quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Natação inclusiva ensina crianças autistas a lidar com a água e reforça prevenção contra afogamentos

 

Projeto da ACESA Capuava, em Valinhos, atende gratuitamente crianças, jovens e adultos com deficiência e aposta em autonomia, segurança e adaptação às necessidades de cada participante


Aprender a nadar pode significar muito mais do que praticar um esporte. Para pessoas com deficiência, especialmente crianças e adolescentes autistas, o contato orientado e seguro com a água também pode representar uma importante ferramenta de autonomia, desenvolvimento e prevenção.


É com esse propósito que a ACESA Capuava, de Valinhos, colocou em prática mais uma edição do projeto Natação Inclusiva, que já está com as aulas em andamento. O programa oferece gratuitamente atividades para crianças, adolescentes e adultos com deficiência, respeitando as características, necessidades e o ritmo de cada participante.


O projeto prevê atendimento de 60 pessoas ao longo de 12 meses e utiliza a prática esportiva como instrumento de habilitação e reabilitação, contribuindo para a qualidade de vida, a autonomia, o desenvolvimento motor, a socialização e a participação dos atendidos.


Mas existe uma preocupação que vai além dos benefícios físicos e terapêuticos: a segurança dentro e fora da piscina.


Afogamentos reforçam alerta para famílias de pessoas autistas

Casos recentes mostram que o risco de afogamento envolvendo crianças autistas não está restrito a praias ou grandes áreas de lazer. Piscinas, lagos e represas também podem representar perigo, principalmente quando uma criança se afasta dos adultos sem que seja percebida.


Em 29 de agosto de 2026, um menino de três anos, diagnosticado com TEA, morreu afogado em uma represa de uma fazenda em Mineiros (GO). Ele brincava no quintal enquanto a mãe preparava um lanche e desapareceu. O pai encontrou a criança submersa durante as buscas.


Em 26 de julho de 2026, uma criança de cinco anos morreu afogada em um lago utilizado para criação de peixes, nos fundos de uma residência em Santana do Riacho (MG). As circunstâncias do caso foram encaminhadas para investigação.


Em dezembro de 2025, outros dois casos chamaram a atenção. Em Eunápolis (BA), um menino de 11 anos, com TEA nível 3 de suporte e não verbal, morreu afogado em um lago do Parque Gravatá depois de sair de casa sem que os familiares percebessem. Em Unaí (MG), uma criança, de quatro anos, morreu após se afogar na piscina de uma chácara da família durante o Natal.


São histórias diferentes, mas que deixam um alerta comum: quando uma criança autista desaparece, poucos minutos podem fazer toda a diferença, e a água precisa estar entre os primeiros lugares a serem procurados.


Para Michel Felipe Policarpo do Nascimento, coordenador do projeto Natação Inclusiva da ACESA Capuava, ensinar a criança a se relacionar com a água de maneira segura é uma camada importante de proteção, embora nunca substitua a supervisão dos adultos. “A natação não elimina o risco de afogamento e não substitui a supervisão. Mas quanto mais a pessoa conhece a água, entende seus limites e desenvolve autonomia para se movimentar nela, maior é a possibilidade de reagir diante de uma situação de risco. É uma habilidade que pode fazer diferença.”


A Natação Inclusiva integra as ações da ACESA Capuava voltadas à promoção da qualidade de vida e à inclusão de pessoas com deficiência. A instituição atua há mais de duas décadas em Valinhos e região, com atendimento multidisciplinar nas áreas de saúde, educação, assistência social, cultura e esporte. O projeto Natação Inclusiva III - 71000.072366/2024-12 - só foi possível realizar pois temos recurso da Lei Federal de Incentivo ao Esporte e patrocínios das empresas como KEMIN, Sicoob, EATON, Surtec, Chem Trend, Myrallis, que nos proporcionaram a realização.


Atividades adaptadas para cada participante

As aulas são organizadas em grupos dos atendidos pela entidade, considerando principalmente a idade, as características e a disponibilidade dos participantes. Crianças a partir dos sete anos, jovens e adultos são distribuídos de acordo com as possibilidades do projeto e também com a rotina das famílias.


A estrutura foi pensada para oferecer segurança e acompanhamento próximo. Cada turma conta com dois profissionais de Educação Física, um fisioterapeuta e dois monitores de apoio.


A proposta não é exigir que todos façam os mesmos movimentos ou alcancem os mesmos resultados. As atividades são desenvolvidas de forma lúdica, simples e adaptada, permitindo que cada participante evolua dentro de suas possibilidades.


“Temos pessoas com diferentes níveis de autonomia, diferentes formas de comunicação e diferentes respostas aos estímulos. Por isso, a atividade precisa ser acessível, segura e, principalmente, prazerosa. Queremos que cada participante se sinta protegido para experimentar e aprender”, explica Michel Nascimento.


Os materiais utilizados também seguem essa lógica. São equipamentos seguros, de fácil manuseio e, sempre que possível, familiares aos participantes, como pranchinhas e flutuadores tipo espaguete. O objetivo é tornar a experiência mais confortável e facilitar a adaptação ao ambiente aquático.


Mais autonomia para quem pratica, mais tranquilidade para quem cuida

Para as famílias, os resultados não ficam restritos ao momento da aula. A evolução de habilidades motoras, a maior familiaridade com a água e o desenvolvimento da autonomia podem representar também mais segurança e tranquilidade para pais e responsáveis. “Para uma família que convive diariamente com os cuidados de uma pessoa com deficiência, saber que ela está desenvolvendo habilidades na água traz uma sensação diferente. Não significa deixar de acompanhar ou supervisionar, mas saber que ela está mais preparada, mais confiante e conhecendo melhor os próprios limites”, afirma o coordenador.


Além do aspecto relacionado à segurança, a atividade aquática pode contribuir para força, resistência, equilíbrio, coordenação motora, consciência corporal, mobilidade e relaxamento muscular. Também pode favorecer a socialização, a autoestima, a concentração e a participação em atividades de lazer.


Para a ACESA Capuava, a proposta da Natação Inclusiva é justamente unir esses diferentes benefícios: oferecer esporte, estimular autonomia, contribuir para o desenvolvimento e, ao mesmo tempo, preparar a pessoa para uma relação mais segura com a água. “Quando falamos em inclusão, não podemos pensar apenas em colocar a pessoa dentro da piscina. Precisamos pensar no que ela pode conquistar a partir dessa experiência. Pode ser um movimento, uma interação, uma nova habilidade ou simplesmente perder o medo da água. Cada conquista tem valor”, conta Fernanda Teixeira, presidente da entidade.

Terça de Graça 15 Anos: a magia como ferramenta de inclusão e cidadania

 

Programação leva oficinas gratuitas de ilusionismo para crianças do IDESC/ABBEM, aproximando os pequenos dos caminhos da criação e do encantamento artístico


Tem sonho que ganha forma através do encanto e da ilusão. É para ajudar a despertar essa imaginação que o projeto Terça de Graça 15 Anos dá continuidade à sua série de oficinas de formação artística em Fortaleza, celebrando a chegada do mês das crianças.


Após o sucesso das formações na Parangaba, a programação chega ao bairro do Pici. Nos dias 1 e 2 de outubro, as atividades serão voltadas para 150 crianças em situação de vulnerabilidade e inclusão social, atendidas pelo Instituto de Desenvolvimento Social e da Cidadania (IDESC / ABBEM).


A arte da mágica como transformação

O foco desta etapa será exclusivamente a Oficina de Mágica, que será ministrada pelos experientes ilusionistas Goldini e Jeffy. Mais do que ensinar truques e habilidades manuais, o encontro utiliza o ilusionismo para estimular o lado lúdico, a autoconfiança e o desenvolvimento integral dos participantes, provando que a mágica é uma poderosa ferramenta de inclusão.


A ação reafirma a premissa do projeto de que fazer cultura também significa formar, acolher e compartilhar conhecimento com as novas gerações.


Apresentado pela Enel Distribuição Ceará, com apoio institucional do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult-CE), e produção do Instituto CEabrindo, o Terça de Graça 15 Anos une circulação de espetáculos, qualificação artística e democratização do acesso à cultura.


Serviço

Terça de Graça 15 Anos – Oficina de Mágica com Goldini e Jeffy

Datas e horários: 01 de outubro (13h às 15h) e 02 de outubro (09h às 11h)

Local: ABBEM / IDESC – Rua Planalto do Pici, 1745 – Pici, Fortaleza-CE.

Público: Atividade direcionada às crianças da instituição.

Informações: (85) 98879-4037

Cinco cidades da região de Araçatuba recebem novos veículos do Caminhos da Saúde

 

Por Humberto Tobé, Isabella Werneck Zanon


Andradina, Castilho, Ilha Solteira, Lavínia e Valparaíso passam a contar com veículos do Caminhos da Saúde, iniciativa do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, criada para levar pacientes do SUS a consultas, exames e tratamentos especializados fora do próprio município. A distribuição faz parte da leva nacional de 3.300 veículos comprados pela União com recursos do Novo PAC, no âmbito da Lei nº 15.233/2025, que ampliou o acesso a tratamentos como radioterapia e hemodiálise em todo o país.


Andradina, Castilho, Ilha Solteira e Valparaíso recebem um micro-ônibus cada, esse veículo, com capacidade para 29 passageiros, foi pensado para reunir vários pacientes numa mesma viagem, o formato mais eficiente para tratamentos que se repetem várias vezes por semana, caso da hemodiálise, e que exigem transporte coletivo regular entre o município e o hospital de referência, respondendo a essa rotina de deslocamento frequente, permitindo que moradores que fazem tratamento contínuo não precisem organizar transporte por conta própria a cada sessão.


Lavínia recebe uma ambulância tipo A, que leva um único paciente por vez, muitas vezes deitado, e é destinada a quem tem restrição de mobilidade mais séria, como pessoas acamadas ou em recuperação de cirurgia, que não conseguem embarcar num veículo coletivo, a ambulância cobre uma necessidade diferente: garantir que um paciente debilitado, incapaz de usar transporte coletivo, ainda assim tenha um jeito seguro de chegar ao local do tratamento.


O caminho do paciente começa na Unidade Básica de Saúde do município, onde são feitos os primeiros exames. Diagnosticada a necessidade de acompanhamento especializado, a prefeitura insere os dados no sistema estadual de regulação, que localiza a vaga no serviço de referência. A lei determina início do tratamento oncológico em até 60 dias após o diagnóstico registrado em prontuário.


Os veículos buscam o paciente em casa e cumprem o trajeto de ida e volta até o hospital. Faltar a uma sessão de hemodiálise ou atrasar o início de uma radioterapia por falta de transporte tem consequências diretas no tratamento, e é esse tipo de interrupção que o programa busca evitar.


A chegada desses veículos a Andradina, Castilho, Ilha Solteira, Lavínia e Valparaíso integra o esforço do Agora Tem Especialistas para reduzir o tempo de espera e ampliar o acesso da população à atenção especializada, um dos eixos da política de saúde conduzida atualmente pelo governo federal.


Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Especializada à Saúde. Departamento de Atenção Especializada e Temática. Departamento de Atenção ao Câncer. Nota Técnica Conjunta nº 153/2026: critérios para a distribuição de veículos para o Transporte Sanitário Eletivo no âmbito do Novo PAC e do Programa Agora Tem Especialistas, Caminhos da Saúde. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026.


BRASIL. Ministério da Saúde. Caminhos da Saúde. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/agora-tem-especialistas/caminhos-da-saude⁠.


Sobre os autores:

Humberto Tobé é Pós-Graduado em Gestão da Saúde Pública, trabalha na interlocução com prefeitos, vereadores, gestores municipais e representantes da área da saúde dos municípios paulistas.

Isabella Werneck Zanon é graduanda em Políticas Públicas e Mestranda em Relações Internacionais pela Universidade Federal do ABC (UFABC).

ChatGPT, Claude e Grok chegam aos supermercados para transformar dados em vendas e ampliar margem de lucro

 

A idEver cria o primeiro MCP do segmento, que conecta modelos de IA aos dados do CRM integrados aos ERPs e pontos de venda


Solução inédita transforma comandos de texto e voz em análises, campanhas a consumidores e argumentos de negociação com a indústria, reduzindo a dependência de equipes especializadas. Cricaré, Delta, Nordestão e Tonin devem ser as primeiras redes varejistas de alto giro no Brasil a experimentar a tecnologia. 


A idEver, empresa especializada em soluções de gestão do relacionamento com clientes para supermercadistas, que atende redes de médio e grande porte como Nordestão, Confiança e ABC, acaba de lançar o MCP idEver, primeira solução do segmento que conecta ferramentas como ChatGPT, Claude e Grok às informações do CRM integradas aos ERPs e pontos de venda das redes. Cricaré, Delta, Nordestão e Tonin devem ser as primeiras redes varejistas de alto giro no Brasil a testar a solução. Por meio de perguntas feitas por texto ou voz, a tecnologia cruza o histórico de consumo e entrega análises para aumentar a eficiência das campanhas e fortalecer a negociação com a indústria. Na prática, o MCP idEver transforma milhões de registros de compras, em operações que podem reunir mais de 14 mil SKUs, em respostas de negócio.


Com isso, gestores acessam informações estratégicas e tomam decisões comerciais sem depender da navegação por dashboards, da combinação de filtros ou de relatórios preparados por especialistas em CRM e BI. A consulta aos dados é feita em tempo real e a solução também pode consultar dados externos de bases públicas para complementar as análises.


A solução permite identificar mudanças na frequência de compra, categorias que ganharam ou perderam espaço na cesta, marcas que disputam a preferência de determinados públicos e consumidores com maior propensão a uma oferta. As mesmas informações chegam às áreas comercial e de compras como argumentos para negociar preços, condições de compra, verbas promocionais, sortimento e campanhas compartilhadas com fornecedores. "A inteligência artificial amplia o valor econômico do CRM porque leva os dados a quem define a estratégia. Marketing, comercial e compras passam a acessar o mesmo conhecimento sobre o consumidor para tomar decisões de venda e negociar com fornecedores", diz Thiago Spejo, sócio-fundador e CEO da idEver.


O MCP idEver conecta grandes modelos de linguagem, os chamados LLMs, à base de dados dos varejistas. LLM é a tecnologia que permite a ferramentas como ChatGPT, Claude e Grok compreender perguntas feitas em linguagem comum. O MCP (Model Context Protocol) é o protocolo que dá a esses modelos acesso autorizado aos dados e às funcionalidades da plataforma da idEver.


A diferença em relação aos MCPs que já chegaram ao mercado está na natureza e na escala das informações. As soluções existentes concentram-se, em geral, em rotinas comerciais como atração e qualificação de leads, agendamento de reuniões e envio de propostas. O MCP idEver foi desenvolvido para consultar dados transacionais do varejo alimentar por meio de uma plataforma integrada aos ERPs e pontos de venda das redes.


Uma operação supermercadista pode trabalhar simultaneamente com 12 mil a 14 mil SKUs e registrar milhões de compras. A inteligência artificial precisa cruzar esse volume com informações sobre frequência, cesta, marcas, sazonalidade e efeito das ofertas. É essa complexidade que torna a aplicação inédita no segmento. "O gestor deixa de precisar saber em qual painel está a informação ou esperar que uma equipe prepare o relatório. Ele pergunta o que precisa saber e recebe uma análise construída a partir dos dados da empresa. É isso que democratiza o acesso ao CRM", explica Spejo.


Mais eficiência nas campanhas

Para as áreas de marketing e relacionamento, o ganho está em transformar o histórico de consumo em segmentações mais precisas. A solução poderá mostrar quem reduziu a frequência de compra, quais categorias ganharam participação na cesta, marcas que perderam espaço e quais grupos apresentam maior potencial para uma oferta. A partir da análise, o usuário poderá estruturar uma campanha na mesma interação. "Uma promoção pode elevar o volume sem aumentar o resultado quando apenas concede desconto a quem já compraria o produto. Ao comparar o comportamento antes e depois da campanha, o varejista avalia se a ação elevou a recorrência, ampliou o tíquete médio ou estimulou a compra de uma nova categoria", explica Spejo.


A segmentação também reduz desperdícios com mensageria, já que cada contato por WhatsApp, SMS ou outro canal representa um custo. Ao selecionar com mais precisão quem deve receber cada oferta, o supermercado concentra o investimento nos consumidores com maior potencial de resposta e evita comunicações pouco relevantes. "O salto acontece quando a pergunta leva à ação. A empresa identifica uma oportunidade, define o público e transforma a análise em uma campanha. O dado deixa de ficar restrito ao relatório e passa a produzir uma decisão comercial", acrescenta o CEO.


Além das perguntas: agentes que transformam dados em recomendações

Agora, com essa tecnologia nas mãos do varejista, abre-se uma possibilidade muito maior do que simplesmente fazer perguntas para os dados. Análises que antes exigiriam olhar individualmente centenas de marcas, categorias e SKUs podem acontecer de forma automatizada, com agentes analisando continuamente a relação entre as marcas, identificando onde existe oportunidade de ganho de share, quais categorias e SKUs fazem mais sentido trabalhar, onde está a melhor relação de ROAS e quais estratégias têm maior potencial de retorno. Os agentes também podem traçar diferentes cenários, simular resultados, medir o que aconteceu e ir se ajustando conforme novos dados entram.


Uma das possibilidades mais interessantes é cruzar os dados internos do varejista com sinais externos. Uma corrida de rua importante em determinada cidade, por exemplo, pode ser identificada pela própria tecnologia, que entende quais lojas estão próximas, cruza essa informação com o comportamento dos shoppers daquela região, avalia margem, histórico de vendas e potencial de retorno e, a partir disso, monta uma estratégia específica para aquela loja ou cidade. O papel do gestor passa a ser muito mais de decisão: aprovar, ajustar ou rejeitar. O dado deixa de ser somente algo que o varejista consulta quando tem uma dúvida e passa a ser observado continuamente pelos agentes, que cruzam sinais internos e externos para encontrar oportunidades que, muitas vezes, nenhum humano teria tempo de procurar.


Poder de barganha frente à indústria

Na relação com os fornecedores, o ganho está em reduzir a assimetria de informação. A indústria conhece custos, produção, preços e os objetivos de cada marca. O varejista detém os dados sobre o comportamento do consumidor no ponto de venda, mas nem sempre consegue transformá-los em argumentos acessíveis à equipe de negociação.


Com o MCP idEver, a área comercial poderá verificar a penetração de uma marca, a recorrência dos compradores, os concorrentes presentes na mesma cesta e o desempenho da categoria. Essas evidências podem embasar melhores condições de compra, ampliar a discussão sobre verbas de trade marketing, orientar o sortimento ou sustentar uma campanha compartilhada com o fornecedor. "Em um setor de margens reduzidas, o poder de barganha aumenta quando o supermercado demonstra o valor de sua base de consumidores e o potencial de uma marca ou categoria dentro da rede", avalia Spejo.

Obtenção de crédito: autuações por comprovante de renda irregular seguem em alta em SP pelo terceiro ano consecutivo

 

Aumento nas sanções por irregularidade na DECORE reforça o alerta sobre documentos sem lastro usados para comprovar renda em pedidos de crédito, financiamento e locação

O acesso a empréstimos, financiamentos e locações imobiliárias exige atenção redobrada de trabalhadores autônomos, profissionais liberais e empresários em São Paulo. O Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRCSP) consolidou um patamar elevado de fiscalização ao registrar 107 autos de infração por irregularidades na emissão da Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos (DECORE) entre janeiro e 25 de setembro deste ano. O volume dá sequência às 130 autuações em 2025 e ao pico de 248 ocorrências em 2024.
A manutenção desse patamar nos últimos três anos ocorre mesmo com o total de DECOREs emitidas no estado permanecendo estável. Até setembro de 2026, foram contabilizadas 12.218 Declarações expedidas, montante que se mantém estritamente dentro da média histórica. O descompasso entre o volume estável de emissões e a permanência das sanções em nível elevado indica uma fiscalização mais rigorosa e sustentada sobre a idoneidade da documentação de suporte fornecida a bancos e financeiras.
O que muda para o consumidor
A DECORE funciona como o comprovante oficial de renda para quem não possui holerite tradicional. Contudo, para que o crédito seja aprovado, além de o documento ser emitido por um profissional da contabilidade, é necessário que ele tenha o lastro documental correto por trás dele.
Novas regras nacionais estabelecidas pela Resolução CFC 1.777/2025 alteraram a lista de comprovantes válidos, priorizando documentos originados de obrigações acessórias fiscais. Recibos informais ou dados sem comprovação de origem efetiva perderam espaço na análise contábil. Segundo o Manual de Fiscalização do Sistema CFC/CRCs de 2026, apresentar valores divergentes da documentação real de suporte é classificado como infração grave e tratado como falsidade ideológica no âmbito administrativo.
Responsabilidade compartilhada
As falhas ou omissões no processo geram reflexos que podem alcançar três esferas legais. No campo profissional, o contador responde perante o conselho de classe com penalidades éticas e multas de uma a cinco anuidades. No âmbito civil, o emissor pode ser responsabilizado por prejuízos financeiros causados a terceiros que usaram a declaração para liberar o crédito. Já na esfera penal, dependendo dos fatos apurados no processo, as condutas podem ser enquadradas em crimes como falsidade ideológica, prevista no artigo 299 do Código Penal Brasileiro, estelionato e crimes contra a ordem tributária.
O CRCSP reforça a necessidade de os profissionais realizarem uma análise documental rigorosa das informações trazidas pelos clientes, apontando que a relação de confiança mútua não anula a exigência legal de documentos comprobatórios idôneos.

Por que o AVC também atinge jovens? Neurocirurgião explica fatores de risco e importância do atendimento rápido

 

Embora seja mais frequente com o envelhecimento, doença também pode ocorrer em adultos de 18 a 45 anos; especialista do Hospital Mater Dei Goiânia alerta para prevenção e reconhecimento dos sinais


O Acidente Vascular Cerebral (AVC) costuma ser associado ao envelhecimento, mas a doença também pode atingir adultos jovens. Dados da Rede Brasil AVC apontam que cerca de 18% dos casos no país ocorrem em pessoas entre 18 e 45 anos, uma faixa etária em que muitas pessoas não imaginam estar sob risco.


O alerta está justamente no fato de que muitos jovens podem não reconhecer os sinais e demorar a buscar atendimento, reduzindo as chances de um tratamento mais eficaz.


Na última terça-feira (29), o caso do arquiteto Talles Sousa, de 39 anos, que morreu em Goiás após sofrer um AVC, reforçou a importância de ampliar a informação sobre os fatores de risco, os sinais de alerta e a necessidade de buscar atendimento rapidamente diante dos primeiros sintomas.


Segundo o neurocirurgião Dr. Marcos Spadoni, do Hospital Mater Dei Goiânia, o AVC não é uma doença exclusiva de idosos. “O AVC não é doença só de idoso, pode acontecer em qualquer idade. A idade pesa, mas jovens também têm AVC, e muitos demoram a buscar ajuda porque ninguém imagina que seja isso”, explica.


Fatores de risco aparecem mais cedo

Embora a idade seja um fator importante para o AVC, algumas condições associadas à doença têm aparecido cada vez mais cedo. Hipertensão arterial, diabetes, obesidade, sedentarismo, tabagismo, estresse, alterações no colesterol e sono inadequado estão entre os fatores que podem aumentar o risco.


Em pacientes jovens, a investigação médica também considera causas específicas, como alterações cardíacas, distúrbios de coagulação e problemas nos vasos sanguíneos. “Há um aumento de fatores de risco na população jovem, como obesidade, hipertensão, diabetes, sedentarismo, tabagismo, estresse e sono ruim. Também existem causas próprias do jovem, que são mais específicas”, destaca Dr. Marcos.


Entre essas causas estão o uso de drogas estimulantes, dissecção de artérias do pescoço, alterações cardíacas como o forame oval patente, enxaqueca com aura associada ao tabagismo e uso de anticoncepcional hormonal, além de distúrbios de coagulação.


Reconhecer os sinais pode salvar vidas

Um dos maiores desafios relacionados ao AVC é identificar rapidamente os sintomas. Em muitos casos, principalmente entre pessoas jovens, os sinais podem ser confundidos com outras condições, como enxaqueca, labirintite ou ansiedade.


Os principais sinais de alerta aparecem de forma súbita:

* desvio da boca;

* fraqueza ou formigamento em um lado do corpo;

* dificuldade para falar ou entender;

* perda de visão;

* tontura intensa com perda de equilíbrio;

* dor de cabeça súbita e muito forte.


“Diante de qualquer um desses sinais, busque a emergência imediatamente. Não espere melhorar”, orienta o especialista.


Tempo é decisivo no tratamento

O AVC é uma emergência médica e cada minuto pode influenciar o prognóstico do paciente. “Em um AVC isquêmico, estima-se que cerca de 2 milhões de neurônios morrem a cada minuto sem tratamento. Quanto mais cedo a artéria é reaberta, maior a chance de recuperação”, explica Dr. Marcos.


Segundo o médico, alguns tratamentos possuem uma janela de tempo específica. “A trombólise tem um tempo de até 4,5 horas, e a trombectomia por cateter pode ser indicada em casos selecionados por até 24 horas. A demora aumenta o risco de sequelas permanentes, como paralisia, perda da fala, dependência e até morte”, afirma.


O tratamento do AVC segue os mesmos princípios independentemente da idade, com indicação de trombólise ou trombectomia conforme avaliação médica. A diferença nos pacientes jovens está principalmente na investigação da causa do evento. “No jovem é preciso buscar a causa com mais profundidade, investigando vasos, coração e coagulação. Outro ponto é o diagnóstico tardio, porque os sintomas costumam ser confundidos com enxaqueca, labirintite ou ansiedade. Por outro lado, o cérebro jovem tem maior capacidade de recuperação, o que torna a reabilitação precoce ainda mais valiosa”, explica.


Prevenção começa antes dos sintomas

Embora alguns fatores não possam ser modificados, muitos riscos podem ser reduzidos com acompanhamento e mudanças de hábitos.


Entre as principais recomendações estão:

* acompanhar regularmente pressão arterial, glicemia e colesterol, mesmo sem sintomas;

* não fumar e evitar drogas estimulantes;

* manter atividade física regular, com pelo menos 150 minutos de exercícios por semana;

* cuidar da alimentação e manter peso saudável;

* priorizar qualidade do sono e controle do estresse;

* moderar o consumo de álcool;

* realizar acompanhamento médico periódico, especialmente com neurologista e cardiologista quando houver fatores de risco.


“O AVC pode ser prevenido em muitos casos. Conhecer os próprios números, cuidar da saúde cardiovascular e manter acompanhamento são atitudes que protegem o cérebro e o coração ao longo da vida”, orienta Dr. Marcos.

Dia Mundial do Vegetarianismo: Restaurant Week reúne opções que vão da moqueca veg ao escondidinho de cogumelos em Goiânia

 

Foto: Risoto de Moqueca Veg, do Las Nenas

No dia 1º de outubro, festival destaca preparações sem carne com banana-da-terra, baru, cogumelos, burrata, gnocchi e até combinado vegano


Moqueca sem peixe, escondidinho de cogumelos com banana-da-terra, lasanha de vegetais, gnocchi gratinado, risoto de tomates assados e combinado vegano. No Dia Mundial do Vegetarianismo, celebrado em 1º de outubro, a 10ª Goiânia Restaurant Week mostra que retirar a carne do prato não significa abrir mão de variedade, técnica ou sabor.


Entre os restaurantes participantes, diferentes cozinhas incluíram opções vegetarianas nos Menus Week e, em alguns casos, permitem montar uma sequência completa com entrada, prato principal e sobremesa sem carnes, peixes ou frutos do mar.


As preparações também dialogam com o tema “Brasil de Norte a Sul”, seja pelo uso de ingredientes como banana-da-terra e baru, seja por releituras de receitas brasileiras ou pelo encontro da gastronomia nacional com influências italianas e japonesas.


Moqueca ganha versão vegetariana

No Las Nenas Restaurante, uma das opções principais é o Risoto de Moqueca Veg, que leva palmito pupunha, banana-da-terra, tomate, cebola, pimentões, leite de coco e outros ingredientes que remetem à construção aromática da moqueca brasileira.


A chef e proprietária Carô Borges explica que a proposta não foi reproduzir uma tradição regional específica, mas partir de uma receita reconhecida em diferentes partes do país para criar uma interpretação própria. “A moqueca é um prato que carrega diferentes identidades pelo Brasil, e nossa intenção não foi reproduzir especificamente a tradição baiana ou capixaba, mas partir dessa memória tão brasileira para criar um prato com a nossa linguagem: saboroso, acolhedor e com ingredientes que conversam entre si”, afirma.


Para a chef, a receita também ajuda a quebrar a ideia de que a ausência de proteína animal limita a experiência gastronômica. “Queríamos mostrar que um prato vegetariano pode ter tanta presença, sabor e identidade quanto qualquer outro. A moqueca tem uma construção muito rica de aromas, caldo e temperos, e percebemos que ela funcionava muito bem sem uma proteína animal”, explica.


No Menu Week, o restaurante também oferece opções de entrada e sobremesa que permitem ao público montar uma sequência vegetariana.


Cogumelos, banana-da-terra e baru

No Pop Coffee Buena Vista, o destaque entre as opções sem carne é o Escondidinho de Cogumelos, preparado com banana-da-terra, queijo gratinado e crispy de alho-poró.


Na entrada, a Salada Refrescante combina folhas, tomate-cereja, carpaccio de melão, pesto balsâmico, azeite de coentro e lemon pepper. Para encerrar, o Brownie de Baru é servido com sorvete de baunilha, crispy e caramelo salgado.


A presença do baru, fruto típico do Cerrado, aproxima a sobremesa do tema desta edição e coloca um ingrediente regional em uma preparação bastante conhecida pelo público.


Da Itália ao prato sem carne

A Casa Origini leva a identidade italiana para as opções vegetarianas do festival. Entre as entradas estão Polenta Crocante, com molho pomodoro artesanal e parmesão, e Salada Mediterrânea.


O principal é o Gnocchi alla Sorrentina, preparado com nhoque recheado com mussarela, envolvido em pomodoro artesanal, gratinado e finalizado com manjericão. A sequência pode terminar com Cannoli Siciliano, recheado com creme doce de ricota.


Também de inspiração italiana, a Giulí Osteria apresenta entre os principais o Risoto de Tomates Assados, com pomodoro da casa, tomates assados com ervas, burrata cremosa e pesto. No caso do Giulí, a opção vegetariana aparece no principal, enquanto as demais etapas do Menu Week devem ser escolhidas conforme as alternativas disponíveis no dia.


Lasanha de vegetais e opção vegana

No Alma Boutique Bar, a Lasanha de Vegetais do Quintal aparece entre os principais vegetarianos, combinando vegetais, pomodoro defumado e espuma de grana padano.


Já o Hattori Sabores do Japão amplia a diversidade da pauta ao incluir um Combinado Vegano no Menu Week. A opção mostra que a participação dos restaurantes no festival também abre espaço para quem, além de não consumir carnes, exclui produtos de origem animal.


A diferença é importante: preparações vegetarianas podem conter ingredientes como leite, queijo ou ovos, enquanto os pratos veganos não utilizam ingredientes de origem animal.


Opções além da carne

A presença dessas preparações acompanha uma mudança de comportamento que levou restaurantes de diferentes estilos a ampliarem suas alternativas sem carne. Na Restaurant Week, essas opções aparecem tanto em receitas criadas especificamente para o festival quanto em releituras de pratos que já fazem parte da identidade dos estabelecimentos.


Na prática, o público encontra desde um Menu Week inteiramente vegetariano em alguns restaurantes até opções específicas de entrada, principal ou sobremesa em outros participantes.


A 10ª Goiânia Restaurant Week segue até 11 de outubro. O público pode escolher entre três categorias, sempre com entrada, prato principal e sobremesa. O Menu Tradicional custa R$ 59,90 no almoço e R$ 74,90 no jantar; o Menu Plus, R$ 73,90 no almoço e R$ 94,90 no jantar; e o Menu Premium, R$ 95 no almoço e R$ 115 no jantar.


Além da experiência gastronômica, a edição incentiva a doação de R$ 2 para a Vila São Cottolengo a cada Menu Week vendido.


A Goiânia Restaurant Week conta com patrocínio da Ambev, com Stella Artois e Corona Cero, Del Maipo e Getnet. O QS Marista é o hotel oficial; Clube UOL, Gira e We OOH são media partners; e a Vila São Cottolengo é a instituição beneficiada pela ação social.


Conheça todos os restaurantes participantes e menus week no site: www.restaurantweek.com.br


Serviço

10ª Goiânia Restaurant Week

Quando: 11 de setembro a 11 de outubro de 2026

Tema: Brasil de Norte a Sul

Menus: Tradicional, Plus e Premium

Valores: de R$ 59,90 a R$ 115

Instagram: @restaurantweekbrasil

Mesmo com IA em alta, habilidades humanas serão diferenciais competitivos

 

Estudos mostram que 59% da força de trabalho global precisará se requalificar até 2030 e organizações com cultura de aprendizagem alcançam mais lucratividade e produtividade


Em um cenário de transformações aceleradas por inteligência artificial, novas tecnologias e automação, o aprendizado contínuo deixou de ser um diferencial para se tornar a principal vantagem competitiva sustentável das empresas. Dados de organizações como o Fórum Econômico Mundial, Gallup e Delloite confirmam: o sucesso empresarial na próxima década dependerá menos de ativos tangíveis e mais da capacidade de líderes e equipes de aprender, adaptar-se e desenvolver competências humanas.


“Durante muito tempo, acreditou-se que bastava dominar aspectos técnicos para crescer. Hoje, o diferencial competitivo está na capacidade de aprender continuamente, desenvolver pessoas e construir relações de confiança. A tecnologia evolui em uma velocidade impressionante, mas ela não substitui liderança, comunicação, inteligência emocional e colaboração”, avalia Jair Lima, ex-docente de renomadas instituições de ensino e atualmente diretor executivo do BNI Goiás e Tocantins.


O Fórum Econômico Mundial, no relatório Future of Jobs 2023, estima que 59% da força de trabalho global precisará requalificar-se até 2030 para acompanhar as mudanças provocadas pela adoção de novas tecnologias. Paralelamente, um estudo da Gallup revela que organizações com cultura de aprendizagem estruturada alcançam, em média, 23% mais lucratividade e 14% mais produtividade do que concorrentes que negligenciam o desenvolvimento de pessoas.


Na avaliação do especialista, um dos principais erros do empresário é considerar que sua formação termina quando o negócio começa a crescer. “O contexto atual reflete uma mudança profunda na forma como as empresas precisam encarar a formação de suas lideranças. Muitos empresários investem constantemente na empresa, mas deixam de investir em si mesmos. Só que toda organização cresce até o limite da capacidade de desenvolvimento do seu líder . Se ele para de aprender, a empresa inevitavelmente também limita seu crescimento”, destaca.


Crescimento pessoal precede crescimento empresarial

Em um ambiente de negócios cada vez mais competitivo, o especialista defende que empresas de alta performance compartilham uma característica em comum: líderes que nunca deixam de aprender usam a educação contínua como ativo estratégico na sustentabilidade dos negócios.


Pesquisas recentes reforçam a importância das competências humanas no cenário da IA: segundo levantamento da Wiley citado pela LinkedIn, 87% dos profissionais consideram habilidades como liderança e comunicação indispensáveis para o avanço na carreira, e 80% acreditam que soft skills se tornaram ainda mais relevantes com a evolução da inteligência artificial. A mesma publicação indica que 95% dos profissionais concordam que habilidades humanas são atemporais” e continuarão sendo valorizadas independentemente do avanço da IA.


“Empresas extraordinárias são lideradas por pessoas que entenderam que crescimento empresarial começa, inevitavelmente, pelo crescimento pessoal. Os maiores ativos de uma empresa não aparecem no balanço financeiro. São a capacidade de adaptação, a cultura construída diariamente e a qualidade dos relacionamentos”, pontua o especialista.


Educação como pilar de crescimento para empresários

Considerando que o aprendizado contínuo é um dos sete valores da metodologia do BNI (Business Networking International), no mês de setembro, cerca de 300 empresários (do total de mais de 800 membros) passaram por treinamentos de liderança promovidos pelas regionais do BNI Goiás e Tocantins. Com anos de atuação em sala de aula, Jair acredita que iniciativas como essa mostram que a educação corporativa vai muito além da aquisição de conhecimento técnico.


“Educação é investimento em comportamento. Quem encara o aprendizado como parte da rotina desenvolve mais repertório e se prepara para um mercado em constante transformação. Quando o empresário aprende a liderar melhor, ele melhora sua comunicação, toma decisões conscientes, desenvolve sua equipe, fortalece seus relacionamentos e cria um ambiente muito mais propício ao crescimento dos negócios. A capacidade de continuar aprendendo é uma das poucas vantagens competitivas que ninguém pode copiar e esse valor é um dos pilares do que a metodologia do BNI proporciona ao membro”, finaliza Jair.

Proteína não faz milagre sozinha: o que a ciência revela sobre alimentação e músculos na menopausa

 

Pesquisa mostra que os efeitos da proteína sobre o peso e a composição corporal dependem de um conjunto de estratégias; especialista alerta para a importância de preservar os grandes grupos musculares depois dos 40


Mais proteína no prato não significa, por si só, mais músculos ou menos gordura, revela pesquisa que analisou a alimentação de 1.161 mulheres entre 45 e 80 anos, a maioria na pós-menopausa. Para a nutricionista Mônica Calderari, especialista em nutrição para mulheres 40+, nessa etapa da vida o desafio vai além de perder peso: é importante reduzir o excesso de gordura sem deixar de preservar a massa muscular, fundamental para força, mobilidade e autonomia ao longo do envelhecimento.


Pesquisa reforça a importância do equilíbrio na alimentação durante a menopausa

Publicado em agosto no The FASEB Journal, o estudo analisou 15 pesquisas sobre o efeito das proteínas na composição corporal. Os resultados pareceram mais favoráveis naquelas que utilizaram proteína animal, mas, em boa parte delas, as participantes também reduziram a quantidade de calorias consumidas.


Com a proteína de soja, os resultados foram mais variados e pareceram melhores quando combinados com exercícios. Assim, a pesquisa mostra que proteína, sozinha, não faz milagre: alimentação equilibrada, quantidade adequada de calorias e atividade física também entram nessa conta.


Para a nutricionista, que também é química, doutora em Ciências, professora de Química da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) há 32 anos e atualmente cursa Educação Física, o estudo reforça a importância de não transformar a proteína em uma solução isolada.


“A proteína pode ser uma ferramenta importante, mas não faz milagre sozinha. Precisamos considerar a quantidade, a qualidade, a fonte, as necessidades individuais e o conjunto da alimentação. Cuidar da composição corporal exige uma estratégia mais ampla”, explica Mônica.


O que isso tem a ver com os grandes músculos?

A discussão é especialmente importante para mulheres que chegam aos 40 anos preocupadas com o aumento de peso e da gordura abdominal. Para Mônica, emagrecer nessa fase não deveria significar apenas diminuir o número da balança.

“Quando pensamos em composição corporal, precisamos olhar para além do peso. Preservar a musculatura é importante não apenas para a aparência do corpo, mas para manter força, mobilidade e autonomia para os próximos anos”, afirma.


A preocupação encontra respaldo também na ciência do exercício. O American College of Sports Medicine (ACSM) recomenda que adultos realizem exercícios de fortalecimento dos principais grupos musculares pelo menos duas vezes por semana. A atualização das recomendações publicada em 2026 reforça que trabalhar regularmente os grandes grupos musculares é mais importante do que buscar programas excessivamente complicados. 


No material baseado nas recomendações do ACSM para pessoas idosas, aparecem entre os grandes grupos musculares glúteos, quadríceps, peitoral, grande dorsal, abdominais e deltoides. O documento relaciona a preservação dessa musculatura às atividades da vida diária e recomenda treinamento de força pelo menos duas vezes por semana.


Na prática, são músculos envolvidos em atividades corriqueiras, como levantar de uma cadeira, subir escadas, carregar objetos e realizar tarefas do cotidiano.


“É por isso que eu gosto de trazer a discussão dos grandes músculos quando falo de emagrecimento depois dos 40. Não estamos pensando apenas no corpo de hoje. Estamos pensando na musculatura que essa mulher vai precisar para continuar ativa e independente nas próximas décadas”, explica Mônica.


Alimentação e exercício trabalham juntos

Nesse contexto, a alimentação tem papel importante porque fornece energia e nutrientes, a matéria-prima que o organismo utiliza para manter suas funções e seus tecidos. Mas a alimentação é apenas uma parte da estratégia.

“Não se trata de simplesmente colocar mais proteína no prato. É preciso oferecer ao organismo os nutrientes de que ele precisa e, ao mesmo tempo, considerar o estímulo que essa musculatura recebe. A alimentação fornece a matéria-prima, enquanto o exercício fornece o estímulo. São cuidados que se complementam”, explica Mônica.


Isso também ajuda a entender por que simplesmente aumentar muito o consumo de proteína sem estimular a musculatura não necessariamente produzirá o resultado esperado.


E o whey protein?

Com o aumento da preocupação com massa muscular, o whey protein passou a fazer parte da rotina de muitas mulheres. Mas ele não é obrigatório.

O whey é uma proteína derivada do leite e pode ser uma maneira prática de complementar a alimentação quando a mulher não consegue consumir a quantidade de proteína de que necessita somente por meio das refeições.


Uma revisão sistemática e meta-análise, publicada na revista Nutrients em 2022, envolvendo mulheres pós-menopausa mostrou justamente a importância do contexto: a suplementação com whey isoladamente não apresentou melhora significativa de massa magra ou força muscular, enquanto sua associação ao treinamento de força apresentou resultados mais favoráveis em alguns desfechos.


“Whey é alimento em forma de suplemento. Ele pode ser muito útil pela praticidade, mas não significa que toda mulher depois dos 40 precise tomar whey. Primeiro precisamos saber quanto de proteína ela necessita e quanto já consegue consumir com sua alimentação”, afirma Mônica.


Mais proteína também não significa proteína sem limite

Outro ponto importante é que a necessidade de proteína não é igual para todas as mulheres. Idade, peso, composição corporal, atividade física, objetivos, alimentação e condições de saúde precisam ser considerados.

Por isso, aumentar proteína indiscriminadamente ou substituir várias refeições por suplementos não é necessariamente uma estratégia melhor.


“Não existe uma quantidade mágica que sirva para todas. Uma mulher sedentária, uma mulher que está emagrecendo e outra que treina força regularmente podem ter necessidades diferentes. A individualização continua sendo fundamental”, explica a nutricionista.


Mais do que perder peso

A especialista também alerta para o risco de dietas muito restritivas em busca de resultados rápidos. Segundo ela, quando a mulher pensa apenas nos quilos que quer eliminar, pode deixar de considerar a importância de preservar a musculatura e a funcionalidade do corpo.

Isso não significa que reduzir calorias não possa fazer parte de uma estratégia para quem precisa diminuir o excesso de gordura. O problema é quando a única preocupação passa a ser fazer o peso cair rapidamente.

“Depois dos 40, precisamos mudar a pergunta. Não é apenas ‘quanto eu quero pesar?’, mas também ‘como quero estar fisicamente daqui a 10, 20 ou 30 anos?’. O objetivo deve ser reduzir o excesso de gordura sem negligenciar os músculos. Estamos falando de cuidar da força, da mobilidade e da autonomia que queremos preservar nas próximas décadas”, conclui.

Babynic: uma manhã de amor, descobertas e afeto em Brasília

 

Sob o tema Picnic das Frutas, o evento será realizado no dia 10 de outubro, na Academia D’Stak. Uma manhã inteira de atividades voltadas aos bebês de 4 meses a 3 anos e experiências que envolvem água, movimento, música, texturas e sabores



Descobrir uma fruta com as próprias mãos, sentir diferentes texturas, experimentar sabores, brincar, ouvir música e ainda cair na água. No dia 10 de outubro, os bebês terão uma manhã inteira de descobertas no Babynic, evento já tradicional promovido pela Academia D’Stak, localizada na 911 Norte, em Brasília.


Nesta edição, o encontro terá como tema “Picnic das Frutas” e propõe uma experiência que reúne estímulos sensoriais e motores, diversão e interação em uma programação especialmente preparada para os pequeninos. As atividades acontecem têm início às 9h e segue até às 12h, com vagas limitadas.


Um dos momentos será dedicado justamente ao contato com as frutas. Os bebês poderão manusear, sentir diferentes formatos, cores, aromas e texturas e também experimentar os alimentos, sempre respeitando a individualidade e a dieta recomendada para cada bebê.


A programação inclui ainda um circuito sensorial, com diferentes atividades e estímulos, além de música e brincadeiras. Na piscina, haverá um aulão especial de natação para bebês, conduzido de maneira lúdica e voltado à interação com a água.


Para encerrar a experiência, os pequenos participarão de um momento de Shantala, técnica de massagem para bebês baseada em toques e movimentos suaves. O momento será de aconchego, relaxamento e fortalecimento do vínculo entre o bebê e sua família.


Mais do que reunir diferentes atividades em uma manhã, a proposta do Babynic é proporcionar aos bebês novas experiências em um ambiente preparado para a infância e, ao mesmo tempo, criar um momento de convivência entre crianças e famílias. A proposta também é proporcionar um verdadeiro momento socioafetivo, de presença, amor e afeto, para que as famílias estejam juntas, compartilhem descobertas, troquem olhares e abraços e criem memórias.


O evento ocorre às vésperas do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, e pode ser também uma oportunidade diferente para as famílias iniciarem as comemorações da data com uma programação voltada especialmente à primeira infância. O Babynic será realizado no jardim da D’Stak, em um ambiente acolhedor e preparado com muito carinho para receber cada família.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

A era dos ecossistemas: A nova fronteira de crescimento para o mercado de beleza e bem-estar e o que precisa mudar para as empresas continuarem crescendo nesse segmento

 

  Márcia Queirós é cofundadora do EcossistemaFast, 

das marcas Fast Spa e Fast Escova

Durante anos, o crescimento do mercado de beleza foi impulsionado pela inovação em produtos. Novas fórmulas, ativos, equipamentos e tratamentos determinaram a competitividade do setor. Essa lógica, no entanto, começa a perder força diante de uma mudança mais profunda: o consumidor deixou de enxergar beleza como uma categoria isolada.

Hoje, ela faz parte de um conceito mais amplo de bem-estar, que reúne saúde, autocuidado, autoestima, longevidade, conveniência e qualidade de vida. Essa transformação exige uma revisão importante da estratégia das empresas. A próxima fronteira de crescimento não será definida apenas pelo desenvolvimento de novos produtos, mas pela capacidade de integrar diferentes soluções em uma mesma jornada, gerando também comodidade.

Os números mostram que esse movimento já está em curso. Segundo a McKinsey, a indústria global da beleza movimenta cerca de US$ 450 bilhões e deve crescer, em média, 5% ao ano até 2030. Paralelamente, o Global Wellness Institute estima que a economia mundial do bem-estar alcançou US$ 6,8 trilhões em 2024 e pode atingir US$ 9,8 trilhões até 2029. Mais do que dois mercados em expansão, esses dados evidenciam uma convergência cada vez maior entre setores que antes operavam separadamente.

Essa mudança altera também a forma como as empresas competem. O consumidor não busca apenas um produto, uma academia, uma clínica ou um serviço. Ele procura experiências conectadas, conveniência e soluções que acompanhem diferentes momentos da sua rotina.

Na prática, isso significa que o modelo tradicional de negócios, baseado em ofertas isoladas, tende a perder espaço para estruturas mais integradas. Ecossistemas deixam de ser um diferencial e passam a representar uma estratégia de crescimento.

Isso envolve conectar serviços, tecnologia, conteúdo, programas de relacionamento, benefícios, parcerias e diferentes categorias de consumo em torno de uma mesma proposta de valor. O objetivo não é simplesmente ampliar o portfólio, mas aumentar a relevância da marca ao longo da jornada do consumidor.

Esse movimento já aparece em diferentes segmentos. Redes ampliam sua atuação para novas categorias de cuidado, empresas investem em plataformas digitais, criam comunidades, fortalecem programas de fidelização e desenvolvem parcerias capazes de entregar uma experiência mais completa. A competição passa a acontecer menos entre produtos e mais entre ecossistemas.

A consequência é uma mudança importante para quem lidera negócios no setor. O crescimento sustentável dependerá menos da capacidade de lançar novidades e mais da habilidade de construir conexões entre diferentes soluções, gerando recorrência, fidelização e maior valor percebido.

A pergunta que os empreendedores precisam começar a fazer talvez não seja mais “qual será o próximo produto?”, mas sim: como minha marca pode estar presente em mais momentos da vida do consumidor?


Essa é, provavelmente, a principal transformação que deve definir os próximos anos do mercado de beleza e bem-estar.

Sem agulhas, mas não sem riscos: como escolher tratamentos estéticos com ultrassom

 

A procura por procedimentos sem cortes e sem injeções cresce, mas o público nem sempre sabe que desconforto, edema, alteração de sensibilidade e queimaduras podem ocorrer

A busca por tratamentos estéticos que prometem melhorar a firmeza da pele sem cirurgia, cortes ou agulhas tem ganhado espaço. Entre as tecnologias utilizadas estão os equipamentos de ultrassom micro e macrofocado, aplicados em protocolos para flacidez facial e corporal e, em situações específicas, para o contorno de determinadas regiões.

A ausência de agulhas, no entanto, não significa ausência de riscos. Como o ultrassom concentra energia em diferentes profundidades dos tecidos, o procedimento pode causar efeitos adversos quando há indicação inadequada, parâmetros mal ajustados, aplicação incorreta ou falta de avaliação individualizada.

“Não invasivo não é sinônimo de isento de riscos. Mesmo sem cortes ou injeções, o procedimento utiliza energia e pode produzir respostas nos tecidos. A segurança depende da avaliação, da escolha dos parâmetros, do conhecimento da anatomia e do acompanhamento adequado”, explica a fisioterapeuta Dra. Mariana Milazzotto, especialista em reabilitação funcional e saúde dos tecidos.

Resultado varia entre pacientes

Os resultados não são iguais para todos os pacientes. Segundo Milazzotto fatores como variações entre os equipamentos, profundidades, níveis de energia, quantidade de disparos e protocolos utilizados, associados ao excesso de flacidez e índice de massa corporal acima de 30 podem reduzir ou acelerar a resposta ao tratamento.

“Quando uma divulgação promete resultado imediato, é importante perguntar o que está sendo medido: uma contração inicial, uma mudança no contorno, uma melhora na textura ou um efeito que se consolida ao longo do tempo. São fenômenos diferentes”, afirma Mariana.

Antes da aplicação, o paciente deve perguntar:

●       Qual é o objetivo real do tratamento?

●       Qual equipamento será utilizado e ele está regularizado?

●       Quem fará a aplicação e qual é sua formação?

●       O profissional está autorizado a operar o aparelho segundo o manual do fabricante?

●       Como será feita a avaliação antes da sessão?

●       Quais efeitos são esperados e quais eventos adversos podem ocorrer?

●       Como será o acompanhamento após o procedimento?

●       Quem será procurado em caso de reação?

Informações que devem ser relatadas

O profissional precisa ser informado sobre cirurgias anteriores na região, medicamentos em uso, doenças neurológicas, cardiovasculares, autoimunes ou dermatológicas, alterações de sensibilidade, dormência, formigamento, infecções, feridas, inflamações, histórico de queimaduras ou reações a procedimentos.

Também devem ser mencionados preenchimentos, fios, implantes e outros tratamentos realizados na área, além de condições clínicas como gestação, quando aplicável.

“O histórico não é um detalhe burocrático. Ele ajuda a definir se o tratamento é indicado, qual região pode ser abordada e quais parâmetros devem ser considerados. Em alguns casos, também indica a necessidade de avaliação médica ou de outro profissional”, explica a fisioterapeuta.

Sinais de alerta

Vermelhidão discreta, sensibilidade e inchaço leve podem ocorrer após alguns protocolos, mas a evolução deve ser acompanhada. Dor intensa ou progressiva, bolhas, queimaduras, perda persistente de sensibilidade, fraqueza muscular, assimetria importante, inchaço que piora e sinais de infecção exigem contato com o serviço responsável e avaliação profissional.

“Diante de um sintoma intenso ou que piora, não é recomendado esperar vários dias para ver se desaparece. Registrar quando o sinal começou, fotografar a área e buscar orientação ajuda a identificar a reação e definir a conduta adequada”, orienta Mariana.

Para a especialista, o principal critério de escolha não deve ser apenas a promessa de um procedimento sem agulhas. “A pergunta mais importante é se o tratamento é adequado para aquela pessoa, naquela região, com aquele equipamento e com um protocolo compatível com seu objetivo e suas condições de saúde.”

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Novo parque de Goiânia preserva lago e mata nativa em projeto de expansão urbana

 

Parque dos Villagios terá fontes interativas, anfiteatro e espaços esportivos em área de 110 mil metros quadrados, maior que o Vaca Brava

 

O lançamento do condomínio Villagio Siena, desenvolvido pela BrDU Urbanismo, traz um projeto de expansão urbana e valorização para a região norte de Goiânia, próximo ao campus da Universidade Federal de Goiás (UFG) e ao Passeio das Águas Shopping. Com Volume Geral de Vendas (VGV) estimado em mais de R$ 215 milhões, o empreendimento é acompanhado de um novo parque público. 


O Parque dos Villagios é um espaço de lazer adjacente ao empreendimento, ocupando uma área total de 110 mil metros quadrados. O parque sozinho supera a área de espaços consolidados da capital, como o Vaca Brava — que possui 79 mil metros quadrados —, e já tem programação de eventos aos finais de semana. 


“Decidimos ir além do modelo tradicional do mercado e entregar, junto ao condomínio, um parque público de alta qualidade, que está sendo concebido por meio de Parceria Público Privada. Queremos deixar um legado que seja percebido por quem vive e investe aqui”, explica Antenor Reis, CEO da BrDU.


A empresa vai investir recursos próprios na estrutura do novo parque na região norte, que conta com um lago de mais de 15 mil metros quadrados de lâmina d'agua. O espaço de lazer também terá pista de caminhada e ciclovia, anfiteatro, pet place, estação de fitness e playground infantil cercado. Inspirado em tendências globais de design urbano de "parques destino", tem como principal referência o Common Ground Playground em Lakeland, na Flórida (EUA), com fonte interativa e fonte luminosa.


“Quando pensamos o projeto, uma das coisas mais importantes seria a questão da preservação dos recursos naturais. Ele é muito rico: possui uma lâmina d'água muito grande e uma mata remanescente. Então, o objetivo principal do parque é preservar esses recursos e trazer um novo lugar para a cidade”, conta a arquiteta Yara Hasegawa, que assina o projeto.


O Parque dos Villagios terá ligação direta uma Praça de Esportes, reforçando a integração regional do projeto. O complexo esportivo público contará com três quadras de tênis, duas quadras poliesportivas, um campo society com grama natural, vestiário e espaço de convivência, entregues pela BrDU à comunidade.

Joelhos aos 80: cuidados ao longo da vida ajudam a preservar mobilidade e autonomia

 

Especialista do Hospital Mater Dei Goiânia explica quais hábitos protegem as articulações e quando a dor no joelho precisa ser investigada


Chegar aos 70 ou 80 anos caminhando, subindo escadas e realizando as atividades do dia a dia com independência depende também dos cuidados adotados com as articulações ao longo da vida. Entre elas, os joelhos merecem atenção especial por suportarem grande parte da carga corporal e serem frequentemente afetados pela osteoartrite.


A doença é uma das principais causas de limitação funcional das articulações e se torna mais frequente com o envelhecimento, especialmente após os 50 anos. Dor, rigidez e dificuldade para realizar movimentos podem comprometer atividades simples do cotidiano e, em casos mais avançados, afetar diretamente a autonomia.


Mas sentir dor no joelho não deve ser encarado automaticamente como uma consequência inevitável da idade. Excesso de peso, perda de força muscular e sedentarismo estão entre os fatores que podem contribuir para a sobrecarga das articulações.


Segundo a médica ortopedista Ingrid Araújo, do Hospital Mater Dei Goiânia, preservar a mobilidade passa por cuidados que devem começar bem antes da terceira idade. “Manter-se fisicamente ativo, fortalecer a musculatura, controlar o peso e trabalhar mobilidade e equilíbrio são fundamentais. O movimento é um aliado da articulação. O sedentarismo favorece a perda de força muscular e, consequentemente, de autonomia com o envelhecimento”, explica.


A prática regular de atividade física também contribui para fortalecimento muscular, equilíbrio e manutenção da capacidade funcional. Para pessoas idosas, esses fatores têm impacto direto na preservação da independência e na redução do risco de quedas.


Quando a dor deixa de ser normal

Nem todo desconforto no joelho significa a presença de uma doença, mas alguns sinais não devem ser ignorados. “Quando a dor é persistente ou recorrente, limita atividades do dia a dia ou vem acompanhada de inchaço, instabilidade, travamento ou perda de movimento, é importante investigar. Também merecem atenção dores após traumas importantes ou que apresentam piora progressiva”, orienta a médica.


Nos casos de osteoartrite, o tratamento também não significa necessariamente cirurgia. Controle do peso, fortalecimento muscular, atividade física, reabilitação e tratamento adequado de lesões podem ajudar a preservar a função da articulação e retardar a perda de mobilidade. “Nem sempre é possível evitar a artrose, mas podemos atuar para preservar a função da articulação e retardar a perda de mobilidade. O principal objetivo é envelhecer mantendo movimento, independência e qualidade de vida”, reforça Ingrid.

O novo mapa das franquias vai muito além das grandes cidades

De municípios com menos de 10 mil habitantes a polos com mais de meio milhão, novas operações revelam como o franchising amplia suas fronteiras no país


Durante muito tempo, falar em expansão empresarial no Brasil significava olhar primeiro para capitais e grandes centros urbanos. O mapa das franquias começa a contar uma história mais ampla. Uma cidade com menos de 10 mil habitantes já pode dividir espaço nos planos das redes com outra que supera meio milhão.


Nova Floresta, na Paraíba, tem população estimada em 9.840 habitantes. Londrina, no Paraná, chega a 581.382. A diferença entre as duas é de quase 60 vezes. Ainda assim, ambas receberam recentemente novas lojas físicas de uma mesma rede de franquias.


Os dois extremos fazem parte de um conjunto de cinco inaugurações recentes da Azul Empréstimo, que inclui ainda Cocos, na Bahia, com 19.865 habitantes, Surubim, em Pernambuco, com 67.821, e Manacapuru, no Amazonas, com 111.751. Os números são das estimativas populacionais de 2025 do IBGE.


Mais do que a distância entre Norte, Nordeste e Sul, é a diferença de escala que chama atenção. Quatro das cinco cidades estão fora das capitais. Duas sequer chegam a 20 mil moradores. Na outra ponta está Londrina, um dos maiores municípios paranaenses.


A fotografia ajuda a enxergar um movimento que aparece também nos números nacionais. O franchising brasileiro faturou R$ 76,3 bilhões no segundo trimestre de 2026, crescimento nominal de 9,3% sobre o mesmo período do ano passado. No primeiro semestre, foram R$ 149 bilhões, alta de 9,7%. O país encerrou junho com mais de 207,2 mil operações franqueadas, 6.652 a mais em apenas um ano.


O CEP pesa menos

A chegada a municípios menores não significa que grandes cidades perderam importância. Londrina está na mesma lista de Nova Floresta justamente porque os dois mercados podem coexistir na expansão de uma rede. O que muda é a ideia de que determinado porte populacional, sozinho, define o destino das novas operações. 


Isso fica particularmente evidente nos serviços financeiros. A atividade atravessou uma intensa migração para aplicativos e canais digitais, mas o ponto físico não desapareceu. Na Azul Empréstimo, por exemplo, lojas convivem com operações remotas. 


Há também uma característica econômica do modelo que ajuda a dimensionar sua estrutura, embora não explique isoladamente a escolha das cidades. A rede não cobra royalties mensais, uma despesa recorrente presente em diferentes modelos de franquia, o que reduz o custo mensal da operação para o franqueado.


O dado ganha relevância quando colocado ao lado da geografia das novas lojas. Não se trata apenas de chegar a diferentes regiões, mas de estar presente em mercados com escalas muito distintas.


O interior entra na conta

A capilaridade é uma das forças apontadas pela própria Associação Brasileira de Franchising para explicar o avanço do setor. Ao divulgar os resultados do segundo trimestre, a entidade destacou que as franquias já levam produtos, serviços, tecnologias e sistemas a milhares de municípios brasileiros.


Essa expansão ocorre mesmo diante de juros elevados, restrição de crédito, endividamento das famílias e atividade econômica em ritmo menor, fatores apontados pela ABF como pressões sobre as redes em 2026. Ainda assim, o setor adicionou milhares de operações e aproximadamente 58,6 mil postos de trabalho em relação ao segundo trimestre do ano passado.


O avanço para cidades menores também muda a lógica da disputa por mercado. Se antes crescer significava principalmente conquistar espaço nos maiores centros consumidores, a chegada a novos territórios coloca municípios até então pouco associados às grandes redes no radar do franchising.


Nova Floresta talvez seja o exemplo mais claro desse fenômeno. Seus 9.840 habitantes correspondem a menos de 2% da população de Londrina. Cocos não chega a 20 mil. Manacapuru passa dos 100 mil. Nenhuma dessas diferenças impediu que as cinco cidades recebessem, praticamente ao mesmo tempo, uma nova operação do mesmo segmento.


Não significa que toda cidade pequena seja automaticamente um mercado viável, nem que população tenha deixado de importar. Renda, demanda, custos, concorrência e características locais continuam pesando em qualquer decisão de expansão. O que os novos endereços revelam é outra mudança: o tamanho da cidade deixou de ser uma fronteira tão rígida para o franchising.


Entre Nova Floresta e Londrina existem quase 572 mil habitantes de diferença. Hoje, existem também cinco novos pontos no mapa mostrando que a expansão das redes brasileiras pode passar por ambos os extremos.


Eixo Centro-Universitário de Goiânia tem programação cultural e esportiva todos os dias da semana

  Rua do Lazer, Praça Universitária, Centro Cultural UFG, Teatro Basileu França e Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga formam um roteiro de c...