quinta-feira, 30 de abril de 2026

5ª chancela da Associação Brasileira de Franchising destaca Mary Help no mercado de serviços domésticos

 



O franchising brasileiro segue em expansão e tem sido impulsionado por negócios ligados ao dia a dia das famílias. Em 2025, o setor superou R$ 300 bilhões em faturamento, com alta de 10,5%, consolidando um ambiente favorável para redes de serviços domésticos e limpeza profissional.

 

A Mary Help, especializada na intermediação de serviços domésticos, conquista pela quinta vez o Selo de Excelência em Franchising. A certificação, concedida pela Associação Brasileira de Franchising reforça a consistência do modelo e a qualidade da operação.

 

A nova chancela chega em um momento de expansão da rede, que soma mais de 190 unidades em operação no país e mantém plano de crescimento. O reconhecimento funciona como um indicativo direto da satisfação dos franqueados e da padronização dos serviços prestados.

 

“O selo tem relevância porque traduz a experiência de quem está na operação. Ele mostra que conseguimos manter qualidade, padrão, suporte e consistência mesmo com o crescimento da rede”, afirma José Roberto Campanelli, diretor da Mary Help.

 

O desempenho acompanha a evolução de um dos segmentos que mais crescem no franchising. O setor de limpeza e conservação avançou 16,8% em 2025, passando de R$ 2,1 bilhões para R$ 2,5 bilhões em faturamento. A alta reflete mudanças no comportamento do consumidor, com maior adesão à terceirização de serviços domésticos e preferência por soluções organizadas e confiáveis.

 

Esse movimento também amplia o interesse de novos empreendedores em franquias de baixo investimento. Com aporte inicial entre R$ 40 mil e R$ 60 mil e operação no formato home based, o modelo reduz custos fixos e facilita a entrada no mercado de franquias. As unidades operam com estrutura enxuta e registram faturamento médio mensal em torno de R$ 60 mil, com lucratividade estimada entre 15% e 25% e prazo de retorno entre 12 e 14 meses, fatores que aumentam a atratividade do negócio.

 

“O consumidor passou a valorizar serviços com mais organização, confiança e previsibilidade. Esse comportamento sustenta a demanda e favorece a abertura de novas unidades”, diz Campanelli.

 

O crescimento acompanha a maturidade do setor de franquias no Brasil. Em 2025, o faturamento médio mensal das operações chegou a R$ 124.203, alta de 7,9%, o que reforça a busca por modelos estruturados e com histórico validado.

 

A expectativa da Associação Brasileira de Franchising é de expansão entre 8% e 10% em 2026. Para o segmento de serviços domésticos, a tendência é de continuidade da demanda, impulsionada por fatores como urbanização, formalização e busca por praticidade. “A quinta chancela da ABF consolida a Mary Help em um momento de escala e reforça a capacidade da rede de crescer mantendo padrão operacional, um dos principais desafios do franchising brasileiro”, conclui Campanelli.

 

Para saber mais, acesse https://www.maryhelp.com.br/seja-um-franqueado/ ou entre em contato pelo WhatsApp: 17 98808-9550.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Pressão reduz clareza de líderes em decisões que movem bilhões

 


Estudos mostram arrependimento frequente e dificuldade diante do excesso de dados

 

Executivos de grandes empresas estão tomando decisões de alto impacto sob níveis crescentes de pressão e excesso de informação, o que já afeta diretamente a qualidade do julgamento na alta gestão. O tema ganhou força em estudos recentes e passou a ser tratado como um dos principais riscos em posições de liderança, especialmente em ambientes onde decisões estratégicas precisam ser tomadas em prazos cada vez mais curtos.

 

O avanço da digitalização e a velocidade dos negócios ampliaram a exposição dos líderes a múltiplas demandas simultâneas, reduzindo o tempo de análise e aumentando a complexidade das escolhas. Ao mesmo tempo, a concentração de responsabilidade no topo limita o espaço para troca genuína, o que favorece decisões mais isoladas e mais propensas a parcialidades.

 

“Existe uma ideia de que, quanto mais experiência o líder tem, mais simples fica decidir. Na prática, acontece o oposto. As decisões ficam mais complexas, mais expostas e com menos margem para erro. Se não houver clareza mental, o risco não é só errar, é nem perceber que está errando”, afirma Marcos Koenigkan, CEO do Think Tank Mercado & Opinião.

 

“Em momentos de pressão, o impulso é acelerar. Mas decisões críticas exigem o contrário: desacelerar o raciocínio para não confundir urgência com prioridade. Nem sempre o problema é falta de informação, muitas vezes é excesso sem filtro”, diz Paulo Motta, vice-presidente do Think Tank Mercado & Opinião, em São Paulo.

 

Levantamento global da Oracle com 14 mil líderes mostra que 85% já se arrependeram de decisões recentes e 72% relatam dificuldade diante do excesso de dados. Já a Harvard Business Review aponta que a solidão no topo compromete a qualidade das decisões ao reduzir o acesso a contrapontos qualificados.

 

A discussão sobre o impacto da pressão na tomada de decisão também tem ganhado espaço em fóruns empresariais. O Mercado & Opinião promove, no dia 28 de abril, em São Paulo, um encontro que reunirá lideranças para debater o tema sob diferentes perspectivas. Entre os participantes estão o psiquiatra e escritor Augusto Cury, o executivo Alexandre Baldy, ligado à operação da BYD no Brasil, e a empreendedora social Alcione Albanesi, presidente da Amigos do Bem.

 

A pressão constante e a necessidade de respostas rápidas vêm expondo um limite menos discutido da liderança: a capacidade de manter clareza mental em decisões críticas. Em um ambiente onde a informação não para de crescer, o diferencial deixa de ser acesso a dados e passa a ser a forma como o líder organiza o próprio raciocínio.

Bett Brasil 2026: Grau Educacional leva à feira modelo de expansão inteligente para empreendedores educacionais que querem aumentar o faturamento



De 5 a 8 de maio, em São Paulo, acontece a Bett Brasil 2026, maior evento de tecnologia e educação da América Latina, realizado no Expo Center Norte. Pela primeira vez, o Grau Educacional participa da feira apresentando ao mercado seu novo modelo de expansão voltado para empresários e instituições de ensino.


A proposta é clara: permitir que faculdades, escolas e operações educacionais já existentes integrem o ensino técnico e profissionalizante às suas estruturas, gerando novas fontes de receita com baixo investimento incremental. O modelo foi desenvolvido para aproveitar a infraestrutura já disponível dessas instituições, reduzindo custos de implantação e acelerando o retorno financeiro.


Entre os principais benefícios estão o aumento do faturamento, a ampliação do portfólio de cursos, a atração de novos públicos e o fortalecimento da competitividade no mercado educacional. O investimento inicial para operar uma unidade parte de R$ 300 mil. 


“Durante a Bett Brasil, o Grau Educacional apresentará um novo projeto voltado especificamente para faculdades EAD e colégios, com foco na geração de receita adicional comprovada, por meio de um modelo já testado, validado e escalável em todo o Brasil. O Grau Educacional reforça seu compromisso com a formação profissional de qualidade, geração de oportunidades e desenvolvimento socioeconômico do país, posicionando-se como um parceiro estratégico para instituições que desejam crescer de forma estruturada e sustentável”, destaca Ruy Maurício Porto Carreiro Filho, CEO do Grau Educacional. 


O movimento acontece em um momento estratégico para o setor. As mudanças no marco regulatório da educação a distância (EAD) têm impulsionado instituições a buscarem alternativas para diversificar receitas, ampliar a oferta educacional e manter a competitividade. Nesse cenário, a integração surge como uma solução imediata e sustentável de crescimento.


“A Bett Brasil nasce do encontro entre ideias, pessoas e experiências. Em 2026, queremos provocar reflexões profundas, mas sobretudo apresentar caminhos práticos para que a educação avance de forma mais inclusiva, ética e conectada com a realidade das escolas e das redes. O nosso compromisso é reunir vozes diversas, com experiência prática e capacidade de provocar reflexões que façam sentido para quem está na ponta, na gestão e na formulação de políticas. A Bett é um espaço de escuta, troca e construção coletiva”, destaca Adriana Martinelli, Diretora de Conteúdo da Bett Brasil.


Os interessados em visitar a feira podem realizar o credenciamento gratuito pelo site oficial: https://brasil.bettshow.com/credenciamento

Qual é o novo perfil de imigrante?


 
Brasileiros acima dos 40 anos ganham espaço na rota para os EUA


A imagem do imigrante brasileiro nos Estados Unidos era clássica: jovem, em início de carreira e disposto a recomeçar. Porém, essa já não é mais a realidade atual. Pessoas acima dos 40 anos, mais experientes, estruturadas financeiramente e com objetivos bem definidos, são o novo perfil da imigração para os EUA. A mudança reflete não só transformações no Brasil, mas também novas oportunidades e exigências do mercado norte-americano.


Os Estados Unidos continuam sendo o principal destino dos brasileiros no exterior. De acordo com o relatório Comunidades Brasileiras no Exterior 2023, divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), mais de 2 milhões de brasileiros residem em solo norte-americano, consolidando a maior diáspora brasileira fora do Brasil.


Além disso, o número de brasileiros que conquistaram residência permanente também cresceu de forma consistente. Segundo dados do Department of Homeland Security (DHS/USCIS), mais de 174 mil Green Cards foram concedidos a brasileiros entre 2014 e 2023, com recorde histórico em 2023, quando 28.050 brasileiros obtiveram a residência permanente — mais que o dobro do registrado em 2014 (10.430).


No campo da imigração baseada em emprego, os números também impressionam. De acordo com dados do USCIS referentes ao ano fiscal de 2025 (encerrado em outubro), foram aprovadas 113.417 petições I-140 (Immigrant Petition for Alien Worker) em todo o mundo, nas categorias EB-1, EB-2 e EB-3. Dessas, 2.848 eram de brasileiros, o que coloca o Brasil entre os cinco países com maior número de petições aprovadas nessa modalidade, ao lado de Índia, China, Filipinas e Coreia do Sul. A petição I-140 é o primeiro passo formal no processo de obtenção do Green Card com base em emprego e sua aprovação indica que o profissional atende aos critérios de qualificação exigidos pelo governo americano.


Esse avanço indica não apenas aumento no fluxo migratório, mas também uma mudança no tipo de imigrante que está conseguindo se estabelecer legalmente. De acordo com a advogada especialista em imigração Dra. Caroline Azevedo, esse novo perfil está diretamente ligado a uma decisão mais estratégica. “Diferente de anos atrás, quando a imigração era muitas vezes impulsiva, hoje vemos pessoas acima dos 40 anos planejando cada passo. São profissionais com carreira consolidada, empresários ou famílias que buscam qualidade de vida, segurança e estabilidade para os filhos”, explica.


Outro fator que reforça essa transformação é o próprio cenário americano. A demanda por mão de obra qualificada e a valorização de profissionais experientes têm aberto espaço para imigrantes mais maduros, especialmente em áreas técnicas e de negócios. Ao mesmo tempo, programas como os vistos EB-1 (para profissionais com habilidades extraordinárias), EB-2 NIW (National Interest Waiver, que dispensa oferta de emprego) e EB-3 (para trabalhadores qualificados) passaram a atrair esse público, que já possui capital financeiro e intelectual para se encaixar nesses critérios.


Esse movimento também revela uma mudança de mentalidade. Se antes o foco era “tentar a sorte”, agora o processo migratório tende a ser mais calculado. “O brasileiro acima dos 40 anos não está indo para improvisar, mas para executar um plano. Isso reduz riscos e aumenta significativamente as chances de sucesso no processo imigratório”, destaca Dra. Caroline.


Por outro lado, o cenário também exige cautela. O endurecimento das políticas migratórias nos últimos anos e o aumento expressivo das deportações reforçam a importância do planejamento. Segundo dados da Polícia Federal e do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, mais de 3.200 brasileiros foram deportados dos Estados Unidos ao longo de 2025, recorde histórico desde o início da série em 2020 e quase o dobro do registrado no ano anterior. Os números mostram que erros no processo ou tentativas irregulares podem comprometer definitivamente o sonho de viver nos Estados Unidos.


Sendo assim, o novo perfil do imigrante brasileiro revela mais do que uma mudança de idade: mostra uma evolução na forma de encarar a imigração. Mais preparo, mais estratégia e menos improviso. Para quem pensa em dar esse passo, entender esse movimento pode ser o primeiro diferencial entre o sucesso e a frustração.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Encontro em Campinas deixa novas perspectivas para a panificação brasileira



Em um cenário de pressão por eficiência, dificuldade de contratação e necessidade de adaptação constante, empresários e lideranças da panificação se reuniram em Campinas (SP), entre os dias 8 e 10 de abril, para discutir caminhos de fortalecimento do setor. A 3ª edição da Jornada da Lucratividade na Padaria reuniu 120 participantes e concentrou debates sobre liderança, produtividade, vendas, experiência do cliente, tecnologia e reforma tributária.

                                                                                                                                                                        O pano de fundo é um mercado de grande capilaridade. O Brasil soma cerca de 179 mil operações de padarias e confeitarias, enquanto o estado de São Paulo concentra mais de 16 mil padarias, segundo levantamentos setoriais recentes. Nesse contexto, a busca por gestão mais eficiente e qualificação profissional tem ganhado espaço entre empresários do segmento.

                                                                                                                                                                        Mais do que uma agenda de palestras, o encontro serviu como espaço de troca sobre problemas concretos da rotina das padarias. “O resultado vem da aplicação”, afirmou Carol Câmara, CEO da consultoria responsável pela realização. Segundo ela, a proposta desta edição foi ampliar a profundidade das discussões, com “dados consistentes do setor e aplicáveis no dia a dia dos panificadores”.

                                                                                                                                                                        A programação reuniu temas que vão da formação de equipes à adaptação tributária, passando por vendas, operação e relacionamento com o consumidor. Em uma das palestras, a diretora de expansão de padarias Gabriela Câmara resumiu a ideia de liderança como base de resultado: “A liderança lucrativa nasce quando a clareza define o alvo, o ritmo dita o passo e a responsabilidade garante a entrega”. Na área comercial, Maria Helena, sócia e CCO do Grupo Sucesso Inteligência Empresarial, defendeu uma lógica de crescimento com sustentação operacional. “Se você vende mais, mas a sua operação não sustenta, você não cresce, você só trabalha mais”, afirmou.

                                                                                                                                                                         As discussões sobre ambiente de negócios também passaram pela reforma tributária e pela necessidade de previsibilidade na gestão. Para Israel Guimarães, CEO do Grupo SOU e especialista em dados para o varejo, “a reforma tributária é uma mudança de tecnologia e processos, não apenas de nomes de tributos”. Já Márcio Rodrigues, administrador, autor da Metodologia Propan e um dos nomes centrais do encontro, reforçou a defesa de uma gestão mais previsível. “Produtividade não é apenas produzir mais, mas produzir melhor, com governança, padronização e previsibilidade.” O debate dialoga com um setor que movimentou R$ 153,36 bilhões em 2024, segundo indicadores da ABIP/Ideal.

                                                                                                                                                                        A presença de empresários e dirigentes sindicais de diferentes regiões também deu ao encontro um caráter de articulação setorial. André Fernandes, presidente do SinasPAN, destacou a troca entre os participantes. “Além das palestras, o networking com panificadores de várias partes do Brasil é um diferencial do evento”, afirmou. Na mesma linha, Antonio Lourenço, diretor do Sipac, disse que a profissionalização deixou de ser diferencial e passou a ser exigência para a sobrevivência dos negócios. “Hoje é humanamente impossível obter sucesso em qualquer empreendimento sem conhecimento técnico, treinamento contínuo e planejamento”, declarou. Também esteve presente no evento Rubens Caselhas Jr, diretor suplente do Sindicato de Panificação de São Paulo Capital - Sampapao.                                                           

                                                                                                                                                                        Segundo Márcio Rodrigues, a proposta é fazer com que o evento deixe de ser apenas um encontro pontual e se consolide como “um movimento de fortalecimento real da panificação no Brasil”.

segunda-feira, 16 de março de 2026

Brasileiros avançam em competições, shows e Palestras nos EUA, mas erro no visto pode barrar atletas, artistas e palestrantes no país


O número de brasileiros participando de competições esportivas, eventos fitness, festivais, palestras motivacionais e produções artísticas nos Estados Unidos tem crescido nos últimos anos. Seja em campeonatos de fisiculturismo, torneios esportivos, palestras motivacionais de networking ou apresentações musicais, o mercado americano representa oportunidade de visibilidade internacional e remuneração em dólar.

No entanto, o que muitos atletas e profissionais da indústria criativa ainda desconhecem é que o visto de turismo não autoriza esse tipo de atividade e o erro pode resultar em cancelamento de visto, deportação e impedimento de retorno ao país.

Dr. Diego Felis Sales, advogado especialista em imigração e Relações Internacionais, explica que a confusão acontece porque muitas pessoas acreditam que participar de eventos ou apresentações nos Estados Unidos não caracteriza trabalho.

“Quando há remuneração direta ou indireta, inclusive premiação em dinheiro, patrocínio ou exploração comercial da imagem, a atividade pode ser caracterizada como trabalho sob a legislação migratória americana. Nesses casos, o visto adequado não é o B1/B2 (turismo/negócios), mas sim vistos como o O-1, destinado a pessoas com habilidades extraordinárias, ou o visto P-1 para Artistas e Atletas internacionalmente reconhecidos”, comenta Diego.

Um exemplo recente envolve a atleta brasileira de bodybuilding Kirley Suênia, que veio para competir nos Estados Unidos com possibilidade de premiação financeira num dos maiores eventos da categoria amadora o Mr. Olympia Amador. Para que a participação ocorresse de forma regular, foi necessário estruturar o processo migratório com o visto adequado, já que a competição envolvia premiação e exposição profissional.

O visto O-1 é dividido em duas categorias principais: O-1A, voltado para profissionais com habilidade extraordinária nas áreas de esportes, ciência, educação ou negócios, e O-1B, direcionado a artistas e profissionais da indústria do entretenimento.

O especialista explica que, para a aprovação, o candidato precisa comprovar reconhecimento nacional ou internacional por meio de critérios objetivos, como premiações relevantes, participação em eventos de destaque, matérias na imprensa, contratos significativos, atuação como jurado ou papel de protagonismo em organizações reconhecidas.

“Não se trata de um visto comum. É necessário um dossiê robusto, com documentação técnica consistente e alinhamento estratégico da narrativa profissional”, explica o especialista.

Casos envolvendo artistas brasileiros também mostram como a questão migratória pode impactar diretamente oportunidades profissionais no exterior. O funkeiro MC Bin Laden, por exemplo, já relatou ter enfrentado dificuldades para entrar nos Estados Unidos e chegou a ter apresentações prejudicadas após não conseguir o visto necessário para participar de eventos no país.

Outro episódio conhecido envolve o cantor Rodriguinho, ex-integrante do grupo Os Travessos. O artista contou publicamente que enfrentou problemas em um processo migratório após realizar um show nos Estados Unidos em 2017 enquanto estava no país com visto de turista, situação que posteriormente impactou um processo de residência permanente.

O alerta se estende também a produtores culturais e profissionais do audiovisual. De acordo com o advogado, artistas e membros de equipes técnicas que atuam em shows, turnês ou produções internacionais frequentemente utilizam a mesma categoria de visto, desde que atendam aos critérios exigidos pela imigração americana.

A exigência não se limita à presença física no palco ou na competição, qualquer atividade que envolva prestação de serviço, remuneração ou vínculo profissional nos EUA pode demandar enquadramento migratório adequado, por mais que a remuneração seja recebida no Brasil.

Com a expansão do mercado fitness e de entretenimento no geral, o crescimento da presença de brasileiros em campeonatos internacionais e a internacionalização de artistas e produtores, a regularização migratória deixou de ser um detalhe burocrático para se tornar uma etapa estratégica da carreira internacional.

A recomendação é que atletas e profissionais busquem orientação jurídica antes de aceitar convites ou divulgar participações em eventos no exterior, evitando riscos que podem comprometer não apenas uma competição ou apresentação, mas todo o histórico migratório nos Estados Unidos.

Sobre Diego Felis Sales

Diego Sales é advogado da Visa Finder, licenciado no Brasil, com mais de 14 anos de experiência em direito de imigração e direito corporativo. Ao longo de sua carreira, atuou em escritórios de advocacia e empresas de tecnologia tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Nos EUA, ocupou posições estratégicas como Diretor de Desenvolvimento de Negócios, Case Manager e Supervisor de Vistos Especiais em uma das maiores firmas especializadas em imigração do país.

 

Niterói inicia obras de contenção de encostas no Cantagalo com investimento de R$ 18,8 milhões



A Prefeitura de Niterói vai iniciar ainda neste mês de março um novo conjunto de obras voltadas à estabilização de encostas no bairro do Cantagalo, na região de Pendotiba. As intervenções serão executadas pela Empresa de Infraestrutura e Obras de Niterói (ION) e somam investimento de R$ 18,8 milhões.


A ordem de início das obras foi assinada pelo prefeito Rodrigo Neves, que destacou a importância das intervenções para ampliar a segurança dos moradores e reforçar a prevenção em áreas de encosta do município.


De acordo com a prefeitura, o projeto prevê intervenções em uma área total de 5.373 metros quadrados distribuídos em sete pontos diferentes do bairro. O objetivo é reforçar a estabilidade do terreno e reduzir riscos associados a deslizamentos, especialmente durante períodos de chuvas intensas.


Entre as técnicas que serão utilizadas estão o solo grampeado, aplicação de geomantas, concreto projetado, cortina atirantada e construção de muretas sobre estacas. O pacote de obras também inclui sistemas de drenagem para melhorar o escoamento da água da chuva, fator considerado essencial para evitar a saturação do solo em áreas de encosta.


A estimativa é que as obras sejam concluídas em cerca de dez meses.


Segundo a administração municipal, a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de prevenção a desastres naturais e reforço da infraestrutura urbana, buscando preparar a cidade para períodos de maior incidência de chuvas, especialmente durante o verão. 

Antigo anexo da Alerj na Praça XV será transformado em centro cultural do Judiciário


Fechado há alguns anos no Centro do Rio de Janeiro, o prédio conhecido como Palácio 23 de Julho ganhará uma nova função. O imóvel, localizado na região da Praça XV, foi cedido pela União ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e deverá ser transformado em um centro cultural ligado ao Poder Judiciário.


A medida foi oficializada por meio de publicação no Diário Oficial da União. A cessão do prédio foi concedida gratuitamente por um período de 20 anos, com possibilidade de renovação.


O edifício está fechado desde 2021, quando a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro transferiu todos os gabinetes parlamentares para o antigo prédio do Banco do Estado do Rio de Janeiro, localizado na Rua da Ajuda.


Antes da mudança, o Palácio 23 de Julho funcionava como anexo da Alerj e concentrava parte dos gabinetes dos deputados estaduais. Desde o encerramento das atividades, o prédio vinha sendo apontado por moradores e especialistas em patrimônio urbano como um dos exemplos de imóveis ociosos na área histórica da Praça XV.


Novo polo cultural e educacional

De acordo com o Tribunal de Justiça, o espaço passará por adaptações para abrigar um conjunto de equipamentos voltados à cultura, educação e cidadania.


Entre as estruturas previstas no projeto estão um teatro, o Centro Cultural do Poder Judiciário, uma escola dedicada à mediação e resolução de conflitos, além da escola de administração judiciária e um centro de estudos e debates.


O edifício possui seis pavimentos e cerca de 7.800 metros quadrados de área total, o que permitirá a instalação de diferentes atividades no mesmo complexo.


Prazo para funcionamento

O Tribunal de Justiça terá até dois anos para colocar em funcionamento as atividades previstas no novo espaço. Caso esse prazo não seja cumprido, a cessão do imóvel poderá ser cancelada e o prédio retornará automaticamente ao patrimônio da União. 

Praça da Cantareira, em Niterói, terá revitalização completa e nova integração com polo de inovação




Um dos pontos mais tradicionais de convivência em Niterói passará por uma transformação nos próximos meses. A prefeitura anunciou a abertura do edital de licitação para escolher a empresa responsável pela revitalização da Praça Leoni Ramos, conhecida popularmente como Praça da Cantareira.


Localizada no bairro de São Domingos, a praça é um dos principais pontos de encontro de estudantes da Universidade Federal Fluminense e de moradores da cidade. O espaço também concentra bares, eventos culturais e grande circulação de pessoas, especialmente no período noturno.


O projeto de revitalização prevê uma série de intervenções para modernizar a área. Entre as melhorias anunciadas estão a demolição e substituição do piso atual por pavimento drenante — tecnologia que facilita o escoamento da água da chuva — além da remoção de pichações, reforço da iluminação pública e instalação de novos bancos e lixeiras.


A proposta também inclui um novo projeto de paisagismo, com o plantio de espécies vegetais para renovar o visual da praça e tornar o ambiente mais agradável para moradores e visitantes.


De acordo com a prefeitura, após a assinatura da ordem de serviço, o prazo estimado para conclusão das obras é de até oito meses.


A revitalização da Cantareira integra um conjunto mais amplo de intervenções urbanas previstas para os bairros do Centro e de São Domingos. Segundo o prefeito Rodrigo Neves, a iniciativa busca conectar o espaço público ao futuro Distrito de Economia Criativa e Inovação que está sendo implantado na região.


O novo polo será instalado no prédio histórico da Estação Cantareira, que passa atualmente por processo de restauração. A estrutura deverá abrigar startups, estúdios e centros de pesquisa em parceria com a Universidade Federal Fluminense.


Além disso, o projeto de requalificação da área prevê o fortalecimento do circuito cultural da região, incluindo a construção do Museu do Cinema Brasileiro ao lado do edifício histórico, ampliando a vocação cultural e criativa do entorno da praça. 

Com mercado acima de R$ 300 bilhões, franquias vivem nova etapa de profissionalização



Ecossistema 300 Franchising comemora R$10 bilhões em sell out

O franchising brasileiro ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 300 bilhões em faturamento anual. Em 2025, o setor registrou crescimento de 10,5% em relação ao ano anterior, segundo dados da ABF, Associação Brasileira de Franchising. O país reúne atualmente mais de 200 mil operações em funcionamento, consolidando o modelo como um dos principais motores do empreendedorismo estruturado no Brasil.

Com a escala econômica cada vez maior, o sistema de franquias entra agora em uma nova etapa de profissionalização. A expansão das redes continua acelerada, mas passa a exigir estruturas mais robustas de gestão, governança e inteligência comercial.

A evolução consistente do mercado trouxe também mudanças na dinâmica de crescimento das marcas. O investidor tornou-se mais criterioso, o custo de aquisição de franqueados aumentou e a necessidade de processos organizados passou a ter peso maior na decisão de investimento.

Nesse ambiente, organizações que contam com governança, inteligência comercial, padronização operacional e tecnologia de gestão conquistam vantagem competitiva. O movimento acompanha um processo natural de amadurecimento do mercado, no qual eficiência administrativa passa a ter impacto direto no ritmo de desenvolvimento das redes.

Plataformas multimarcas surgem como uma das respostas a esse novo cenário. Ao concentrar marketing, canais de venda, estrutura de crescimento e sistemas de gestão, esses ecossistemas permitem que diferentes marcas avancem com suporte compartilhado.

O 300 Franchising ilustra esse movimento. Fundada em 2019, a companhia reúne mais de 90 marcas e já ultrapassou 11 mil unidades comercializadas. O grupo também registra sell out superior a R$ 10 bilhões, contribuindo de forma relevante para o avanço do mercado. No último ciclo anual, a empresa apresentou crescimento superior a 30% na abertura de unidades, consolidando presença entre os maiores ecossistemas de franquias da América Latina.

Para Leonardo Castelo, fundador da 300 Franchising, o ambiente permanece aquecido, mas a lógica de expansão evoluiu. “O segmento segue forte, porém o crescimento ficou mais sofisticado. Hoje, avançar exige inteligência comercial, governança e estrutura profissional. Muitas franqueadoras percebem que, com apoio estratégico, conseguem acelerar o ganho de escala”, afirma.

Segundo ele, o perfil do investidor também mudou nos últimos anos. “O franqueado está mais analítico. Ele compara indicadores, avalia suporte e analisa a capacidade de execução das marcas. Estrutura deixou de ser diferencial e passou a ser uma condição importante para uma expansão consistente”, diz.

Com faturamento em patamar recorde e número elevado de marcas ativas, a disputa no empreendedorismo de rede tende a migrar gradualmente da simples busca por investidores para a eficiência na gestão das operações.

À medida que o mercado avança e se torna mais competitivo, o setor entra em um estágio típico de economias maduras. Mais do que abrir unidades, o próximo ciclo de crescimento tende a ser definido pela capacidade das marcas de operar com escala, padronização e inteligência estratégica.


sexta-feira, 13 de março de 2026

Três gerações faturando milhões: Skyler se destaca no setor de moda masculina com mais de 400 lançamentos por temporada

 

   Com quase 30 anos de atuação, a rede segue em crescimento com receita anual superior a R$78 milhões

Nos últimos anos, a moda masculina ganhou protagonismo no Brasil, impulsionada por mudanças no comportamento de consumo e pela aceleração dos ciclos de produto. Segundo dados da Kings Research, o segmento cresce a um CAGR de 6,89% ao ano, consolidando o país como o oitavo maior mercado mundial em faturamento. Nesse contexto de expansão e amadurecimento do setor, a Skyler se consolida como exemplo do movimento, uma vez que alcançou um faturamento anual superior a R$ 78 milhões em 2025, e inicia 2026 com crescimento de 9,09% na receita. Atualmente, a marca opera 67 unidades em todo o país, entre lojas físicas e um e-commerce integrado, modelo que amplia o alcance da rede.

Esse posicionamento é resultado de uma construção iniciada em 1997, quando a Skyler foi fundada em Fortaleza (CE) por Emílio Guerra e Antonio Guerra, filho e pai. Desde então, a empresa apostou em um modelo de negócios baseado em consistência operacional e entendimento do consumidor brasileiro. Com o passar dos anos, a marca ampliou seu mix de produtos, estruturou o franchising e ganhou escala, mantendo o foco em moda masculina de qualidade, atualizada e alinhada às demandas do mercado.

À medida que o setor passou a operar com ciclos mais curtos e maior exigência por novidade, a Skyler intensificou os investimentos em planejamento de coleção e gestão de sortimento. Como resultado, a rede passou a trabalhar com um portfólio dinâmico, lançando mais de 400 novos produtos por temporada. “Nossa operação acompanha o ritmo do mercado e do cliente. Por isso, trabalhamos com peças versáteis, adequadas a diferentes cenários do dia a dia, mas que também integram as tendências do nicho”, afirma Emílio Guerra, CEO da Skyler.

Paralelamente à estratégia de produto, a Skyler se diferencia pela dinâmica de gestão familiar. O negócio reúne três gerações atuando de forma integrada na condução da rede. Além de Emílio Guerra, seu pai, Antonio Guerra, e sua filha, Beatriz Guerra, participam ativamente da operação. Essa convivência entre diferentes visões contribui para decisões mais equilibradas, unindo experiência, inovação e leitura de novos hábitos de consumo.

Como reflexo dessa gestão multigeracional, a marca consegue dialogar com públicos diversos sem perder identidade. Ao mesmo tempo em que preserva seus pilares, a Skyler acompanha a evolução do homem contemporâneo, que busca versatilidade, praticidade e estilo. Nesse sentido, a integração entre lojas físicas e e-commerce fortalece a experiência de compra e amplia os pontos de contato com o consumidor.

Diante desse movimento, a Skyler inicia 2026 com fortalecimento do posicionamento de marca e previsão de lançamento de uma nova coleção, alinhada às principais tendências da moda masculina. “Nosso foco sempre foi crescer com consistência, mantendo proximidade com o cliente e eficiência na operação. Esse cuidado sustenta nossa trajetória e prepara a marca para os próximos ciclos de expansão”, destaca Emílio.

Eixo Centro-Universitário de Goiânia tem programação cultural e esportiva todos os dias da semana

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