toda a equipe realizar essa alta. A Jade deixa o hospital em condições muito boas, respirando em ar ambiente, se alimentando pela via oral, ganhando peso e preparada para ter uma vida saudável”, celebra o médico.

O Himaba é atualmente o único hospital capixaba reconhecido com o selo nacional Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), sendo referência em prematuridade e no cuidado neonatal humanizado. Claudio Amorim, diretor-geral da unidade, destaca que “histórias como a da Jade nos lembram que o hospital não é apenas um lugar de tratamento, mas também de vínculos, humanidade e recomeços”. 


Confiança no processo

Para a mãe da Jade, o período de internação foi marcado por desafios, mas também por amadurecimento e fortalecimento da fé, já que ninguém espera vivenciar uma internação em UTIN. “Acreditei no processo, confiei em Deus e compreendi que nem tudo acontece do nosso jeito. Durante a internação da Jade, aprendi a viver um dia de cada vez. Às mães que estão passando por essa batalha com seus filhos, deixo a mensagem para não desistirem e acreditarem no processo. É preciso confiar, esperar e seguir vivendo um dia de cada vez”.

Eixo Centro-Universitário de Goiânia tem programação cultural e esportiva todos os dias da semana

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