quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Cuidados paliativos começam no diagnóstico e caminham junto com o tratamento, explica geriatra

 

Em torno do Dia Mundial de Cuidados Paliativos, em 10 de outubro, geriatra cooperada da Unimed Goiânia, Dra. Jackeline Gomes, esclarece mitos sobre a abordagem que, no mundo, chega a apenas 14% de quem precisa 

 

Em 1º de outubro, o influenciador Lito Sousa morreu aos 59 anos, em São Paulo, depois de ser diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob, condição neurodegenerativa rara. Nas semanas anteriores, ele recebia cuidados paliativos em casa, e a esposa explicou publicamente que a expressão não era sinônimo de cuidado terminal, uma dúvida frequente entre pacientes e familiares que ganha espaço às vésperas do Dia Mundial de Cuidados Paliativos, comemorado no segundo sábado do mês, neste ano no dia 10.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 56,8 milhões de pessoas precisem de cuidados paliativos a cada ano no mundo, e que apenas cerca de 14% delas recebam esse atendimento. No Brasil, a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) calcula que mais de 625 mil pessoas precisem dessa assistência anualmente. O Atlas Brasileiro de Cuidados Paliativos 2025 mostra que o número de serviços especializados praticamente dobrou em três anos, passando de 234 programas em 2022 para 423 em 2025.


Segundo a médica geriatra e paliativista cooperada da Unimed Goiânia, Dra. Jackeline Gomes, os cuidados paliativos são uma abordagem voltada a pessoas com doenças graves, progressivas ou que ameaçam a continuidade da vida, com o objetivo de prevenir e aliviar o sofrimento e proporcionar a melhor qualidade de vida possível ao paciente e à família. "Não cuidamos apenas da doença. O trabalho é feito, preferencialmente, por uma equipe multiprofissional, formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas e nutricionistas, porque o sofrimento causado por uma doença grave raramente é apenas físico. Cuidamos da pessoa como um todo, considerando sua história, seus valores, suas necessidades e aquilo que é importante para ela", explica.


Entre as situações em que a abordagem é indicada estão o câncer, as demências, as doenças neurológicas progressivas e a insuficiência cardíaca, pulmonar, renal ou hepática, além de outras condições que tragam sofrimento, perda de funcionalidade ou impacto importante na qualidade de vida.


Tratamento e conforto ao mesmo tempo

Para a geriatra, uma das associações mais comuns e mais equivocadas é a de que entrar em cuidados paliativos significa que os tratamentos acabaram. "Há sempre muito a ser feito. Os cuidados paliativos podem ser introduzidos desde o diagnóstico de uma doença grave e caminhar junto com os tratamentos direcionados à doença", observa.


Um paciente com câncer avançado, por exemplo, pode receber acompanhamento paliativo enquanto faz quimioterapia, com a equipe atuando no controle de dor, falta de ar, enjoo e cansaço, além do apoio à família. Segundo a médica, isso também não significa deixar de fazer exames ou usar medicamentos, já que cada intervenção é avaliada pelos possíveis benefícios, riscos e, principalmente, pelos objetivos do paciente.


Histórias de pessoas conhecidas ajudam a ilustrar a variedade de trajetórias. Em dezembro de 2022, segundo a imprensa, o ex-jogador Pelé passou a receber cuidados paliativos no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, depois de deixar de responder à quimioterapia contra o câncer de cólon, e morreu no dia 29 daquele mês, aos 82 anos. Nos Estados Unidos, o ex-presidente Jimmy Carter anunciou, em fevereiro de 2023, que passaria a receber cuidados de hospice em seu domicílio, após decidir não realizar novas intervenções hospitalares. Permaneceu sob esse modelo de cuidado até dezembro de 2024, quando morreu aos 100 anos.


Conversar antes, decidir juntos

A paliativista também lembra o papel dos familiares e a importância de conversar, enquanto o paciente ainda consegue se expressar, sobre como ele gostaria de ser acompanhado caso a doença avance. Entram nessa conversa temas como o local preferido para receber os cuidados, quem deve participar das decisões se ele não puder mais decidir, se aceitaria ser levado ao hospital diante de uma piora e quais tratamentos deseja ou não receber. "Ter essas conversas com antecedência traz mais segurança para os parentes e ajuda a garantir que as escolhas e a autonomia do paciente sejam respeitadas", orienta.


Atendimento na Unimed Goiânia

A Unimed Goiânia oferece acompanhamento em cuidados paliativos por meio da Rede de Cuidados Continuados (RCC), no ambulatório e no atendimento domiciliar, com equipe multiprofissional. O acesso é definido por uma avaliação das necessidades e das condições clínicas de cada paciente. O ambulatório atende quem precisa de acompanhamento e ainda consegue se deslocar até as consultas, enquanto o atendimento em casa é indicado para quem, pela evolução da doença, tem maior dependência ou dificuldade de locomoção.


"Cuidados paliativos não significam desistir da vida. Significam cuidar desde cedo e continuar cuidando em todas as fases da doença, buscando qualidade de vida, respeito às escolhas e dignidade", conclui Dra. Jackeline Gomes.

Primeira cirurgia robótica do Mater Dei Goiânia será para tratamento de endometriose

 

Procedimento acontece nesta quinta-feira (8) e marca o início do uso do sistema Da Vinci X na unidade, que projeta cerca de 30 cirurgias robóticas por mês


Cólicas muito fortes, dor pélvica, desconforto durante relações sexuais e dificuldades para engravidar fazem parte da rotina de milhares de mulheres que convivem com a endometriose. A doença afeta entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva, segundo o Ministério da Saúde.


Os números do SUS mostram a dimensão do problema. Em 2024, foram registrados 145.744 atendimentos relacionados à endometriose na Atenção Primária e 53.793 na Atenção Especializada. No mesmo ano, 19.554 internações foram relacionadas à doença, volume 32% maior que o registrado em 2022.


É justamente uma cirurgia para tratamento da endometriose que vai marcar, nesta quinta-feira, 8 de outubro, o início da cirurgia robótica no Mater Dei Goiânia.


O procedimento será o primeiro realizado na unidade com o sistema Da Vinci X e terá como cirurgião principal o Dr. Ary Wanderley de Carvalho Júnior, com participação de cirurgiões auxiliares.


Tecnologia chega ao tratamento

O sistema chegou ao hospital no dia 30 de setembro e passa a integrar procedimentos das áreas de ginecologia, urologia e cirurgia geral.


Na cirurgia robótica, o equipamento não opera sozinho. O médico permanece no comando durante todo o procedimento e controla os instrumentos a partir de um console. A plataforma oferece visão ampliada e tridimensional do campo cirúrgico e instrumentos articulados que reproduzem os movimentos realizados pelo cirurgião com alto grau de precisão.


A própria Rede Mater Dei já utiliza a cirurgia robótica em procedimentos ginecológicos e em tratamentos de condições como miomas e endometriose, dentro da proposta de ampliar as possibilidades de cirurgias minimamente invasivas.


Entre os possíveis benefícios dessa abordagem estão menor agressão aos tecidos, menor sangramento, menor dor no pós-operatório e recuperação mais rápida, sempre conforme a indicação e as características de cada caso.


Doença pode comprometer rotina e fertilidade

A endometriose é uma doença inflamatória crônica caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio fora do útero. Entre os principais sintomas estão cólicas menstruais intensas, dor pélvica persistente, dor durante a relação sexual, desconforto ao evacuar ou urinar e dificuldades para engravidar.


30 procedimentos por mês

Antes da primeira cirurgia, o centro cirúrgico passou por uma preparação específica para receber a tecnologia, com adequação da estrutura, equipamentos e materiais, além do treinamento das equipes que participarão dos procedimentos. O material técnico de implantação do programa prevê recursos próprios para a realização de procedimentos com o sistema Da Vinci, além de cuidados específicos com a preparação da sala e do paciente. 


As equipes médicas e assistenciais também passaram por treinamento específico, e a atuação dos cirurgiões depende de habilitação e certificação próprias para a plataforma.


A expectativa inicial da unidade é realizar cerca de 30 procedimentos robóticos por mês. Após a primeira cirurgia, a agenda ficará aberta para novos casos nas especialidades de ginecologia, urologia e cirurgia geral.

Câncer de mama deve atingir 2,1 mil mulheres em Goiás em 2026

 

Ação no Buriti Shopping, em Aparecida de Goiânia, leva alerta do Outubro Rosa para fora dos consultórios


Cerca de seis mulheres podem receber, a cada dia, um diagnóstico de câncer de mama em Goiás ao longo de 2026. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta 2.150 novos casos da doença no estado neste ano, o equivalente a uma taxa bruta de 56,55 casos para cada 100 mil mulheres.


Em Goiânia, são esperados aproximadamente 620 novos casos, com taxa bruta estimada de 77,27 diagnósticos para cada 100 mil mulheres. Embora o INCA não apresente uma projeção individualizada para Aparecida de Goiânia, os dados da capital e do estado ajudam a dimensionar o cenário na Região Metropolitana.


No Brasil, o câncer de mama corresponde a cerca de 30% dos tumores mais incidentes entre as mulheres, quando desconsiderado o câncer de pele não melanoma. Por trás das estatísticas estão pacientes e famílias que passam a lidar com consultas, exames e tratamentos após o diagnóstico.


É diante desse cenário que o Outubro Rosa mobiliza instituições em todo o país para ampliar o acesso à informação e reforçar a importância da atenção aos sinais do corpo e do diagnóstico precoce.


Em Aparecida de Goiânia, a Clínica Vittá levou a campanha para o Buriti Shopping com a instalação de uma árvore temática. A estrutura reúne mensagens que podem ser retiradas e lidas pelas mulheres que passam pelo local, criando uma interação com o público em um ambiente fora dos espaços tradicionais de saúde.


Mensagem no caminho

A proposta é usar a circulação diária do shopping para inserir o tema da saúde da mulher de forma simples e acessível. As mensagens distribuídas na árvore abordam cuidado, prevenção e atenção à própria saúde, levando o conteúdo do Outubro Rosa para um momento comum da rotina.


A instalação permanecerá no Buriti Shopping durante o período da campanha.


Cuidado durante todo o mês

Ao longo de outubro, a clínica também oferece condições especiais para serviços voltados à saúde da mulher, entre eles consulta ginecológica, exame preventivo, ultrassonografia endovaginal e ultrassonografia das mamas.

 

Foto: Divulgação/Clínica Vittá — Árvore temática do Outubro Rosa instalada no Buriti Shopping, em Aparecida de Goiânia, reúne mensagens de conscientização sobre prevenção e cuidado com a saúde da mulher.


Serviço

Árvore do Outubro Rosa – Clínica Vittá

Local: Buriti Shopping  - 2º piso

Cidade: Aparecida de Goiânia (GO)

Durante todo o mês de Outubro

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Entre luz e arquitetura, Starlane ganha novo teto cenográfico em São Paulo


Para transformar de vez a noite paulistana, não basta ser ter a melhor música e os melhores drinks, é preciso pensar fora da caixa. É com essa proposta que o Starlane, ponto de parada obrigatório na Avenida Rebouças, inaugura um teto cenográfico, que integra intensidade e movimento conforme o ritmo da casa, fazendo o espaço transitar de bar e restaurante para uma atmosfera mais próxima de um club.

O projeto é assinado pela PH Lighting, que entra com uma bagagem construída justamente na interseção entre entretenimento, tecnologia e espaço. O estúdio, que reúne a experiência de Pieter den Hartog, lighting designer e programador com trabalhos em festivais como Tomorrowland, Rock in Rio, Lollapalooza, The Town, EDC e Defqon, e da cenógrafa Marcela Staffoker, que atua há mais de 15 anos em clubes e festivais, entre eles Zamna e Laroc.

A proposta parte de um elemento central: uma estrutura suspensa formada por módulos geométricos de madeira, produzidos artesanalmente e atravessados por linhas de luz digital. O desenho nasce da própria identidade visual do Starlane e ocupa o teto como uma espécie de segunda arquitetura, capaz de alterar a leitura do espaço sem mudar sua configuração.

“A gente decidiu dar uma renovada no visual do STARLANE porque acreditamos muito nisso: se tem alguma coisa que dá pra melhorar, vamos melhorar. Foi também uma oportunidade muito legal de começar essa parceria com o Pieter e com a Marcella.

Então decidimos olhar principalmente para a parte interna e mexer justamente nos pontos que a gente sentia que ainda podiam ser melhores. Não é uma reforma para transformar o STARLANE em outra coisa. É pegar o que já existe, o que a gente gosta e o que funciona, e melhorar a experiência como um todo.

Vamos mexer na iluminação, na acústica e no som. Vamos colocar mais caixas embutidas no teto, melhorar o tratamento acústico das paredes e trabalhar a iluminação de uma forma mais interessante. São mudanças pontuais que, juntas, fazem bastante diferença na experiência como um todo.

E uma coisa que eu acho muito legal nesse projeto é que vai ser uma reforma meio vapt-vupt. Em três dias úteis a gente vai refazer tudo. É quase um projeto de plug and play: começa e, quando você vê, já aconteceu.

Claro que pra isso funcionar existe uma organização enorme por trás, tanto do nosso time quanto dos fornecedores e parceiros envolvidos. Mas o STARLANE também é um pouco sobre isso: sobre conseguir ser rápido, estar sempre se movimentando e sempre trazer alguma coisa nova para quem vem aqui.

E por que agora, depois de um ano e meio? Não existe exatamente um grande motivo. Acho que um espaço vivo também precisa ir mudando e evoluindo aos poucos. E é gostoso criar essa surpresa para o público, de entrar aqui e perceber que alguma coisa mudou.

No final, a ideia é bem simples: se dá pra melhorar, vamos melhorar. Sem precisar mudar tudo ou reinventar a casa inteira. Às vezes são vários pequenos ajustes que, juntos, fazem a experiência ficar muito melhor.”


Uma arquitetura que muda ao longo da noite

As linhas de luz podem ser controladas individualmente e assumem diferentes combinações de cor, intensidade e movimento ao longo da noite. No início da operação, aparecem de forma mais contida; conforme a música ganha peso e o ambiente muda de ritmo, a iluminação acompanha esse deslocamento.

A estrutura também precisou responder a uma questão prática. Os equipamentos de ar-condicionado já instalados no salão faziam parte da paisagem do teto e não poderiam simplesmente desaparecer. A solução foi organizar os módulos ao redor dessa infraestrutura, incorporando-a ao desenho e reduzindo sua presença visual.

A geometria do teto também conversa com as grandes caixas acústicas desenvolvidas especialmente para o Starlane por Cristiano Zanette. Som, luz e cenografia passam, assim, a dividir uma mesma linguagem visual, em vez de aparecer como elementos independentes dentro do espaço.


Da ideia à instalação

A concepção visual é de Marcela Staffoker, que conduz forma, material, proporção e experiência espacial. Pieter den Hartog transforma essas ideias em sistemas funcionais, desenvolvendo iluminação, eletrônica, programação e soluções técnicas. Em resumo: Marcela desenha, Pieter faz funcionar.

A materialização no Brasil contou com Heitor Grangheli e Bruno Behring, responsáveis pela produção, integração e instalação de grande parte das soluções e envolvidos diretamente no desenvolvimento técnico, desde a integração dos LEDs e luminárias especiais até a implantação final do sistema. Os módulos cenográficos em madeira foram produzidos artesanalmente por Rafael Bonavina, parceiro de longa data da equipe.

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Outubro Rosa: avanços no diagnóstico reduzem mutilação e aumentam chance de cura do câncer de mama, segundo mastologista

 



Dr. Ruffo de Freitas Junior, especialista cooperado da Unimed Goiânia, explica como diagnóstico precoce e novas terapias mudaram o tratamento da doença; INCA estima cerca de 2.150 novos casos por ano apenas em Goiás para o triênio 2026-2028

 

A cada ano, Goiás deve registrar cerca 2.150 novos casos de câncer de mama, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026-2028. A taxa de incidência no estado está acima da média nacional, e a doença segue como a neoplasia mais comum entre as mulheres goianas. No Brasil, a projeção é de quase 80 mil novos casos por ano no mesmo período, o equivalente a cerca de 30% de todos os diagnósticos de câncer entre mulheres.


Segundo o mastologista cooperado da Unimed Goiânia e professor titular da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG), Dr. Ruffo de Freitas Junior, as últimas duas décadas trouxeram uma mudança significativa no entendimento sobre o câncer de mama, impactando diretamente o diagnóstico e o tratamento da doença. "Hoje tratamos lesões muito menores do que há duas décadas, principalmente dentro do sistema Unimed, onde equipamentos como mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética das mamas mudaram por completo esse cenário. O entendimento das alterações genéticas também permite identificar mulheres com maior risco, que precisam de um rastreamento mais frequente, separando-as daquelas que podem fazer mamografia a cada dois anos", explica.


Rastreamento: o foco da campanha

Para o mastologista, a campanha de outubro chama atenção justamente para o comportamento que mais salva vidas, o rastreamento regular. "As pessoas acham que câncer de mama só acontece em quem tem história familiar. Na verdade, aproximadamente 70% dos casos acontecem em mulheres que nunca tiveram ninguém na família com a doença", afirma. 

Toda mulher a partir dos 40 anos deve fazer mamografia anualmente, segundo o médico. "A taxa de radiação da mamografia é menor que a de um raio-x de tórax, e mesmo sendo cumulativa, o risco de qualquer alteração decorrente dela é muito inferior ao benefício de uma detecção precoce. Mulheres com mamas densas devem priorizar a mamografia digital ou com tomossíntese, e aquelas com risco aumentado precisam associar a ressonância magnética das mamas ao acompanhamento", orienta.


Um estudo conduzido pela UFG com mulheres goianas mostra que hábitos de vida também entram nessa conta. A alimentação foi apontada como o principal fator modificável de redução de risco, com destaque para a dieta tradicional goiana, rica em arroz, feijão, frutas, verduras e carnes magras, além da prática regular de atividade física e do controle do consumo de álcool. "Mulheres que fazem exercício físico tendem a ter uma chance menor de desenvolver câncer de mama do que as sedentárias. O controle do peso também é um fator importante, assim como o acompanhamento adequado para quem faz terapia hormonal na menopausa", completa.


Nem toda paciente precisa de quimioterapia

Muitas pessoas ainda associam o tratamento do câncer de mama exclusivamente à quimioterapia, mas o médico explica que esse cenário mudou. "Certamente a quimioterapia é o tratamento que mais causa efeitos colaterais, e é extremamente importante em vários casos. Mas existem plataformas genéticas, como o Oncotype DX e o Mammaprint, que permitem, com segurança, deixar de fazer quimioterapia em aproximadamente 40% das pacientes, evitando efeitos colaterais sem reduzir a eficácia do tratamento", afirma.


Entre as alternativas que se somaram à quimioterapia nos últimos anos estão a imunoterapia, as terapias-alvo e os chamados conjugados anticorpo-droga, que entregam o quimioterápico diretamente dentro da célula tumoral. "Isso mudou o prognóstico até de tumores antes considerados mais agressivos, como os casos HER2 positivo e triplo-negativo. Hoje conseguimos uma taxa de cura altíssima para uma doença que, no passado, era difícil de controlar", completa.


Cirurgias menos invasivas

A evolução no diagnóstico também impactou o tratamento cirúrgico. Segundo Dr. Ruffo, a retirada completa da mama deixou de ser necessária na maioria dos casos. "Estudos conduzidos ao longo de mais de 25 anos mostraram que a retirada completa da mama não traz benefício adicional em relação a cirurgias mais conservadoras associadas à radioterapia. Hoje conseguimos identificar apenas o linfonodo sentinela, reduzindo a cirurgia e as complicações de motricidade e força no braço", detalha.

Técnicas de oncoplastia e reconstrução mamária também evoluíram, permitindo, segundo ele, "além do tratamento do câncer, entregar à mulher um resultado estético muito mais adequado, reduzindo o estigma associado à doença". A radioterapia também mudou: tratamentos que antes duravam de cinco a seis semanas hoje podem ser concluídos em uma semana, com equipamentos capazes de concentrar a radiação na mama e preservar pulmão e coração.


A prevenção como atitude contínua

Neste ano, a Unimed Goiânia leva ao Outubro Rosa e ao Novembro Azul uma campanha que une os dois movimentos em torno de uma mesma ideia: a prevenção não precisa caber em apenas dois meses do calendário. A saúde costuma dar sinais, mas a proposta da cooperativa é reforçar que não é preciso esperar por eles para prestar atenção. Com peças que transformam elementos do cotidiano, como um semáforo, uma xícara de café e uma formação de nuvens, em diferentes representações desses sinais, a campanha convida à reflexão: "Sua saúde não precisa de um sinal para receber atenção." Prevenção também é cuidar antes, conhecer os próprios riscos, manter hábitos saudáveis e acompanhar a saúde de perto.

Crédito privado exige acompanhamento contínuo para reduzir risco de surpresas

 

Mudanças na situação financeira das empresas podem ocorrer ao longo do investimento e reforçam importância de monitoramento periódico das operações


O avanço do crédito privado no mercado brasileiro ampliou as alternativas disponíveis aos investidores, mas também trouxe para o centro do debate a necessidade de acompanhar de perto as empresas que recebem os recursos. A avaliação feita no momento da aplicação, isoladamente, pode não ser suficiente para medir o risco ao longo de toda a operação. Uma companhia considerada sólida em determinado período pode enfrentar mudanças financeiras, operacionais ou de gestão capazes de alterar sua capacidade de pagamento.


O tema foi abordado durante painel do Congresso da Planejar, em discussão sobre diferentes níveis de risco no mercado de crédito. A análise chamou atenção para um ponto relevante: a classificação de uma empresa pode mudar com o tempo e, por isso, o acompanhamento não deve se limitar ao momento inicial do investimento.


Casos recentes envolvendo companhias como Raízen, GPA e Casas Bahia reforçaram a discussão sobre a importância de observar a evolução financeira das empresas e os sinais que podem surgir ao longo do caminho.


Para José Roberto Salazar, da PR Partners, o risco faz parte do mercado privado, mas precisa ser acompanhado de forma permanente. “O mercado tem razão em falar de risco. O que falta dizer é que existe uma forma de mitigá-lo e não ser pego de surpresa e é isso que fazemos”, afirma.


Segundo Salazar, um dos principais cuidados está justamente na análise contínua das operações. Isso inclui acompanhamento periódico dos resultados das empresas, contato com gestores e empresários, acesso a balanços, avaliação da estratégia de crescimento e observação da forma como os recursos estão sendo utilizados. A proposta é identificar possíveis mudanças antes que elas se tornem um problema maior para o investidor.


Acompanhamento vai além da análise inicial

No mercado privado, a escolha de uma empresa com histórico positivo ou vários anos de atuação não elimina a necessidade de monitoramento. Indicadores financeiros podem se deteriorar, o endividamento pode aumentar, a geração de caixa pode diminuir e decisões estratégicas podem alterar a capacidade de pagamento da companhia.


Por isso, além da diversificação da carteira, o acompanhamento periódico passa a ter papel importante na gestão do risco. Na PR Partners, as operações são acompanhadas em ciclos mensais, trimestrais e semestrais, de acordo com o perfil de cada investimento.


O processo inclui contato direto com a gestão das empresas, análise dos balanços, acompanhamento das operações e avaliação de decisões ligadas à expansão e ao uso dos recursos. Esse tipo de monitoramento não elimina o risco, mas amplia a quantidade de informações disponíveis para a tomada de decisão.


Para Salazar, o diferencial está justamente em não esperar que um eventual problema apareça publicamente para só então reavaliar a operação. “O importante é saber que a operação existe, é sólida e continua sendo acompanhada. A situação de uma empresa pode mudar, e o investidor precisa ter acesso a informações que permitam perceber essas mudanças ao longo do tempo”, afirma.


Em um mercado no qual a rentabilidade costuma chamar atenção, a análise permanente das empresas passa a dividir espaço com outro fator igualmente importante: a qualidade e a consistência das operações que sustentam esses investimentos.

Dalal Achcar convida participantes do Aulão do Bem para nova apresentação em 2026

 

Após subir ao palco pela primeira vez em 2025, grupo se prepara para uma nova apresentação, com direção e coreografia de Dalal Achcar, no dia 3 de dezembro, no Teatro EcoVilla


Depois de viverem a experiência de subir ao palco em dezembro de 2025, participantes do Aulão do Bem, projeto idealizado por Lu Fernandez, responsável pelo perfil Ballet aos 60, terão uma nova oportunidade de se apresentar. Pelo segundo ano consecutivo, o grupo recebeu o convite de Dalal Achcar para voltar ao palco, em uma apresentação com sua direção e coreografia. A apresentação será realizada no dia 3 de dezembro, às 19h, no Teatro EcoVilla.


Realizado uma vez por mês, o Aulão do Bem reúne pessoas de diferentes idades e trajetórias, desde quem está tendo o primeiro contato com o balé até quem deseja retomar uma antiga paixão. O projeto tem como princípios a inclusão, o acolhimento e a ideia de que a dança pode fazer parte da vida em qualquer idade.


Na apresentação de 2025, 49 mulheres e um homem participaram da montagem. Entre eles estava a própria idealizadora do projeto, Lu Fernandez, que começou a fazer balé aos 60 anos e, aos 64, também realizou o sonho de se apresentar pela primeira vez em um palco.


O novo convite de Dalal Achcar reforça uma das propostas centrais do Ballet aos 60 e do Aulão do Bem: mostrar que não existe idade certa para começar ou recomeçar a dançar e que o palco pode ser um espaço de descoberta, realização e pertencimento para pessoas de diferentes gerações.


As inscrições para a apresentação de 2026 já estão abertas e são destinadas exclusivamente a pessoas que participam ou já participaram do Aulão do Bem. O número de integrantes da nova montagem ainda não foi definido.


Criado em 2023, o Aulão do Bem promove encontros que unem balé, acolhimento, convivência e ação social. O projeto tem a bailarina Ana Botafogo como madrinha e as professoras Cláudia Freitas e Mirian Lobo como titulares das aulas.


Para Lu Fernandez, o novo convite representa mais do que a oportunidade de voltar ao palco.


“Eu comecei a fazer balé aos 60 anos e, aos 64, subi a um palco pela primeira vez ao lado das pessoas que fazem parte dessa história. Eu também estava realizando um sonho. Agora, receber novamente o convite da Dalal é uma alegria imensa. É como dizer a cada pessoa que começou a dançar mais tarde: há lugares que talvez você tenha imaginado que não fossem mais para você, e eles podem, sim, ser seus”, afirma.

UNIALFA e Acelere realizam meeting sobre Inteligência Artificial, liderança e gestão de pessoas em Goiânia

 

Evento será realizado no dia 7 de outubro, na Unidade T-1 da UNIALFA, e reunirá empresários, gestores e profissionais de RH para debater o futuro do trabalho


A UNIALFA e a Acelere realizam, no dia 7 de outubro de 2026, o "Meeting Conexão Futura: IA, Liderança e Gestão de Pessoas", em Goiânia. O evento será realizado das 8h às 12h, no Centro de Convivência da UNIALFA, na Unidade T-1, no Setor Bueno.


A iniciativa tem como objetivo reunir empresários, diretores, gestores e profissionais de Recursos Humanos de Goiás para discutir os impactos da Inteligência Artificial na liderança contemporânea e nas novas dinâmicas da gestão de pessoas.


Com uma programação voltada ao ambiente corporativo, o encontro propõe reflexões sobre o uso estratégico da tecnologia sem perder de vista o fator humano nas organizações. A proposta é aproximar lideranças e especialistas de temas que já influenciam processos de tomada de decisão, recrutamento, seleção, retenção de talentos, desenvolvimento de equipes e performance empresarial.


IA, liderança e o futuro do trabalho

A programação terá início com credenciamento e welcome coffee, seguido da abertura oficial com representantes da UNIALFA e da Acelere.


O primeiro painel, “A Era da Liderança Humana e Tecnológica”, discutirá como líderes podem utilizar a Inteligência Artificial para potencializar resultados sem perder o foco nas pessoas. A pauta dialoga diretamente com os desafios enfrentados por empresas que buscam inovação, produtividade e equipes mais preparadas para cenários de transformação.


Na sequência, o painel “O Novo RH – IA no Recrutamento, Seleção e Retenção” abordará a automatização de processos de gestão de pessoas e o papel estratégico das mentorias no desenvolvimento profissional e organizacional.


A programação também contará com coffee break e business networking, criando um espaço de relacionamento entre participantes, palestrantes, mediadores e representantes do setor empresarial.


Debate sobre o mercado em Goiânia

Outro destaque será a mesa-redonda “O Futuro do Trabalho em Goiânia”, que propõe um debate aberto sobre tendências de mercado para os próximos anos. A mediação será conduzida em parceria pela UNIALFA e pela Acelere.


O evento também contará com encerramento e sorteios de bolsas de estudo da UNIALFA e mentorias da Acelere.


Para a UNIALFA, a realização do meeting reforça o compromisso com a formação continuada de lideranças e profissionais preparados para os novos desafios do mercado. A parceria com a Acelere amplia o diálogo com o setor produtivo e fortalece a conexão entre educação executiva, inovação e desenvolvimento empresarial.


A Acelere atua com foco em acelerar resultados de pessoas e empresas por meio da entrega de métodos validados de gestão de pessoas. No evento, a empresa contribui com sua expertise em temas como recrutamento, seleção, mentoria e desenvolvimento de lideranças.


Durante o meeting, também serão apresentados três programas de MBA Executivo da UNIALFA: MBA Executivo em Gestão Estratégica de Departamento Pessoal, MBA Executivo em IA Aplicada para Negócios e MBA Executivo em Liderança e Desenvolvimento de Times de Alta Performance. A programação contará com a participação das coordenações dos cursos.


Serviço

Evento: Meeting Conexão Futura: IA, Liderança e Gestão de Pessoas;

Realização: UNIALFA e Acelere;

Data: 7 de outubro de 2026;

Horário: das 8h às 12h;

Local: UNIALFA — Unidade T-1, Centro de Convivência;

Endereço: Setor Bueno, Goiânia — GO;

Público: empresários, diretores, gestores e profissionais de Recursos Humanos;

Informações: 62 9. 9223-6201

13º salário terá prazo antecipado em 2026; saiba o que fazer se a empresa atrasar

 

Advogado Sebastião Justo está disponível para explicar os direitos do trabalhador, os caminhos para cobrar o benefício e as consequências do descumprimento dos prazos


O calendário de pagamento do 13º salário exige atenção de trabalhadores e empregadores neste ano. A segunda parcela deverá ser depositada até 18 de dezembro, uma sexta-feira, porque o prazo legal, dia 20, cairá em um domingo. A primeira parcela deve ser paga até 30 de novembro, salvo quando o adiantamento já tiver sido realizado pela empresa, inclusive junto com as férias.


Além de conferir as datas, o trabalhador precisa saber como agir se o benefício não for pago no prazo. O atraso pode comprometer o orçamento de quem conta com o dinheiro para quitar dívidas, organizar as despesas de fim de ano ou formar uma reserva.


Sebastião Justo, advogado especialista em Direito do Trabalho, está disponível para entrevistas sobre os direitos do trabalhador diante do atraso ou da falta de pagamento do 13º salário. Entre os pontos que podem ser abordados estão as formas de cobrar o empregador, os documentos necessários para comprovar a irregularidade e os caminhos para buscar o recebimento dos valores.


O que fazer se o pagamento atrasar?

O trabalhador pode solicitar esclarecimentos à empresa e registrar a cobrança por escrito, guardando holerites, extratos bancários e mensagens relacionadas ao pagamento. Também pode procurar o sindicato da categoria, denunciar a irregularidade aos canais de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego e recorrer à Justiça do Trabalho para cobrar o benefício.


Acordos e convenções coletivas podem estabelecer multas em favor do empregado pelo descumprimento dos prazos. Por isso, é importante verificar as regras aplicáveis à categoria e distinguir essas penalidades das multas administrativas impostas ao empregador pela fiscalização.

Jacobs Comunicação reúne creators em experiência de dois dias para testar criatividade além do algoritmo

 

Jacobs Week acontece em 7 e 8 de outubro, em São Paulo, com workshop de criação, desafio-surpresa e patrocínio da Rohto Brasil, Ruby Rose e Lokenzzi


Em um momento em que marcas e creators disputam atenção em plataformas cada vez mais orientadas por formatos e tendências, workshop de criação, desafio-surpresa e patrocínio da Rohto Brasil, Ruby Rose e Lokenzzi_ão entre influenciadores e campanhas. Nos dias 7 e 8 de outubro, a agência realiza a Jacobs Week, projeto autoral que reúne mais de 30 creators em dois dias de workshops, desafios de criação e experiências voltadas à experimentação.


A programação parte de uma provocação: o creator pode participar da construção de uma campanha, e não apenas da sua execução? Para a CEO e fundadora da Jacobs Comunicação, Ana Jacobs, a resposta passa por criar espaços em que os influenciadores possam desenvolver repertório, testar ideias e experimentar formatos fora da lógica tradicional das plataformas.


“Não dá para exigir criatividade do creator só na hora da entrega. Se ele não participa da construção, a marca continua comprando alcance e não repertório. A Jacobs Week nasceu para colocar essa ideia em prática e testar como o creator reage quando recebe um desafio que exige criação, estratégia e execução”, afirma Ana.


Da quebra do algoritmo ao briefing real

O primeiro dia da Jacobs Week, 7 de outubro, acontece na Casa Fradique, em São Paulo, e tem como eixo o workshop “CTRL + ALT: A quebra do algoritmo e o poder do inesperado”. A proposta é discutir a repetição de formatos nas plataformas digitais e estimular os participantes a encontrar caminhos criativos que escapem de fórmulas já consolidadas.


A dinâmica também traduz uma mudança defendida pela Jacobs em seu trabalho com marcas: o creator deixa de ser considerado apenas pelo tamanho de sua audiência e passa a ser avaliado também por afinidade, repertório, capacidade criativa e adequação ao objetivo da campanha.


“Queremos colocar o creator em uma situação em que ele precise pensar além do próprio conteúdo. O desafio é entender um problema, construir uma ideia e encontrar uma maneira de torná-la viável. É muito próximo do que acontece quando uma campanha chega à agência”, explica Ana.


Uma experiência para sair do briefing

No segundo dia, 8 de outubro, a Jacobs Week muda de formato. A Jacobs CandyLand, no Studio 190, no Itaim Bibi, propõe uma experiência imersiva inspirada no universo dos doces, com cenografia e ativações pensadas para estimular a interação e troca entre os participantes.


Se o primeiro dia parte de um problema concreto para chegar a uma solução criativa, o segundo propõe o movimento inverso: começar pela experiência e observar quais ideias podem surgir dela.


“Se o Workshop mostra o creator diante de um desafio real, a CandyLand mostra o caminho inverso: uma ideia que nasce livre e ganha forma porque existe estratégia e execução para tirá-la do papel. Queremos que os creators saiam da experiência com mais repertório para construir, e não apenas executar”, afirma a empresária.


A Jacobs Week conta com a Rohto Brasil, empresa global dos segmentos de saúde, beleza e bem-estar, entre as marcas patrocinadoras. Também participam da iniciativa Ruby Rose, marca brasileira de maquiagem, e Lokenzzi, especializada em cuidados e tratamentos capilares.

Piso do estande da Harus na Equipotel ganha nova vida como móveis para creche em Franca/SP

 

Cerca de quatro toneladas de MDF utilizadas na feira estão sendo reaproveitadas na produção de mesas, cadeiras e estantes destinadas a uma instituição que atende 82 crianças 


Uma estrutura criada para durar quatro dias ganhará uma nova função por muitos anos. O MDF utilizado no piso do estande da Harus na Equipotel 2026 será reaproveitado para a fabricação de mobiliário destinado à Creche Santa Gianna Beretta Molla (CCI), no Jardim Luiza II, em Franca (SP). 


Após o encerramento da feira, realizada em setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo, as chapas foram retiradas durante a desmontagem e encaminhadas à Module Cenografia, responsável pela transformação do material.


A previsão é reaproveitar cerca de 80 chapas de MDF, com 1,83 metro por 2,72 metros e 15 milímetros de espessura. O volume corresponde a aproximadamente 6 metros cúbicos de material e, considerando a densidade média do MDF utilizado no projeto, representa cerca de quatro toneladas. 


Em vez de entrar imediatamente no fluxo de descarte após o encerramento de uma estrutura temporária, o material terá sua vida útil ampliada e será transformado em dez conjuntos de mesas e cadeiras, além de cinco estantes em formato de tartaruga. As mesas terão formato de árvore e serão acompanhadas por quatro peças em formato de animais. 


Após a desmontagem do estande, as peças passaram a ser transformadas, em um processo que envolve o recorte das chapas, pintura e acabamento. A previsão é que sejam entregues em breve à instituição beneficiada. 


Segundo João Carlos Matias dos Santos, diretor da Module Cenografia, responsável pela fabricação dos móveis, o projeto representa uma nova possibilidade para o reaproveitamento de materiais utilizados no mercado de eventos. 


“A gente já fez doação de móveis que foram utilizados em estandes, mas transformar o próprio material do piso em um conjunto de móveis para uma instituição é algo inédito para nós. É uma satisfação participar desse projeto e saber que um material que seria utilizado por alguns dias na feira terá uma nova função, principalmente para atender crianças. Queremos acompanhar de perto a entrega e ver esse trabalho chegar à creche”, afirma João.

 

Sustentabilidade que ultrapassa os quatro dias de evento

Para a Harus, a iniciativa faz parte de uma visão mais ampla sobre sustentabilidade e sobre o impacto das decisões da marca, inclusive na realização de eventos e experiências temporárias. 


“A sustentabilidade precisa estar presente não apenas nos produtos que desenvolvemos, mas também na forma como a marca toma decisões e constrói suas experiências. Quando pensamos nossa participação na Equipotel, olhamos também para o que aconteceria com essa estrutura depois dos quatro dias de evento. Transformar o MDF do estande em mobiliário amplia a vida útil desse material e gera um impacto concreto na comunidade onde a Harus nasceu. Essa iniciativa traduz um dos pilares da nossa visão de sustentabilidade: buscar soluções capazes de conciliar negócio, uso responsável de recursos e impacto positivo para as pessoas”, afirma Pierry Cöni, Head de Marca da Harus. 


A ação amplia o ciclo de utilização de um material normalmente associado a uma estrutura temporária e incorpora à participação da empresa na maior feira de hospitalidade da América Latina uma reflexão sobre o legado deixado após a desmontagem. 


Impacto que chega à comunidade

A Creche Santa Gianna Beretta Molla atende atualmente 82 crianças e conta com 16 colaboradores. Para Katia Felix, coordenadora da instituição, além da utilização prática do novo mobiliário, a iniciativa se conecta ao trabalho de educação ambiental desenvolvido com as crianças. 


“A iniciativa da Harus vai ser muito importante para a creche. Nós também trabalhamos com as crianças sobre reciclagem e sustentabilidade e, quando a empresa nos trouxe a possibilidade de transformar um estande em mobiliário, ficamos encantados com a ideia. Esses móveis serão de grande utilidade e permitirão dar continuidade ao nosso trabalho”, comenta a coordenadora. 


A escolha de uma instituição de Franca também reforça a conexão da iniciativa com a cidade onde está localizada a sede da Harus e onde a companhia construiu parte importante de sua trajetória. 


Harus leva portfólio, inovação e marcas internacionais à Equipotel

A iniciativa de reaproveitamento integrou a participação da Harus na Equipotel 2026, edição em que a empresa celebrou seus 30 anos de trajetória e apresentou ao mercado suas linhas próprias, soluções personalizadas, tecnologias e projetos voltados à evolução da experiência na hospitalidade.

 

Entre os destaques desta edição esteve Acqua di Parma, tradicional marca italiana de luxo apresentada pela Harus ao mercado de hospitalidade, somando-se a um portfólio que reúne marcas como L'Occitane en Provence, L'Occitane au Brésil, Costa Brazil, O Boticário, Natura e Vinotage, além de linhas próprias, produtos personalizados e fragrâncias exclusivas. 


Com sede em Franca, a Harus atua no desenvolvimento de soluções para hotéis e outros segmentos ligados à experiência de hospedagem e vem ampliando sua presença também em mercados internacionais. 


Ao completar três décadas, a companhia busca integrar inovação, experiência, desenvolvimento de portfólio e sustentabilidade à evolução de sua atuação no setor de hospitalidade. 

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