sexta-feira, 17 de abril de 2026

Encontro em Campinas deixa novas perspectivas para a panificação brasileira



Em um cenário de pressão por eficiência, dificuldade de contratação e necessidade de adaptação constante, empresários e lideranças da panificação se reuniram em Campinas (SP), entre os dias 8 e 10 de abril, para discutir caminhos de fortalecimento do setor. A 3ª edição da Jornada da Lucratividade na Padaria reuniu 120 participantes e concentrou debates sobre liderança, produtividade, vendas, experiência do cliente, tecnologia e reforma tributária.

                                                                                                                                                                        O pano de fundo é um mercado de grande capilaridade. O Brasil soma cerca de 179 mil operações de padarias e confeitarias, enquanto o estado de São Paulo concentra mais de 16 mil padarias, segundo levantamentos setoriais recentes. Nesse contexto, a busca por gestão mais eficiente e qualificação profissional tem ganhado espaço entre empresários do segmento.

                                                                                                                                                                        Mais do que uma agenda de palestras, o encontro serviu como espaço de troca sobre problemas concretos da rotina das padarias. “O resultado vem da aplicação”, afirmou Carol Câmara, CEO da consultoria responsável pela realização. Segundo ela, a proposta desta edição foi ampliar a profundidade das discussões, com “dados consistentes do setor e aplicáveis no dia a dia dos panificadores”.

                                                                                                                                                                        A programação reuniu temas que vão da formação de equipes à adaptação tributária, passando por vendas, operação e relacionamento com o consumidor. Em uma das palestras, a diretora de expansão de padarias Gabriela Câmara resumiu a ideia de liderança como base de resultado: “A liderança lucrativa nasce quando a clareza define o alvo, o ritmo dita o passo e a responsabilidade garante a entrega”. Na área comercial, Maria Helena, sócia e CCO do Grupo Sucesso Inteligência Empresarial, defendeu uma lógica de crescimento com sustentação operacional. “Se você vende mais, mas a sua operação não sustenta, você não cresce, você só trabalha mais”, afirmou.

                                                                                                                                                                         As discussões sobre ambiente de negócios também passaram pela reforma tributária e pela necessidade de previsibilidade na gestão. Para Israel Guimarães, CEO do Grupo SOU e especialista em dados para o varejo, “a reforma tributária é uma mudança de tecnologia e processos, não apenas de nomes de tributos”. Já Márcio Rodrigues, administrador, autor da Metodologia Propan e um dos nomes centrais do encontro, reforçou a defesa de uma gestão mais previsível. “Produtividade não é apenas produzir mais, mas produzir melhor, com governança, padronização e previsibilidade.” O debate dialoga com um setor que movimentou R$ 153,36 bilhões em 2024, segundo indicadores da ABIP/Ideal.

                                                                                                                                                                        A presença de empresários e dirigentes sindicais de diferentes regiões também deu ao encontro um caráter de articulação setorial. André Fernandes, presidente do SinasPAN, destacou a troca entre os participantes. “Além das palestras, o networking com panificadores de várias partes do Brasil é um diferencial do evento”, afirmou. Na mesma linha, Antonio Lourenço, diretor do Sipac, disse que a profissionalização deixou de ser diferencial e passou a ser exigência para a sobrevivência dos negócios. “Hoje é humanamente impossível obter sucesso em qualquer empreendimento sem conhecimento técnico, treinamento contínuo e planejamento”, declarou. Também esteve presente no evento Rubens Caselhas Jr, diretor suplente do Sindicato de Panificação de São Paulo Capital - Sampapao.                                                           

                                                                                                                                                                        Segundo Márcio Rodrigues, a proposta é fazer com que o evento deixe de ser apenas um encontro pontual e se consolide como “um movimento de fortalecimento real da panificação no Brasil”.

segunda-feira, 16 de março de 2026

Brasileiros avançam em competições, shows e Palestras nos EUA, mas erro no visto pode barrar atletas, artistas e palestrantes no país


O número de brasileiros participando de competições esportivas, eventos fitness, festivais, palestras motivacionais e produções artísticas nos Estados Unidos tem crescido nos últimos anos. Seja em campeonatos de fisiculturismo, torneios esportivos, palestras motivacionais de networking ou apresentações musicais, o mercado americano representa oportunidade de visibilidade internacional e remuneração em dólar.

No entanto, o que muitos atletas e profissionais da indústria criativa ainda desconhecem é que o visto de turismo não autoriza esse tipo de atividade e o erro pode resultar em cancelamento de visto, deportação e impedimento de retorno ao país.

Dr. Diego Felis Sales, advogado especialista em imigração e Relações Internacionais, explica que a confusão acontece porque muitas pessoas acreditam que participar de eventos ou apresentações nos Estados Unidos não caracteriza trabalho.

“Quando há remuneração direta ou indireta, inclusive premiação em dinheiro, patrocínio ou exploração comercial da imagem, a atividade pode ser caracterizada como trabalho sob a legislação migratória americana. Nesses casos, o visto adequado não é o B1/B2 (turismo/negócios), mas sim vistos como o O-1, destinado a pessoas com habilidades extraordinárias, ou o visto P-1 para Artistas e Atletas internacionalmente reconhecidos”, comenta Diego.

Um exemplo recente envolve a atleta brasileira de bodybuilding Kirley Suênia, que veio para competir nos Estados Unidos com possibilidade de premiação financeira num dos maiores eventos da categoria amadora o Mr. Olympia Amador. Para que a participação ocorresse de forma regular, foi necessário estruturar o processo migratório com o visto adequado, já que a competição envolvia premiação e exposição profissional.

O visto O-1 é dividido em duas categorias principais: O-1A, voltado para profissionais com habilidade extraordinária nas áreas de esportes, ciência, educação ou negócios, e O-1B, direcionado a artistas e profissionais da indústria do entretenimento.

O especialista explica que, para a aprovação, o candidato precisa comprovar reconhecimento nacional ou internacional por meio de critérios objetivos, como premiações relevantes, participação em eventos de destaque, matérias na imprensa, contratos significativos, atuação como jurado ou papel de protagonismo em organizações reconhecidas.

“Não se trata de um visto comum. É necessário um dossiê robusto, com documentação técnica consistente e alinhamento estratégico da narrativa profissional”, explica o especialista.

Casos envolvendo artistas brasileiros também mostram como a questão migratória pode impactar diretamente oportunidades profissionais no exterior. O funkeiro MC Bin Laden, por exemplo, já relatou ter enfrentado dificuldades para entrar nos Estados Unidos e chegou a ter apresentações prejudicadas após não conseguir o visto necessário para participar de eventos no país.

Outro episódio conhecido envolve o cantor Rodriguinho, ex-integrante do grupo Os Travessos. O artista contou publicamente que enfrentou problemas em um processo migratório após realizar um show nos Estados Unidos em 2017 enquanto estava no país com visto de turista, situação que posteriormente impactou um processo de residência permanente.

O alerta se estende também a produtores culturais e profissionais do audiovisual. De acordo com o advogado, artistas e membros de equipes técnicas que atuam em shows, turnês ou produções internacionais frequentemente utilizam a mesma categoria de visto, desde que atendam aos critérios exigidos pela imigração americana.

A exigência não se limita à presença física no palco ou na competição, qualquer atividade que envolva prestação de serviço, remuneração ou vínculo profissional nos EUA pode demandar enquadramento migratório adequado, por mais que a remuneração seja recebida no Brasil.

Com a expansão do mercado fitness e de entretenimento no geral, o crescimento da presença de brasileiros em campeonatos internacionais e a internacionalização de artistas e produtores, a regularização migratória deixou de ser um detalhe burocrático para se tornar uma etapa estratégica da carreira internacional.

A recomendação é que atletas e profissionais busquem orientação jurídica antes de aceitar convites ou divulgar participações em eventos no exterior, evitando riscos que podem comprometer não apenas uma competição ou apresentação, mas todo o histórico migratório nos Estados Unidos.

Sobre Diego Felis Sales

Diego Sales é advogado da Visa Finder, licenciado no Brasil, com mais de 14 anos de experiência em direito de imigração e direito corporativo. Ao longo de sua carreira, atuou em escritórios de advocacia e empresas de tecnologia tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Nos EUA, ocupou posições estratégicas como Diretor de Desenvolvimento de Negócios, Case Manager e Supervisor de Vistos Especiais em uma das maiores firmas especializadas em imigração do país.

 

Niterói inicia obras de contenção de encostas no Cantagalo com investimento de R$ 18,8 milhões



A Prefeitura de Niterói vai iniciar ainda neste mês de março um novo conjunto de obras voltadas à estabilização de encostas no bairro do Cantagalo, na região de Pendotiba. As intervenções serão executadas pela Empresa de Infraestrutura e Obras de Niterói (ION) e somam investimento de R$ 18,8 milhões.


A ordem de início das obras foi assinada pelo prefeito Rodrigo Neves, que destacou a importância das intervenções para ampliar a segurança dos moradores e reforçar a prevenção em áreas de encosta do município.


De acordo com a prefeitura, o projeto prevê intervenções em uma área total de 5.373 metros quadrados distribuídos em sete pontos diferentes do bairro. O objetivo é reforçar a estabilidade do terreno e reduzir riscos associados a deslizamentos, especialmente durante períodos de chuvas intensas.


Entre as técnicas que serão utilizadas estão o solo grampeado, aplicação de geomantas, concreto projetado, cortina atirantada e construção de muretas sobre estacas. O pacote de obras também inclui sistemas de drenagem para melhorar o escoamento da água da chuva, fator considerado essencial para evitar a saturação do solo em áreas de encosta.


A estimativa é que as obras sejam concluídas em cerca de dez meses.


Segundo a administração municipal, a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de prevenção a desastres naturais e reforço da infraestrutura urbana, buscando preparar a cidade para períodos de maior incidência de chuvas, especialmente durante o verão. 

Antigo anexo da Alerj na Praça XV será transformado em centro cultural do Judiciário


Fechado há alguns anos no Centro do Rio de Janeiro, o prédio conhecido como Palácio 23 de Julho ganhará uma nova função. O imóvel, localizado na região da Praça XV, foi cedido pela União ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e deverá ser transformado em um centro cultural ligado ao Poder Judiciário.


A medida foi oficializada por meio de publicação no Diário Oficial da União. A cessão do prédio foi concedida gratuitamente por um período de 20 anos, com possibilidade de renovação.


O edifício está fechado desde 2021, quando a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro transferiu todos os gabinetes parlamentares para o antigo prédio do Banco do Estado do Rio de Janeiro, localizado na Rua da Ajuda.


Antes da mudança, o Palácio 23 de Julho funcionava como anexo da Alerj e concentrava parte dos gabinetes dos deputados estaduais. Desde o encerramento das atividades, o prédio vinha sendo apontado por moradores e especialistas em patrimônio urbano como um dos exemplos de imóveis ociosos na área histórica da Praça XV.


Novo polo cultural e educacional

De acordo com o Tribunal de Justiça, o espaço passará por adaptações para abrigar um conjunto de equipamentos voltados à cultura, educação e cidadania.


Entre as estruturas previstas no projeto estão um teatro, o Centro Cultural do Poder Judiciário, uma escola dedicada à mediação e resolução de conflitos, além da escola de administração judiciária e um centro de estudos e debates.


O edifício possui seis pavimentos e cerca de 7.800 metros quadrados de área total, o que permitirá a instalação de diferentes atividades no mesmo complexo.


Prazo para funcionamento

O Tribunal de Justiça terá até dois anos para colocar em funcionamento as atividades previstas no novo espaço. Caso esse prazo não seja cumprido, a cessão do imóvel poderá ser cancelada e o prédio retornará automaticamente ao patrimônio da União. 

Praça da Cantareira, em Niterói, terá revitalização completa e nova integração com polo de inovação




Um dos pontos mais tradicionais de convivência em Niterói passará por uma transformação nos próximos meses. A prefeitura anunciou a abertura do edital de licitação para escolher a empresa responsável pela revitalização da Praça Leoni Ramos, conhecida popularmente como Praça da Cantareira.


Localizada no bairro de São Domingos, a praça é um dos principais pontos de encontro de estudantes da Universidade Federal Fluminense e de moradores da cidade. O espaço também concentra bares, eventos culturais e grande circulação de pessoas, especialmente no período noturno.


O projeto de revitalização prevê uma série de intervenções para modernizar a área. Entre as melhorias anunciadas estão a demolição e substituição do piso atual por pavimento drenante — tecnologia que facilita o escoamento da água da chuva — além da remoção de pichações, reforço da iluminação pública e instalação de novos bancos e lixeiras.


A proposta também inclui um novo projeto de paisagismo, com o plantio de espécies vegetais para renovar o visual da praça e tornar o ambiente mais agradável para moradores e visitantes.


De acordo com a prefeitura, após a assinatura da ordem de serviço, o prazo estimado para conclusão das obras é de até oito meses.


A revitalização da Cantareira integra um conjunto mais amplo de intervenções urbanas previstas para os bairros do Centro e de São Domingos. Segundo o prefeito Rodrigo Neves, a iniciativa busca conectar o espaço público ao futuro Distrito de Economia Criativa e Inovação que está sendo implantado na região.


O novo polo será instalado no prédio histórico da Estação Cantareira, que passa atualmente por processo de restauração. A estrutura deverá abrigar startups, estúdios e centros de pesquisa em parceria com a Universidade Federal Fluminense.


Além disso, o projeto de requalificação da área prevê o fortalecimento do circuito cultural da região, incluindo a construção do Museu do Cinema Brasileiro ao lado do edifício histórico, ampliando a vocação cultural e criativa do entorno da praça. 

Com mercado acima de R$ 300 bilhões, franquias vivem nova etapa de profissionalização



Ecossistema 300 Franchising comemora R$10 bilhões em sell out

O franchising brasileiro ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 300 bilhões em faturamento anual. Em 2025, o setor registrou crescimento de 10,5% em relação ao ano anterior, segundo dados da ABF, Associação Brasileira de Franchising. O país reúne atualmente mais de 200 mil operações em funcionamento, consolidando o modelo como um dos principais motores do empreendedorismo estruturado no Brasil.

Com a escala econômica cada vez maior, o sistema de franquias entra agora em uma nova etapa de profissionalização. A expansão das redes continua acelerada, mas passa a exigir estruturas mais robustas de gestão, governança e inteligência comercial.

A evolução consistente do mercado trouxe também mudanças na dinâmica de crescimento das marcas. O investidor tornou-se mais criterioso, o custo de aquisição de franqueados aumentou e a necessidade de processos organizados passou a ter peso maior na decisão de investimento.

Nesse ambiente, organizações que contam com governança, inteligência comercial, padronização operacional e tecnologia de gestão conquistam vantagem competitiva. O movimento acompanha um processo natural de amadurecimento do mercado, no qual eficiência administrativa passa a ter impacto direto no ritmo de desenvolvimento das redes.

Plataformas multimarcas surgem como uma das respostas a esse novo cenário. Ao concentrar marketing, canais de venda, estrutura de crescimento e sistemas de gestão, esses ecossistemas permitem que diferentes marcas avancem com suporte compartilhado.

O 300 Franchising ilustra esse movimento. Fundada em 2019, a companhia reúne mais de 90 marcas e já ultrapassou 11 mil unidades comercializadas. O grupo também registra sell out superior a R$ 10 bilhões, contribuindo de forma relevante para o avanço do mercado. No último ciclo anual, a empresa apresentou crescimento superior a 30% na abertura de unidades, consolidando presença entre os maiores ecossistemas de franquias da América Latina.

Para Leonardo Castelo, fundador da 300 Franchising, o ambiente permanece aquecido, mas a lógica de expansão evoluiu. “O segmento segue forte, porém o crescimento ficou mais sofisticado. Hoje, avançar exige inteligência comercial, governança e estrutura profissional. Muitas franqueadoras percebem que, com apoio estratégico, conseguem acelerar o ganho de escala”, afirma.

Segundo ele, o perfil do investidor também mudou nos últimos anos. “O franqueado está mais analítico. Ele compara indicadores, avalia suporte e analisa a capacidade de execução das marcas. Estrutura deixou de ser diferencial e passou a ser uma condição importante para uma expansão consistente”, diz.

Com faturamento em patamar recorde e número elevado de marcas ativas, a disputa no empreendedorismo de rede tende a migrar gradualmente da simples busca por investidores para a eficiência na gestão das operações.

À medida que o mercado avança e se torna mais competitivo, o setor entra em um estágio típico de economias maduras. Mais do que abrir unidades, o próximo ciclo de crescimento tende a ser definido pela capacidade das marcas de operar com escala, padronização e inteligência estratégica.


sexta-feira, 13 de março de 2026

Três gerações faturando milhões: Skyler se destaca no setor de moda masculina com mais de 400 lançamentos por temporada

 

   Com quase 30 anos de atuação, a rede segue em crescimento com receita anual superior a R$78 milhões

Nos últimos anos, a moda masculina ganhou protagonismo no Brasil, impulsionada por mudanças no comportamento de consumo e pela aceleração dos ciclos de produto. Segundo dados da Kings Research, o segmento cresce a um CAGR de 6,89% ao ano, consolidando o país como o oitavo maior mercado mundial em faturamento. Nesse contexto de expansão e amadurecimento do setor, a Skyler se consolida como exemplo do movimento, uma vez que alcançou um faturamento anual superior a R$ 78 milhões em 2025, e inicia 2026 com crescimento de 9,09% na receita. Atualmente, a marca opera 67 unidades em todo o país, entre lojas físicas e um e-commerce integrado, modelo que amplia o alcance da rede.

Esse posicionamento é resultado de uma construção iniciada em 1997, quando a Skyler foi fundada em Fortaleza (CE) por Emílio Guerra e Antonio Guerra, filho e pai. Desde então, a empresa apostou em um modelo de negócios baseado em consistência operacional e entendimento do consumidor brasileiro. Com o passar dos anos, a marca ampliou seu mix de produtos, estruturou o franchising e ganhou escala, mantendo o foco em moda masculina de qualidade, atualizada e alinhada às demandas do mercado.

À medida que o setor passou a operar com ciclos mais curtos e maior exigência por novidade, a Skyler intensificou os investimentos em planejamento de coleção e gestão de sortimento. Como resultado, a rede passou a trabalhar com um portfólio dinâmico, lançando mais de 400 novos produtos por temporada. “Nossa operação acompanha o ritmo do mercado e do cliente. Por isso, trabalhamos com peças versáteis, adequadas a diferentes cenários do dia a dia, mas que também integram as tendências do nicho”, afirma Emílio Guerra, CEO da Skyler.

Paralelamente à estratégia de produto, a Skyler se diferencia pela dinâmica de gestão familiar. O negócio reúne três gerações atuando de forma integrada na condução da rede. Além de Emílio Guerra, seu pai, Antonio Guerra, e sua filha, Beatriz Guerra, participam ativamente da operação. Essa convivência entre diferentes visões contribui para decisões mais equilibradas, unindo experiência, inovação e leitura de novos hábitos de consumo.

Como reflexo dessa gestão multigeracional, a marca consegue dialogar com públicos diversos sem perder identidade. Ao mesmo tempo em que preserva seus pilares, a Skyler acompanha a evolução do homem contemporâneo, que busca versatilidade, praticidade e estilo. Nesse sentido, a integração entre lojas físicas e e-commerce fortalece a experiência de compra e amplia os pontos de contato com o consumidor.

Diante desse movimento, a Skyler inicia 2026 com fortalecimento do posicionamento de marca e previsão de lançamento de uma nova coleção, alinhada às principais tendências da moda masculina. “Nosso foco sempre foi crescer com consistência, mantendo proximidade com o cliente e eficiência na operação. Esse cuidado sustenta nossa trajetória e prepara a marca para os próximos ciclos de expansão”, destaca Emílio.

Prioridade 10 alcança receita de R$130 milhões no Rio Grande do Sul e consolida liderança na região

 


Somando 100 lojas entre os três estados, a franquia se destaca com proposta de itens variados até R$30

 

Em um ambiente econômico marcado pela cautela do consumidor, pela reorganização dos orçamentos familiares e pela busca crescente por alternativas de compra mais acessíveis, o varejo de preços populares tem assumido papel central nas decisões de consumo. Uma pesquisa recente da Harris Poll, empresa americana de análise de dados de mercado, aponta que 43% dos consumidores planejam migrar para produtos de menor preço e 26% pretendem trocar de varejista em busca de economia, movimento que favorece redes com modelos enxutos e de alta eficiência operacional.

É nesse cenário que a Prioridade 10 consolida seu destaque no Sul do Brasil. Somente no Rio Grande do Sul, estado que concentra a maior operação da rede, o faturamento alcançou aproximadamente R$ 130 milhões em 2025. No total, a franquia conta com 100 lojas ativas nos três estados da região.

“O consumidor mudou, está mais atento ao preço e ao valor real do que compra. Nosso modelo conversa diretamente com esse novo comportamento”, afirma Rogério Zorzetto, CEO e fundador da Prioridade 10. “Desde o início, pensamos a marca para ser acessível, mas sem deixar de lado a qualidade e variedade dos itens”, completa.

O Rio Grande do Sul lidera em número de unidades, com 52 lojas, além de apresentar diversas cidades com potencial para receber novas operações da marca. Santa Catarina aparece na sequência, com 32 unidades, enquanto o Paraná soma 16 pontos da rede e vem se destacando pelo ritmo acelerado de crescimento e desempenho acima da média nacional do varejo. “O Paraná tem mostrado uma maturidade muito rápida, tanto em vendas quanto na aceitação do formato. É um estado que continua no nosso radar de expansão”, destaca Zorzetto.

A presença consolidada nos três estados do Sul, região onde a Prioridade 10 nasceu, reforça uma estratégia de crescimento estruturada e gradual. “Nós crescemos com responsabilidade, olhando muito para o franqueado e para a sustentabilidade da operação. Antes de pensar em novos mercados, garantimos que cada loja esteja bem-posicionada e com um potencial de crescimento positivo”, explica o CEO.

O desempenho da rede é sustentado por um mix de produtos alinhado às demandas atuais do consumidor. Em todos os estados do Sul, o setor de vestuário lidera as vendas, representando mais de 30% do faturamento total. Em seguida aparecem as categorias de utilidades domésticas e brinquedos. O segmento pet também registra expansão consistente na região.

Outro pilar do crescimento está na estratégia de interiorização. A Prioridade 10 tem ampliado sua presença em cidades de pequeno e médio porte, levando varejo organizado a regiões com menor oferta de grandes redes. Segundo o executivo, existe uma demanda reprimida muito forte fora dos grandes centros, que é suprida rapidamente com a chegada de empreendimentos como a Prioridade 10.

Para os próximos ciclos, a expansão segue concentrada no fortalecimento da operação regional. A rede avalia novas oportunidades no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, mantendo um ritmo de crescimento planejado. “Nossa prioridade é crescer junto com quem já está na rede. Esse modelo de proximidade é o que nos trouxe até aqui e é o que vai sustentar os próximos passos”, conclui Zorzetto.

Eles ingressaram no franchising durante a pandemia e hoje faturam mais de R$ 36 milhões por ano no setor de importações




A Asia Source iniciou sua expansão em um período de risco para muitas empresas e, ao contrário do esperado, cresceram exponencialmente fechando mais de 80 contratos em 6 meses

 

Quando a pandemia redesenhou as cadeias globais de suprimentos, o comércio exterior manteve seu protagonismo, ainda que sob novas exigências. Em 2020, a China respondeu por 21,9% das importações brasileiras, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), consolidando-se como principal origem das compras externas do país. O período também marcou a ampliação da presença chinesa em setores de maior complexidade, como máquinas e equipamentos, produtos químicos, materiais elétricos e bens de tecnologia, um movimento que indicava continuidade da demanda, mesmo em um cenário de instabilidade.

Foi a partir dessa leitura que a Asia Source Brasil estruturou sua entrada no franchising. Fundada em 2019 como uma gestora de projetos de importação e exportação, a empresa iniciou sua expansão em março de 2020, quando o mercado ainda demonstrava cautela em relação a operações com fornecedores asiáticos. “Naquele momento, havia muito receio e pouca informação qualificada circulando. O que percebemos é que as importações não haviam parado: elas apenas passaram a exigir um nível maior de análise, planejamento e controle”, afirma Luis Muller, fundador da empresa.

Em apenas seis meses após a decisão, a rede fechou mais de 80 contratos, impulsionada por um modelo que reposiciona a importação como um projeto financeiro estruturado. Antes de qualquer operação, a franqueadora conduz uma etapa de consultoria que envolve diagnóstico do produto, estudo de viabilidade, análise tributária e definição do custo real da mercadoria nacionalizada. “O empresário precisa saber exatamente quanto aquele produto vai custar quando chegar ao Brasil e qual margem ele pode trabalhar. Sem isso, a importação deixa de ser oportunidade e vira risco”, explica Muller.

Na prática, o franqueado atua como gestor comercial e consultor local, responsável por identificar empresas com potencial importador, conduzir as negociações iniciais e acompanhar o cliente ao longo do projeto. Toda a base técnica e operacional é centralizada na franqueadora. “O franqueado não precisa ser um especialista em comércio exterior. Ele entra em um ecossistema que já possui fornecedores, simula cenários financeiros e executa a operação com método único e exclusivo. Isso encurta a curva de aprendizado e dá segurança para crescer”, detalha o fundador.

A execução das importações é conduzida de forma integrada. A Asia Source mantém equipes próprias na China e nos Estados Unidos, responsáveis pela prospecção, auditoria, homologação e inspeção de fábricas. A gestão inclui ainda frete internacional, acompanhamento logístico, documentação, desembaraço aduaneiro e entrega final.

Outro fator decisivo para a consolidação da rede foi a diversificação da carteira de projetos. Autopeças para carros, motos e caminhões, pneus, equipamentos para academias, máquinas industriais, maquinário pesado, produtos para o agronegócio, ferramentas para a construção civil, casa container, banheiras e vinhos são alguns dos itens que concentram a maior recorrência. Ao mesmo tempo, a empresa mantém abertura para atender diferentes segmentos conforme a demanda. “A diversificação permite que o franqueado acompanhe os movimentos naturais do mercado e mantenha constância de faturamento ao longo do ano”, observa.

Integrante do Grupo 300 Franchising, maior ecossistema de franquias da América Latina, a Asia Source se posiciona como a primeira rede de importação do mercado brasileiro. O formato de microfranquia, com estruturas físicas enxutas e custos operacionais reduzidos, favorece o controle financeiro das unidades e a escalabilidade do negócio. A rede encerrou 2025 com faturamento de R$ 36 milhões, soma atualmente 152 unidades em operação no país, sendo 61 inauguradas apenas no último ano, e projeta alcançar R$ 52 milhões em 2026.

Além da consultoria de importação multissetorial, a empresa desenvolveu soluções especializadas, como a SKY Import, voltada à importação de veículos de luxo, e programas de imersão internacional, incluindo missões empresariais à China e visitas a grandes feiras globais.

De acordo com Luis, a meta da Asia Source é movimentar R$ 2,2 bilhões em negociações até 2033. “Nosso objetivo é consolidar a franquia como uma plataforma completa de comércio exterior, capaz de apoiar o empresário desde a decisão até a execução, sempre com clareza financeira e controle operacional”, conclui o fundador.

 

 

Sobre a Asia Source:

A Asia Source é o maior ecossistema de comércio exterior do Brasil. Fundada em 2019, a franquia atua com o objetivo de ser um ponto de convergência entre empresas nacionais e o comércio internacional, oferecendo consultoria e gestão de importação. Com sede na China, a rede já conta com 152 unidades, e atua com segmentos variados, que vão de autopeças a itens para indústrias diversas.

Raio-x:

Investimento inicial: a partir de R$49 mil

Faturamento médio mensal: R$30 mil

Prazo de retorno: 3 a 12 meses


quarta-feira, 11 de março de 2026

Os golpes com IA estão cada vez mais inteligentes. Como se precaver?

 


De vídeos falsos a chamadas de vídeo manipuladas, a nova geração de golpes digitais explora tecnologias de inteligência artificial para enganar vítimas com alto grau de realismo

 

Em poucos segundos, um vídeo pode mostrar um empresário recomendando um investimento milagroso. Uma celebridade pode aparecer pedindo doações urgentes. Ou até um “chefe” pode surgir em uma chamada de vídeo pedindo uma transferência imediata. O problema é que, muitas vezes, nada disso é real.

 

A inteligência artificial elevou o nível das fraudes digitais a um novo patamar. O que antes era um e-mail mal escrito ou uma mensagem suspeita hoje pode vir na forma de vídeos, vozes clonadas e perfis extremamente convincentes. Para especialistas, estamos entrando em uma fase em que distinguir o real do fabricado exige cada vez mais atenção.

 

Os números mostram que o fenômeno já é global. No Brasil, as fraudes com deepfakes e identidades sintéticas cresceram 126% entre 2024 e 2025, segundo o relatório Identity Fraud Report 2025–2026. O país concentra quase 39% de todos os deepfakes detectados na América Latina.

 

E não se trata apenas de tecnologia avançada, como também de escala. Um levantamento da empresa de cibersegurança Kaspersky identificou 309 milhões de tentativas de phishing bloqueadas no Brasil em um ano, o equivalente a 588 ataques por minuto.

 

O impacto econômico também é significativo. Dados do DataSenado indicam que 24% dos brasileiros adultos foram vítimas de golpes digitais nos últimos 12 meses, gerando perdas estimadas em R$ 10,1 bilhões em 2024, segundo a Febraban.

 

Para quem acompanha de perto o avanço do audiovisual e da tecnologia, o cenário é claro: a inteligência artificial se tornou uma ferramenta poderosa tanto para criar quanto para enganar. “Hoje qualquer pessoa consegue gerar imagens, vídeos e vozes extremamente convincentes. A tecnologia não é mais restrita a grandes estúdios ou laboratórios. Isso abre oportunidades criativas enormes, mas também cria um ambiente perfeito para fraudes sofisticadas”, explica Náthan Ximenes, diretor criativo e estrategista de comunicação digital, fundador da NTX Group.

 

Grande parte dos golpes atuais usa deepfakes, tecnologia que permite manipular imagens ou vozes para simular pessoas reais. Em muitos casos, criminosos utilizam rostos de figuras públicas ou executivos de empresas para ganhar credibilidade rapidamente.

 

O fenômeno não para de crescer. Um estudo do Observatório Lupa mostrou que conteúdos falsos gerados com inteligência artificial aumentaram 308% entre 2024 e 2025 no Brasil, que circulam principalmente em redes sociais e aplicativos de mensagens. Muitas vezes, aparecem como anúncios patrocinados ou vídeos virais.

 

Náthan observa que a sofisticação dessas produções pode confundir até usuários experientes. “Estamos chegando a um ponto em que, para um público leigo, é praticamente impossível identificar um vídeo falso apenas olhando rapidamente. Pequenos detalhes técnicos como repetição de elementos na imagem ou inconsistências no movimento ainda podem denunciar a manipulação, mas eles estão ficando cada vez mais sutis”, afirma.

 

O especialista aponta que o modelo das fraudes também mudou. Antes, o objetivo era atingir muitas pessoas com golpes simples. Agora, a estratégia é apostar em ataques mais elaborados e direcionados. Entre os golpes mais comuns impulsionados por IA estão:

- Vídeos falsos de celebridades promovendo investimentos ou plataformas financeiras;

- Clonagem de voz para simular familiares ou executivos;

- Anúncios de emprego ou renda extra com depoimentos fabricados;

- Perfis falsos que replicam influenciadores ou especialistas;

- Reuniões virtuais manipuladas com deepfake para autorizar transferências.

 

Apesar da sofisticação das fraudes, algumas práticas continuam sendo fundamentais para reduzir riscos. Náthan destaca que o primeiro passo é desenvolver uma postura mais crítica diante do conteúdo digital. “A regra número um é desconfiar de qualquer mensagem que pressione por urgência ou dinheiro. Golpistas exploram emoção e pressa. Quando a pessoa para, verifica e cruza informações, a chance de cair em fraude diminui drasticamente”, explica.

 

Entre as recomendações mais comuns do especialista estão:

Verificar a fonte: Antes de confiar em um vídeo ou mensagem, confirme se ele aparece também nos canais oficiais da pessoa ou empresa citada.

Desconfiar de promessas fáceis: Ofertas de investimento com ganhos garantidos ou “oportunidades exclusivas” são frequentemente usadas como isca.

 

Checar detalhes visuais: Em vídeos manipulados, podem surgir distorções sutis em mãos, sombras, movimentos faciais ou repetição de elementos.

Confirmar pedidos financeiros por outro canal: Se um chefe ou familiar pedir dinheiro por mensagem ou vídeo, confirme por telefone ou pessoalmente.

Evitar clicar em links recebidos por redes sociais ou mensagens: Muitos golpes começam com páginas falsas que imitam sites legítimos.

 

A tecnologia que permite criar fraudes sofisticadas é a mesma que está revolucionando setores inteiros da economia, do audiovisual à publicidade, do marketing ao entretenimento. Para o especialista, o ponto central não é combater a inteligência artificial, mas aprender a conviver com ela. “A IA não é vilã. Ela é uma ferramenta poderosa. O problema é quando pessoas mal-intencionadas usam essa tecnologia para manipular confiança. Por isso, educação digital e pensamento crítico serão cada vez mais importantes nos próximos anos”.

 

Em um mundo onde imagens, vozes e histórias podem ser geradas em segundos, a capacidade de questionar o que vemos talvez seja a habilidade mais valiosa da era digital.

Robôs assumem atividades de alto esforço físico enquanto profissionais migram para operação e supervisão de sistemas

 


Automação industrial avança no Brasil e muda o tipo de trabalho nas linhas de produção

 

O avanço da automação nas fábricas ainda costuma ser tratado como sinônimo de substituição de trabalhadores. No debate público, robôs aparecem muitas vezes como ameaça ao emprego. No chão de fábrica, no entanto, a lógica que tem guiado boa parte das decisões industriais é outra: preservar a integridade física de quem trabalha ali.

 

Dados recentes mostram que a indústria brasileira continua gerando vagas mesmo com a modernização tecnológica. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o setor industrial registrou saldo positivo de mais de 400 mil empregos formais em somatória de 2023 e 2024. Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a indústria mantém cerca de 8,5 milhões de pessoas ocupadas no país, com crescimento do emprego industrial nos últimos anos, um movimento que ocorre ao mesmo tempo em que fábricas investem em automação e modernização produtiva.

 

É nesse contexto que o engenheiro mecatrônico Jaime Galvez, especialista em automação industrial e com décadas de atuação em projetos dentro da indústria automotiva, traz uma visão que costuma surpreender fora das plantas industriais. Para ele, a função do robô não é substituir o trabalhador qualificado, mas assumir tarefas que o corpo humano não deveria repetir por anos.

 

Um exemplo clássico que aparece em uma etapa comum de linhas automotivas é o a aplicação de rebites em série, por exemplo. “É uma atividade extremamente repetitiva. Em cerca de alguns meses muitos funcionários já começam a apresentar sinais de LER (lesões por esforço repetitivo). A solução encontrada foi automatizar o processo. O robô passou a executar a tarefa contínua, enquanto os profissionais migraram para funções de monitoramento e operação do sistema”, explica Galvez.

 

Outro caso envolve o manuseio de componentes pesados em determinadas fases da montagem. A atividade exigia levantar peças com peso significativo ao longo de toda a jornada de trabalho. “Com o tempo começaram a aparecer problemas na coluna, nas articulações. Não fazia sentido insistir nisso quando a tecnologia pode assumir esse esforço físico”, afirma o engenheiro.

 

Segundo ele, esse tipo de decisão dentro da indústria costuma ser menos financeira do que se imagina. Em muitos casos, substituir uma operação humana por robótica exige investimento elevado em equipamentos, integração e manutenção. “Hoje, em diversas situações, o robô ainda custa mais caro do que manter a operação manual. A escolha acontece porque segurança e saúde ocupacional passaram a ser prioridade nas plantas modernas”.

 

Esse movimento acompanha uma transformação mais ampla no perfil do trabalho industrial. À medida que sistemas automatizados entram em operação, cresce a demanda por profissionais que operam, programam e supervisionam essas tecnologias. O trabalho muda de natureza, mas não desaparece.

 

Para Galvez, a principal distorção no debate sobre automação está na forma como a tecnologia é interpretada fora do ambiente industrial. “O robô não chega para substituir o trabalhador. Ele chega para substituir um tipo de trabalho que desgasta o corpo humano ao longo do tempo”.

 

A modernização das fábricas brasileiras, cada vez mais conectadas a sistemas de automação e robótica desenvolvidos por fabricantes globais, tendem a aprofundar essa transformação. O desafio, segundo Galvez, passa menos por evitar a tecnologia e mais por preparar trabalhadores para as funções que surgem a partir dela.

 

Essa é a realidade que raramente aparece fora das plantas industriais: em muitas linhas de produção, a automação não representa o fim do trabalho humano, e sim o fim de tarefas que historicamente adoeciam quem as executava.

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